(pt) [Brasil] Seminário sobre os 100 anos sem Ferrer y Guardia

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Sábado, 3 de Outubro de 2009 - 18:32:37 CEST


 CEM ANOS SEM FERRER 16 e 17 de outubro de 2009 UFBa/ FACED/ Auditório II
(Térreo) Vale do Canela/ SSa./Ba.:-:-:
FERRER & A ESCOLA RACIONALISTAJosé Damiro Moraes*Para Ferrer, a criança
deve ser o centro do processo educacional e o professor tem a tarefa de
problematizar a realidade, conjugando teoria e prática - esta identificada
com o trabalho manual.
Meninos e meninas devem estudar na mesma sala (proposta ousada para a
época), assim como ricos e pobres. A educação não pode se eximir de sua
responsabilidade política, conscientizando os alunos para valores
humanitários e antiestatais do anarquismo.
Mais do que pôr em xeque a pedagogia tradicional, esses princípios soavam
como uma afronta ao poder constituído. As teorias de Francisco Ferrer y
Guardia despertaram a ira da Igreja e do governo espanhol. Ele foi
preso, e de nada adiantaram os protestos pela sua libertação: acabou
fuzilado em 1909.
Os currículos das escolas anarquistas brasileiras estavam em sintonia com
a proposta racionalista de Ferrer. Privilegiavam a leitura, a
caligrafia, a gramática, aritmética, a geografia, a botânica, a
geologia, a mineralogia, a física, a química, a história e o desenho.
Também incluíam sessões artísticas e conferências científicas.
Para além da sala de aula, os alunos participavam de eventos operários,
principalmente em datas consideradas importantes pelos anarquistas,
como 18 de março - data da Comuna de Paris, insurreição popular que 1871
gerou o primeiro governo operário da História -, 1º. de maio - em memória
da execução dos "mártires de Chicago" (1886), operários que pediam a
redução da jornada de trabalho para oito horas diárias - e 13 de outubro,
data do fuzilamento de Ferrer.
Assim a escola aproximava alunos, famílias e sindicatos, mantendo viva a
memória e a necessidade das lutas proletárias. O esforço educativo
desses grupos resultou também na fundação de bibliotecas, centros de
estudos, centros de cultura e grande circulação de periódicos.
* fragmento do artigo À escola, Anarquistas!, de José Damiro Moraes e
publicado na Revista de História da Biblioteca Nacional, Ano 4. Nº. 47,
Agosto de 2009.

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