(pt) [Portugal; Almada] Apresentação da revista Húmus #5 20 de Junho . Sábado . 16.30h

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Terça-Feira, 16 de Junho de 2009 - 19:20:35 CEST


no Centro de Cultura Libertária
(Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada)
culturalibertaria.blogspot.com
Revista Anarquista Húmus nº5
Publicação do Centro de Cultura Libertária
Download em PDF:

Capa:
http://humus.webs.com/PDF/capa_humus_5.pdf

Corpo da revista:
http://humus.webs.com/PDF/humus_5.pdf

Editorial

Este Húmus acusa o tempo que passou desde o último número. Tem mais
páginas e mais textos, alguns dos quais hão-de parecer ao leitor algo
desactualizados, mas, devido ao seu interesse, não deixámos de os incluir
nesta edição. Outros reflectem o passado imediato.

Desde o último Húmus, a COSA celebrou novo aniversário (e desejamos-lhe
que continue por muitos e bons anos), vimos surgir uma Plataforma
Abstencionista, em luta contra um sistema político hipócrita e desprovido
de conteúdo, que se tenta renovar através do circo das eleições (e serão
três este ano!).

O novo ano assistiu à criação de novos colectivos anarquistas. Vimos
surgir a Alternativa Libertária, em Lisboa e no Porto, o Colectivo
Anarquista Hipátia do Porto, assim como o Núcleo de Estudantes Anarquistas
na Amadora.

A polícia teve novas oportunidades para demonstrar que não é “justa e
leal” e não falhou em dar-lhes uso. Assim, um rapaz da Amadora foi
assassinado com um tiro à queima-roupa, no fundo, por não viver no bairro
certo e pertencer à classe social errada. Mas as pessoas do bairro
reagiram – e de que forma! O crime, segunda face da exclusão e a
degradação humana que o acompanha surgiram em força, tendo como resposta
por parte de uma classe política necessariamente impotente ante a
catástrofe social que lavra debaixo dos seus pés operações mediáticas de
Estado policial, com bairros chamados “de risco” fechados pela polícia,
sobrevoados por helicóptero para as objectivas filmarem, os seus
habitantes molestados e as portas das suas casas arrombadas com violência
Seguiu-se uma barreira de mentiras mediáticas obra de um jornalismo
ignorante e de manifesta má-fé, para a qual até o anarquismo se viu
arrastado.

Na mesma onda de repressão policial, vimos companheiros e amigos nossos a
serem agredidos com bastante violência durante uma concentração pacífica
em Almada, que pretendia apenas que se respeitasse uma zona pedonal onde
já assistimos, inclusive, a atropelamentos.

A repressão principia nas licenças tornadas pretensamente necessárias para
qualquer um se manifestar na rua, nas bastonadas aplicadas nas cabeças de
quem, ousadia extrema, ainda se atreve a protestar e culmina nas execuções
sumárias às mãos da polícia. Não é por acaso que Kuku morre um mês depois
de Alexis, não é por acaso que a polícia se finge alarmar com o aumento de
actividades dos “extremistas”, num país onde, todos sabemos, pouca
contestação radical existe. Não é por acaso que vivemos há muito tempo sob
permanente paranóia securitária, bombardeados constantemente com notícias
sobre “criminalidade violenta”, e com “opiniões” vomitadas em catadupa por
“fazedores de opinião” que pedem mais polícia, mais violenta, melhor
armada e mais impune. Os ricos e poderosos assustam-se, e tentam colocar
do seu lado a grande maioria da população. Contra os marginais e
marginalizados, contra os que se atrevem a violar o sacrossanto princípio
da propriedade privada e a afrontar o seu garante, o Estado.

A realidade actual e as suas falsas alternativas não nos agradam. Queremos
o fim de tudo isto. A solução não está em reformar ou “moralizar” o
capitalismo, mas sim em destruí-lo. Nada há que esperar do Estado, braço
armado dos poderosos. Não queremos atenuar a nossa exploração ou tornar
mais suportável a opressão... Das chamas da Grécia vieram palavras de
alento e inspiração... Nós somos uma imagem do futuro.... A luta que faz
falta é contra toda a exploração e contra toda a opressão, contra qualquer
governo ou autoridade, a luta que faz falta é anarquista.





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