(pt) [Galícia] Apanhado da XVII Conferência Libertária de Compostela

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Terça-Feira, 8 de Dezembro de 2009 - 10:48:26 CET


Mais um ano passou e voltamos a celebrar as Jornadas Libertárias, em
Compostela.
Ficamos com uma grata recordação destas jornadas e de todo/as o/as
conferencistas
que, sem cobrar nem um euro, tornaram possível esta experiência de
divulgação das
idéias libertárias que, com a mais absoluta autogestão, foi avante um ano
mais. E
também para as que estão por vir!
Na segunda-feira, 16 de novembro, iniciou-se a XVII Conferência
Libertária, com a
presença de três insubmissos (objetores de consciência) que discutiram
esta luta. O
companheiro Saco falou da sua experiência no início dos anos oitenta,
quando não
tinha sido ainda reconhecida a objeção de consciência e não chegou a ser
julgado.
Saco apontou ainda a importância do movimento libertário e da CNT na
ativação da
insubmissão como luta, superando de longe as posições dos comunistas e
nacionalistas. Cristian deu a sua perspectiva como insubmisso no início
dos anos
noventa, quando a oposição já era reconhecida e tinha aparecido o serviço
alternativo (Prestação de Serviço Social-PPS substituta),  coincidindo com
o aumento
da repressão dos insubmissos (refratários). Cristian valorizou a
importância da
posição anti-militarista no seu próprio crescimento pessoal e ideológico,
e por
causa da oposição para com a PSS do ponto de vista também de sindicalista.
Finalmente, Alberto, nos contou da última estratégia anti-militarista,
antes do
desaparecimento da obrigatoriedade do serviço militar, a insubmissão nos
quartéis,
que de fato constituía uma deserção, ser julgado pelo código militar e
enfrentar
penas de mais de 6 anos de prisão militar.
Esta estratégia, na qual Albert esteve envolvido, procurava tornar visível a
sobrevivência do militarismo para além da manutenção das forças militares
obrigatórias ou não.
Na terça-feira, 17 de novembro, tivemos o prazer de conversar com Rámon
Carmelo,
membro da Coop57 sobre as atividades das cooperativas de crédito como
esta, sem
pressupostos lucrativos para além dos orçamentos e opostos aos dos bancos
tradicionais, que possam servir como uma alternativa ao investimento de
capital e da
poupança acumulada. Rámon explicou para uma platéia atenta os princípios
da Coop57:
o princípio da compatibilidade, que se estabelece a partir do rendimento
social,
princípio da democracia e auto-gestão, princípio da transparência, e,
finalmente, o
princípio do desenvolvimento local e integração social. Ramon disse ainda
que, tal
como foi decidido na Coop57, todo o funcionamento interno é tomado com
base no
assembleísmo.
Muito interessante foi a conversa, na quarta-feira, 19 de novembro, com
Leiser
Peles, do coletivo Anarquistas Contra o Muro. Leiser passou em revista as
atividades
desta organização que se opõe à construção do muro em Gaza, com base na
ação direta
e solidariedade com a população palestina. Depois de analisar a história
do Estado
de Israel, comentou, explicando com abundância de material de vídeo, o
clima de
violência e tensão em que se desenvolve propostas e os ataques contra o
muro, a
perseguição da população palestina, a diferença de tratamento do exército
ao lidar
com os israelitas e com os palestinos, a sua determinação em continuar na
mesma
direção do confronto.
Na quinta-feira, 20 de novembro, o companheiro Florian, membro da
FAU-Berlim e
editor do periódico "Direkte Aktion", teve a oportunidade de discutir a atual
situação do mercado de trabalho na Alemanha e da resposta da FAU, sindicato
[libertário] aderente da AIT.
Florian explicou como na Alemanha, tal como em todo o resto da Europa, o
neoliberalismo está a tornar o trabalho cada vez mais precário, favorecendo a
contratação temporária, baixos salários, o corte de benefícios sociais,
especialmente devido à atuação dos governos social-democratas ou da
direita, e o
silêncio dos sindicatos oficiais, como o monopolizador DGB.
A resposta da FAU envolve a organização em sindicatos de base e
assembleários,
resposta que está a ter aceitação na classe trabalhadora, daí o
crescimento da FAU
nos últimos anos.
Florian explicou as suas últimas lutas contra a contratação temporária,
tentativas
de auto-gestão de fábricas como a de Strike-Bike en 2007, os últimos
conflitos
laborais, como o do Cine Babylon, e as especiais dificuldades legais que
enfrentam.
A conversa foi muito positiva e saímos convencidos da necessidade de
construir
estruturas permanentes de solidariedade internacional como a AIT, e
satisfeitos de
saber que o sindicalismo anarquista se expande pelo mundo.
Finalmente, para fechar as jornadas, na sexta-feira, 21 de novembro, foi
exibido o
filme, "Buenaventura Durruti: Anarquista", de Jean Louis Comolli,
recordando o feito
de 20 de novembro, deste cenetista (CNT) quase mítico e grande combatente
pela
liberdade.
Tradução > Liberdade à Solta
agência de notícias anarquistas-ana



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