(pt) Anarquistas na mira da polícia canadense

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Terça-Feira, 2 de Junho de 2009 - 21:18:31 CEST


Ativistas da rede anarquista Causa Comum, de Hamilton, temem que a polícia
desta cidade criminalize o/as organizadores da 2ª Feira de Livros
Anarquista de Hamilton, após um relatório policial ter identificado a
feira como sendo uma fonte potencial de crime de ódio.
Ao apresentar o relatório “Crime de Ódio do Fim do Ano” (disponível na
internet) para a Junta Policial de Hamilton em 19 de maio, o Sargento
Michael Goch declarou que a polícia estará “monitorando ativamente” a
feira de livros programada para o dia 6 de julho.
Alex Diceanu, tesoureiro de Ontário do Causa Comum respondeu: “Assim como
o/as organizadore/as da anual feira de livros, e assim como o/as
anarquistas e ativistas locais, o Causa Comum está profundamente
preocupado com estas declarações”.
“Esta é uma manipulação das leis do crime de ódio para criminalizar o/as
ativistas. Nestes tempos de crises econômicas e ambientais, acompanhado de
um desengajamento político crescente, eventos educativos e de ativismo
como a feira de livros deveriam ser encorajados, e não arrefecidos com
vigilância”.
O relatório também identifica o encontro do G8 em 2010 (Huntsville, ON), a
Olimpíada de Inverno de 2010, as “questões de recuperação de terras
nativas locais”, o “movimento anarquista” e a “reação anti-governo e
anti-instituição gerada pela crise econômica e a perda de emprego” como
tendências e eventos que “talvez tenham impactos e repercussões
significantes sobre a comunidade de Hamilton em termos de incidentes
relacionados à propensão ao ódio”.
Pela primeira vez o relatório também inclui pichações e grafites que fazem
menção à polícia, mesmo embora isto contradiga a própria definição do
relatório sobre o que seria um crime de ódio.
Diceanu comentou: “Estamos preocupados que os recursos públicos destinados
a investigar crimes de ódio estejam sendo focados sobre pessoas que estão
tentando melhorar esta sociedade, defender à Natureza”.
A Feira de Livros Anarquistas não é uma ameaça à sociedade!
Ela é aberta ao público e a toda a família, oferecendo cuidados infantis
sem custo e oficinas para crianças.
Aproximadamente 300 pessoas participaram da feira de livros do ano
passado. Ativistas irão se reunir novamente para trocar literatura e
outras formas de informação.
As oficinas na feira de livros tentarão abarcar questões enfrentadas pelos
grupos marginalizados nomeados na legislação de crimes de ódio, incluindo
os povos indígenas, grupos que sofrem preconceito racial, pessoas
encarando barreiras de incapacidade e outros. Outras oficinas tratarão da
crise econômica, justiça ambiental e organização no espaço de trabalho.
Os Princípios Básicos do Causa Comum declaram claramente que: “Nós não
somente nos opomos a todas as manifestações de opressão como o racismo, o
sexismo, o sectarismo religioso e a homofobia, mas também lutamos
ativamente contra todas elas”.
“De fato, o/as anarquistas sempre procuraram entender e acabar com todas
as formas de opressão em nossas lutas para criar um mundo marcado pela
igualdade verdadeira, liberdade, paz e harmonia com a Natureza”, explica
Diceanu.
Tradução > Marcelo Yokoi
agência de notícias anarquistas-ana


More information about the A-infos-pt mailing list