(pt) Eleições europeias: Apenas o combate vale a pena! (en , fr, it )

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Terça-Feira, 2 de Junho de 2009 - 21:12:55 CEST


De 4 a 7 de Junho os votantes europeus são chamados às urnas para escolher
quem os irá «representar» no Parlamento europeu. Enquanto comunistas
anarquistas, não pensamos que as eleições possam trazer qualquer mudança
real, sendo que preferimos a democracia directa à democracia
representativa. Por outras palavras, preferimos que as decisões que
afectam os trabalhadores sejam tomadas pelos próprios, colectivamente. O
funcionamneto e objectivos da União Europeia são opostos a este modelo de
auto-decisão e portanto aos interesses dos trabalhadores e do povo. Os
seus líderes desprezam tanto o povo que - embora perguntem a nossa opinião
- a única resposta permitida é a que aceita a linha política da UE,
definida previamente noutra instância. A atitude da UE face à rejeição por
referendo do Tratado estabelecendo a Constituição para a Europa
exemplifica este facto. Além disso, os reais líderes da UE (a Comissão
Europeia, o presidente do Banco Central Europeu, etc) não estão sujeitos a
qualquer controlo democrático e portanto estão ainda mais livres para
defender esses interesses contra os interesses da classe trabalhadora.
Isto pode ver-se com as políticas de descarada liberalização e
privatização que têm sido aplicadas, na austeridade orçamental e monetária
(política iniciada em Maastricht). No actual período de crise, tais
políticas somente causam sofrimento às pessoas da classe trabalhadora. Não
tem sido visível qualquer efeito prático no relaxamento do Pacto de
Estabilidade, que impõe défices públicos muito baixos. Embora o Banco
Central Europeu tenha aceite atenuar a política de austeridade monetária,
fê-lo de uma maneira muito limitada, que apenas irá contribuir para o
aprofundar da crise na Europa. A União Europeia é uma máquina de guerra
contra os direitos sociais e os trabalhadores, em especial contra os
migrantes: o «dumping» social, o corte nos «custos do trabalho», a caça
aos imigrantes, os fechos de fronteiras, a cooperação entre polícias, etc.
Portanto, a União Europeia não é uma instituição neutral cujas políticas
precisam de ser «redesenhadas» - é a satisfação do poder capitalista,
dedicado a servir os patrões e os banqueiros. A eleição de novos deputados
não mudará, de modo nenhum, esta situação. Apenas as lutas sociais
conjuntas de todos os trabalhadores por toda a Europa, num vasto movimento
social, poderão parar estas políticas e encorajar o crescimento de uma
força revolucionária contra o capitalismo e suas instituições, em direcção
a outra sociedade. Uma sociedade baseada nos verdadeiros ideais
internacionalistas da liberdade, igualdade e solidariedade.

Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália)
Alternative Libertaire (França)
Workers Solidarity Movement (Irlanda)
Liberty and Solidarity (Reino Unido)

[tradução para português por Luta Social ]



More information about the A-infos-pt mailing list