(pt) [Canadá] Protestos marcam passagem da tocha olímpica e m Victoria

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Sexta-Feira, 13 de Novembro de 2009 - 09:51:52 CET


[Sexta-feira à noite, 30 de outubro, em Victoria, oeste do Canadá, cerca
de 400 pessoas anti-olímpiadas vestidas de zumbis realizaram um protesto
contra a realização das Olimpíadas de Inverno em Vancouver, em 2010,
interrompendo o revezamento da tocha olímpica e causando o caos no tráfego
do centro da cidade. Os manifestantes protestavam contra o custo dos Jogos
Olímpicos, estimado em seis bilhões de dólares canadenses, os danos
ambientais, contra a violação das liberdades individuais, o livre comércio
e o nacionalismo, entre outras demandas. A seguir excertos de um grande
jornal canadense.]

Pouco antes das 19h, uma manifestação pacífica foi realizada a poucos
metros do parlamento provincial da Colúmbia Britânica de onde a tocha
partiu para um percurso de 45.000 km e 106 dias através do Canadá.
"Marchamos ao sabor das ruas perseguindo a tocha, não tínhamos itinerário
pré-estabelecido, mas conseguimos perturbar o percurso da tocha, foi uma
vitória", declarou Mélanie Sylvestre uma das porta-vozes do "No2010
Victoria", ligado ao movimento anti-capitalista Olympic Network
Resistance, que se opõe aos Jogos Olímpicos de Vancouver 2010.
"Denunciamos através dessa marcha de zumbis os cortes orçamentários que
foram feitos pelos governos federal e provincial nas áreas da saúde,
emprego e da luta contra a pobreza, os milhões de dólares que foram gastos
para a organização do passeio da tocha por Victoria", disse a jovem,
agricultora em Victoria.
O Comitê Olímpico reconheceu em um comunicado que teve que modificar o
percurso em razão do grande número de manifestantes.
Durante quatro horas, cercados pela polícia, os manifestantes desfilaram
nas ruas de Victoria, perturbando fortemente a circulação bradando "Nada
de justiça, Nada de paz para as pessoas da rua", "Não aos Jogos Olímpicos
na terra roubada dos nativos" ou “Foda-se as Olimpíadas!”.
A Polícia informou não haver procedido a nenhuma prisão.
A aglutinação, que contava com vários representantes ameríndios opostos à
acolhida dos jogos em suas terras ancestrais, tinha iniciado mais cedo, à
tarde, na Praça do Centenário, com uma sátira bem humorada da cerimônia de
lançamento da corrida da tocha.
Este evento foi chamado de “Anti-Festival Olímpico da Resistência”, e
organizado pelo No2010 Victoria, uma coalizão de grupos de base
comunitária da cidade. O festival contou com destacados oradores,
cantores, atores, bonecos, bandeiras, uma banda de marcha, e muitas
pessoas fantasiadas. Participaram representados grupos de tribos indígenas
locais, estudantes universitários, anti-pobreza e defensores dos direitos
dos sem-teto, trabalhadores de troca de seringas, grupos de idosos,
ambientalistas e outros.
Cartazes substituíram as logomarcas dos patrocinadores proclamando: "Casas
agora, Jogos depois" ou "Olimpíadas da Pobreza em 2010, não é um jogo."
"Para nós, os Jogos são uma boa plataforma de expressão. Mas
continuaremos, mesmo após os jogos, a denunciar os cortes orçamentários",
afirmou Sylvestre.
agência de notícias anarquistas-ana


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