(pt) [Grécia] Seqüência de ocupações universitárias em um ambiente eufórico!]

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Quarta-Feira, 1 de Abril de 2009 - 17:34:49 CEST


[A decisão das autoridades acadêmicas de desalojar a ocupação e o
escritório do Decanato em Tessalônica tem dado lugar a uma sucessão de
ocupações de escritórios administrativos universitários em toda a Grécia,
nesta terça-feira (31). Ao mesmo tempo, manifestações paralisaram Atenas
nos últimos dias antes da greve geral de quinta-feira (2).]
A decisão do Decano da universidade de Aristóteles de Tessalônica,
Manthos, de desalojar os “estudantes e radicais” que ocupavam os
escritórios administrativos da universidade, cancelando de imediato todos
os contratos e subcontratos da universidade com as companhias de limpeza
que se solidarizavam com K. Kouneya e a luta dos limpadores, recebeu o
apoio dos meios conservadores como uma dura medida contra o aumento da
conscientização social. No início desta semana o Decano conclamou os
acadêmicos para uma contramanifestação (contra a ocupação), que não obteve
apoio nenhum. Pelo contrário, dezenas de acadêmicos declararam apoio à
causa da ocupação. A reunião convocada pelo Decano no dia 31 de janeiro
para discutir a ocupação teve de ser interrompida graças à movimentação
dos estudantes, que acabaram com o discurso do Decano quando um ovo
“aterrizou” no mesmo!
Além disso, as ameaças de aumentar o amparo acadêmico (com a desculpa de
que estava sendo violado pela ocupação, truque sujo e sem precedentes que
servirá para maior repressão), e permitir a entrada das forças
anti-distúrbios no campus universitário em caso da ocupação não ser
dissolvida na terça-feira (31) ao meio-dia, resultou em uma intensa
campanha de ocupações de decanatos universitários em todo o país. Ocuparam
escritórios na Universidade de Atenas, um edifício situado no centro da
cidade. Lá se colou um cartaz onde se lia: “ A favor das ocupações!”. De
maneira similar, foram ocupadas a Universidade de Ciências Sociais Panteão
de Atenas, e de Patras, exigindo um fim imediato dos subcontratos e o
respeito e apoio às ocupações como meio de luta.
Nas últimas semanas, as autoridades de ambas universidades (Atenas e
Tessalônica), lançaram ataques aos Centros Sociais Ocupado, exigindo uma
investigação sobre o estado dos edifícios ocupados e medidas legais contra
os proprietários que não desalojassem os ocupas. Tanto em Atenas, quanto
em Tessalônica, são lares de dezenas de ocupas, uma “pedra no sapato” 
para o Estado.
O sucesso nos campi, foi conseguido no momento em que o Estado grego e
seus lacaios estão propondo uma marcha com todo o seu arsenal
propagandístico e truques baratos sob o jugo da  “legalidade”  para frear
as organizações sociais que estão ocorrendo em todo o país para a greve
geral, proposta para o dia 2 de abril.
Uma grande tensão paira no ar, sobre todo o país, especialmente com a
alusão de ataques contra o Estado e o capital. Em Atenas, e Tessalônica,
foram alvos de ataques cinco bancos, uma concessionária, muitos veículos
estatais e diplomáticos na capital grega, já em Tessalônica, um ataque
simultâneo ocorreu com bombas de gás. No centro de Atenas, escritórios dos
ministérios e do primeiro ministro do governo foram acertados, dando lugar
ao cerco policial nas ruas principais.
Ao mesmo tempo, é muito grande o conflito com as questões trabalhistas,
exatamente agora com a mobilização para uma greve geral, camponeses,
tecelões, tomaram Atenas em 31 de janeiro. Centenas de trabalhadores das
fábricas têxteis de Lanaras estão acampados ao redor do Ministério da
Economia desde segunda-feira (30) exigindo uma intervenção do Estado ante
ao colapso da indústria e garantia do recebimento de salário de dezenas de
operários. Ano passado, movimentações por parte dos trabalhadores de
Lanaras, terminaram em enfrentamentos violentos nos arredores da Praça
Syntagma.
Também, outros trabalhadores se reuniram em frente ao Ministério da
Agricultura e marcharam até o Parlamento exigindo apoio à causa agrária.
Horas antes, os trabalhadores conseguiram intervir em frente ao carro do
ministro da agricultura, dando lugar a uma violenta intervenção das forças
anti-distúrbios.
Tradução > Palomilla Negra
agência de notícias anarquistas-ana




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