(pt) Faísca Publicações apresenta seis novos lançamento s

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Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2009 - 15:45:32 CEST


Dando continuidade ao seu projeto de lançamento de livros on-line, a
Faísca Publicações apresenta seis novos lançamentos.

São eles:

SOBRE A POLÍTICA DE ALIANÇAS
Problemas em torno da construção de um pólo libertário de luta
José Antonio Gutiérrez Danton

DA PERIFERIA PARA O CENTRO
Sujeito Revolucionário e Transformação Social
Felipe Corrêa

REVOLUÇÃO CUBANA
Mais à esquerda que o Castrismo
Júnior Bellé

POLÍTICA ANARQUISTA E AÇÃO DIRETA
Rob Sparrow

DE MOVIMENTO A PARTIDO POLÍTICO
Notas sobre alguns Movimentos Verdes Europeus
Janet Biehl

EM TORNO DA VIGÊNCIA DO SOCIALISMO LIBERTÁRIO
DEFINIÇÕES DE UM COMPANHEIRO
Gerardo Gatti

Para ver e baixar os livros, acesse:
http://www.alquimidia.org/faisca/index.php?mod=pagina&id=3905

Abaixo, enviamos um breve comentário de cada um dos lançamentos.

SOBRE A POLÍTICA DE ALIANÇAS
Problemas em torno da construção de um pólo libertário de luta
José Antonio Gutiérrez Danton

O assunto das alianças em raras vezes recebe a devida atenção nos meios
libertários. Como muitos outros aspectos ainda insuficientes em nosso
movimento, as alianças são algo que ocorrem ou não ocorrem, deixando em
raras vezes o registro do porquê foram tomadas certas decisões e não
outras. Acontece que as gerações militantes mais novas se vêem forçadas a
deixarem-se guiar por suas próprias intuições quando se trata desta
questão. Isso aconteceu em diversos momentos, e com base nestas
experiências, que foram boas e más, o autor expõe algumas conclusões a
partir da sua história de militância.


DA PERIFERIA PARA O CENTRO
Sujeito Revolucionário e Transformação Social
Felipe Corrêa

O presente artigo foi escrito como apresentação para o livro "A Concepção
Libertária da Transformação Social Revolucionária" de Rudolf de Jong. Ele
trata do nascimento do anarquismo no contexto da AIT, das relações
“centro-periferia” que dão base primeiramente para uma análise da
sociedade presente e, depois, oferecem um modelo para atuação. Utilizando
como base o conceito das relações centro periferia, claramente inspirado
naquilo que Bakunin preconizava quando dizia “da circunferência ao
centro”, o autor discute as concepções de sujeito revolucionário e as
propostas de transformação social, comparando anarquismo e marxismo. Ao
final, propõe um modelo estratégico que se basearia neste caminho, “da
periferia ao centro”.


REVOLUÇÃO CUBANA
Mais à esquerda que o Castrismo
Júnior Bellé

Em 1º de janeiro de 2009 completou-se 50 anos da Revolução Cubana. Neste
mesmo dia, em 1959, Fidel Castro destronou Fulgencio Bastista e tornou-se
o novo ditador da ilha. Este artigo trata das histórias desta revolução,
dos seus heróis e vilões. Júnior Bellé realiza uma análise crítica, a
partir do campo da própria esquerda, do que foi o processo revolucionário
cubano e como diversas forças revolucionárias – dentre elas o anarquismo –
cuja atuação no âmbito da revolução foi significativa, terminaram traídas
em nome da defesa da revolução. Octavio Alberola, que teve participação na
revolução, afirmaria anos mais tarde, em uma frase que inicia o artigo de
Bellé: “Uma mudança política que apenas coloque as mesmas estruturas a
serviço de um novo grupo social, de um partido ou de um chefe não muda
para o trabalhador sua condição de explorado, e para o cidadão sua
condição de dominado. Uma mudança como esta não é uma revolução social, a
menos que se entenda como tal uma simples substituição de governantes
através de um golpe de Estado ou de uma insurreição armada. E foi isso que
aconteceu em Cuba: Bastista foi substituído por Castro. E para consolidar
sua hegemonia e perpetuar-se no poder, Castro serviu-se de um pretexto
ideológico, a ‘revolução’ marxista, identificando esta com a sua pessoa e
vice-versa.”


