(pt) Libertários vão a julgamento em Portugal

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Sábado, 5 de Dezembro de 2009 - 13:56:20 CET


[No próximo dia 7 de dezembro vai começar o julgamento dos detidos na
manifestação anti-autoritária de 25 de abril de 2007, em Lisboa. Alguns
dos condenados, 11 no total, enfrentam acusações que podem levar a penas
de seis meses a cinco anos de prisão por terem participado numa
manifestação que sofreu uma carga policial sem qualquer ordem de
dispersão.]
Que acusações são essas? Resumindo: Agressão à polícia.
O curioso é quem ficou ferido, para variar – neste sapal à beira-mar
sedimentado –, foram os manifestantes – as imagens dessa manifestação que
circulam pela net e o testemunho de quem lá esteve podem comprová-lo.
Mas não é isso que interessa. Somos Anarquistas!
O que importa aqui não é a atuação da polícia, pois para quem luta pela
liberdade o que está em causa é a existência da própria polícia. Nem tão
pouco é a liberdade de manifestação, pois a liberdade individual é a
essência do Eu, jamais poderá ser legislada e, como tal, o que está em
causa é a existência do Estado – esse indiscutivelmente autoritário na sua
essência.
É, também, como anarquistas que sabemos que o Estado pode pôr diversas
máscaras, da mais estalinista à farsa democrática. E que nesta sua, do
Estado, roupagem de farsa democrática, quando não se contesta da forma que
ele próprio define, mostra a sua essência repressora e lança os seus cães
contra quem o ataca.
Enquanto houver Estado haverá repressão. Haveremos sempre, sempre lutar
contra ela – e contra ele – com todas as nossas armas e seremos sempre
solidários com quem o fizer de modo semelhante.
Identificando a manifestação que deu origem a este processo como uma ação
que vai ao encontro dos nossos métodos, queremos afirmar a nossa
solidariedade para com os condenados e apelar a todos, que se
identificarem com tal, a não deixarem que o processo se resolva no circo,
que é o tribunal, mas nas ruas. Em todo lado e de qualquer forma, vamos
incendiá-las, quer figurativa quer literalmente. Vamos sair e dar-lhes
trabalho!
Ainda que com happy end, quando o processo cessar nós não.

agência de notícias anarquistas-ana


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