(pt) [Portugal] Comunicado de imprensa* – Um ano depois da acção criminosa de Israel sobre G aza

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Quinta-Feira, 31 de Dezembro de 2009 - 19:04:12 CET


[*subscrito por organizações anti-capitalistas e anti-autoritárias de
Portugal e distribuído em manifestação em frente da embaixada de Israel]
No dia 27 de Dezembro cumpre-se  um ano sobre a invasão de Gaza por
Israel. Apesar de os palestinianos não possuirem forças armadas, Israel
utilizou todo o seu poder de fogo para arrasar as infraestruturas civis de
Gaza: redes de distribuição de água, electricidade e saneamento, vias de
comunicação, escolas, creches, hospitais, muitos milhares de residências e
centenas de prédios públicos.

De finais de Dezembro de 2008 a princípios de Janeiro de 2009, a população
de Gaza, uma das áreas de maior densidade populacional do mundo, sofreu um
dos maiores ataques militares desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Para além
dos ataques militares, Israel bloqueou a entrada de ajuda humanitária
neste território.

A actuação de Israel é um crime de genocídio, prolongado diariamente em
toda a Palestina não ocupada, com acções como a expropriação de terras e
recursos, destruição de casas, bloqueios à circulação, entre outros.

Este e outros crimes contra o povo palestiniano têm a conivência do
presidente dos EUA, país que subsidia Israel com uma média de $3000
milhões todos os anos, e da UE, que lhe dá o apoio político, económico a
até militar (foi a França que ajudou Israel na constiuição de um arsenal
nuclear, não assumido, de 150 bombas), a mesma UE que, hipocritamente,
fornece apoio financeiro para a reconstrução e sobrevivência do povo
palestiniano.

O governo português, através da empresa pública EPAL, celebrou com a
empresa israelita Mekorot – especializada na rapina do acesso à água dos
palestinianos – um acordo que visa elaborar um plano de protecção do
sistema de abastecimento de águas da EPAL face a tentativas terroristas.
Isto provém da mesma EPAL que diariamente perde parte substancial da água
que circula em condutas rotas e sem reparação.

A NATO, peça fulcral do dispositivo militar estratégico ocidental e
principal causador de guerra no mundo, tem em Israel um aliado
incondicional, um suporte agressivo e incentivador das acções de guerra no
Médio Oriente e no Índico que já estão em curso – Afeganistão, Iraque,
Paquistão, Somália – e que se poderá estender também ao Irão.

A PAGAN – Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO, envolvida na rede de
organizações de 17 países que desenvolve a campanha «No to War, no to
NATO», estará presente na concentração de dia 27 de Dezembro junto à
embaixada de Israel para recordar à opinião pública portuguesa e mundial o
papel que os EUA e os países da UE, incluindo o governo português, na
ajuda diplomática, económica e militar que têm dado às acções  criminosas
do Estado de Israel e de suas forças militares e policiais.

A PAGAN reafirma a sua determinação na defesa do direito do povo da
Palestina a viver em paz e segurança, na sua terra, tal como o desejam os
restantes povos da região.

Não basta porém declarar a solidariedade com o povo palestiniano oprimido:

é necessário reforçar a campanha pública de denúncia das políticas
militaristas e xenófobas que comandam Israel;
é necessário exigir a libertação imediata dos milhares de presos políticos
palestinianos aprisionados em Israel;
é necessário o boicote ao Estado de Israel, nos planos comercial,
cultural, político e diplomático, com participação de toda a sociedade
civil, das associações, dos sindicatos, de colectivos diversos e de todas
as organizações políticas internacionalistas,
para que os direitos individuais e colectivos dos palestinianos sejam
respeitados.

Lisboa, 22 de Dezembro 2009




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