(pt) [La Laguna - Tenerife - Espanha] Certame de Pedagogia Libertária

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Quinta-Feira, 11 de Junho de 2009 - 20:27:45 CEST


“Reflexões, análises e propostas atuais para uma pedagogia libertária”
O movimento libertário prestou, desde suas origens, especial atenção na
educação, como instrumento de emancipação humana. Só mudando a forma de
pensar e sentir, se pode mudar  a sociedade; só ensinando valores como
apoio mútuo, solidariedade, cooperação, companheirismo etc., se pode
superar dogmas sociais como a competição desenfreada, a hierarquização, o
egoísmo. Com o passar do tempo, produto do incansável trabalho de muitas e
muitos libertários, estes valores foram sendo incluídos nos diversos
currículos educativos em todo o mundo. Apesar de tudo, surge a velha
dúvida: é possível desenvolver valores libertários, utilizando métodos
não-libertários? Os meios devem justificar os fins?
Ante esta situação, nos perguntamos sobre a validade, no mundo atual, da
existência de uma pedagogia libertária, se é possível, em uma sociedade
capitalista, desenvolver métodos de aprendizagem que nos levem à
transformações de raiz. Pode a pedagogia dar respostas, como se acreditava
nos meios libertários, aos males da sociedade? Em poucas palavras: está
superada a proposta anarquista a favor de um ensino sem dogmas?
Estas duvidas nos levaram a convocar um Certame de Pedagogia Libertária
como meio para abrir um debate que nos permita determinar se a proposta
apresentada há mais de um século a favor do que era chamado de “educação
integral” ainda é válida na atualidade, ou, pelo contrário, está superada
e necessita de um nova reformulação.
Biblioteca A Colméia – 19 de maio de 2009
As bases do Certame de Pedagogia Libertária são as seguintes:
1º) Os trabalhos apresentados deverão refletir e analisar e/ou fazer
propostas para uma pedagogia libertária na atualidade, em castelhano.
2º) Os autores são responsáveis pelos trabalhos apresentados, cedendo à
Biblioteca A Colméia os direitos para sua edição com licença à Creative
Commons.
3º) Não existe limitação, ou extensão máxima para os trabalhos.
4º) Os trabalhos podem ser apresentados em papel à direção da Biblioteca A
Colméia para o endereço: Apartado de Correos 618, 38208, La Laguna,
Tenerife, Espanha;  ou através do correio eletrônico
(bibliotecalacolmena  gmail.com). Em todos os trabalhos
deverá constar contato para o autor ou autores.
5º) A data máxima para a entrega dos trabalhos será dia 01 de junho de 2010.
6º) A Biblioteca A Colméia não devolverá os originais apresentados no
encontro.
7º) A participação dos autores no encontro implica na aceitação de todas
as bases  apresentadas anteriormente.

Sobre a "Biblioteca Social A Colméia"
Com muito idealismo, no dia 20 de setembro de 2008, o grupo Terra de Fogo
abriu as portas da Biblioteca Social A Colméia, em La Laguna (Tenerife).
Sem a necessidade de grande pompa e circunstâncias, como estamos
acostumados a ver nos eventos dos parasitas políticos, sem fazer quase
nenhuma publicidade, mas sim, com a tranqüilidade de quem sabe que tem
razão, nos reunimos em um grupo de amigas e amigos para dar o primeiro
passo nesta caminhada que nos levará onde sempre sonhamos. Ainda que
conscientes do enorme trabalho que temos adiante, também temos
consciência das grandes possibilidades deste projeto cultural, como teve
seu momento Sebastien Faure, quando abriu sua escola La Ruche (A Colméia)
em 1904, de onde tomamos o nome para a biblioteca, que nada mais é do que
uma colméia de onde não há rainhas nem zangões, mas sim pessoas livres.
Depois de anos empenhados em difundir o ideal libertário através da edição
de folhetos e livros, dos quais temos editado 40 títulos, acreditamos, sem
deixar de lado o trabalho editorial, contar com um espaço próprio, uma
biblioteca onde, o pensamento anarquista possa estar ao alcance de todos e
demonstrar que é muito mais do que uma postura de rebeldia juvenil, de uma
postura estética, como constantemente nos fazem acreditar, e sim que todo
o modo de pensar anarquista é um modo de vida.
A idéia inicial não é constituir um ateneu, sim, termos claro que queremos
converter a biblioteca em um ente vivo, ativo, e não um simples armazém de
publicações.  De caráter completamente autogestionário, a primeira fase
deste projeto cultural será centrada na classificação de todo o fundo
bibliográfico, composto por livros, folhetos, periódicos, junto ao
material audiovisual, para posteriormente desenvolver, segundo nossas
capacidades e forças, um grupo de atividades que irá se centrar em dois
eixos de atividades: por um lado, análises, compreensão e divulgação
do ideal ácrata, através de debates, conferências, clubes de leituras etc.
Por outro, ofertar um modo de ócio alternativo, em oposição ao que é
potencializado na sociedade consumista, com um espaço livre de poluição e
álcool, onde o importante seja a pessoa e não a massa de gente, com
audições coletivas, jornadas de culinárias, exposições fotográficas e de
vídeo, e todas e quaisquer outras propostas que surjam e sejamos capazes
de levar a cabo.
A longo prazo, gostaríamos de romper as barreiras físicas da própria
biblioteca, do próprio espaço e deslocar, quem sabe, as atividades para o
espaço urbano, com pontos de leitura, atividade de conhecimento... enfim,
como já foi comentado anteriormente, apresentar um modo alternativo de
desfrutar nosso tempo livre, nossas vidas, de forma ativa e com pleno
controle de nossas ações.
Tradução > Palomilla Negra
agência de notícias anarquistas-ana


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