POLÍTICA ANARQUISTA E AÇÃO DIRETA
Rob Sparrow

“Política Anarquista e Ação Direta” parece ter como pano de fundo as
discussões internas ao universo anarquista, particularmente aquelas que
buscam distinguir um anarquismo social, voltado para a transformação
revolucionária, de um anarquismo individualista, principista e purista
que, em nome de dogmas e compreensões quase que religiosas da ideologia,
restringe-se à inação. É neste mesmo contexto que o autor discute os meios
e fins tentando trazer uma reflexão estratégica acerca do caminho a seguir
e dos objetivos pretendidos. O que ele tenta mostrar é que o principismo e
o purismo daquele anarquismo “que não se mistura com os outros” não
permitem a construção de uma tática (um caminho) que aponte para um
objetivo estratégico (neste caso, a revolução social). Além disso, o
artigo também tenta trazer esta reflexão estratégica às pessoas que
acreditam que não há necessidade de ações que sejam coordenadas e
organizadas entre si. Sabemos que para terem efeito, as ações devem ser
bem refletidas e estarem dentro de um contexto mais amplo de planejamento
e organização. O texto contribui também ao conceituar a ação direta e
relacioná-la com uma retomada de poder pelas próprias pessoas que dela
participam, o que a liga com o que alguns chamam de construção do poder
popular. Neste sentido, parece-nos que a concepção do autor acerca do
poder esteja correta, não o considerando o domínio, mas um espaço político
de disputa entre forças sociais distintas. Neste caso, a prática da ação
direta popular daria ao povo o poder que dele vem sendo usurpado pela
classe dominante desde sempre. Contribui ainda ao criar uma distinção
entre a ação direta e as “ações simbólicas” e “ações morais”. Ao final
contribui com reflexões relevantes sobre a relação entre militantes com a
polícia e com a mídia.


DE MOVIMENTO A PARTIDO POLÍTICO
Notas sobre alguns Movimentos Verdes Europeus
Janet Biehl

Este artigo é relevante, pois discute a trajetória política dos partidos
verdes em diversas localidades da Europa, particularmente na Alemanha. É
incrível a similaridade entre a proposta dos verdes – fundamentalmente a
dos alemães, que era a mais radical – e a proposta de constituição do PT
no Brasil. Tanto os verdes, quanto o PT, acreditaram que era possível
sustentar o campo parlamentar como “mais um campo de luta”, juntamente com
as lutas populares de massa. Similarmente, movimentos populares de base,
ao considerarem o Estado um campo importante de luta, entraram em sua
máquina e, aos poucos, sua política institucional transformou-os, fazendo
com que perdessem suas bases, sua combatividade e sua capacidade de
mudança.


EM TORNO DA VIGÊNCIA DO SOCIALISMO LIBERTÁRIO
DEFINIÇÕES DE UM COMPANHEIRO
Gerardo Gatti

Militante exemplar da Federação Anarquista Uruguaia (FAU), Gatti morreu
vítima do regime ditatorial instalado em seu país e contra o qual lutou,
com armas em mãos. Nestes dois breves artigos, o militante uruguaio
discute o socialismo libertário e os companheiros de luta. Em suas
próprias palavras, lemos: “Reafirmamos nesse repensar o sentido humanista,
a reivindicação e o exercício pleno da liberdade que significa o autêntico
socialismo.” E continua no outro artigo: “Mas já aprendemos que, às vezes,
as denominações são enganosas. Por isso não nos dedicamos a pregar
etiquetas na luta dos oprimidos. Pode haver gente que, denominando-se de
maneira parecida, não saiba bem o que quer, e há também quem, com outro
nome, ou às vezes até sem saber dar um nome, busca o mesmo. A todos os que
lutam por estes ideais, sem mesquinharias, à sua maneira e em sua medida,
chamamos companheiros.”


Veja e baixe os livros em:
http://www.alquimidia.org/faisca/index.php?mod=pagina&id=3905

Faísca Publicações Libertárias
www.editorafaisca.net
faisca  riseup.net
vendasfaisca  riseup.net







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