(pt) [Chile] 516 anos de opressão, mas o/as Mapuche seguem resistindo ante o ca pitalismo brutal!

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Sexta-Feira, 17 de Outubro de 2008 - 21:42:19 CEST


No dia 12 de outubro, por ocasião do 516º aniversário da invasão dos
conquistadores/depredadores espanhóis à América, cerca de cinco mil
pessoas marcharam pelo centro de Santiago em protesto contra as políticas
oficiais relativas à sua etnia. Demandaram a liberdade dos indígenas
presos por associação ilícita e incêndios florestais no sul. Também
exigiram que 12 de outubro, chamado de Dia da Hispanidade ou Dia da Raça,
deixe de ser um dia festivo, pois para os indígenas essa data representa o
início da conquista colonial espanhola. Por isso preferem chamá-lo de Dia
da Resistência Mapuche.


Contra a usurpação da terra em benefício do capital
Apesar de que fossem cumpridos 516 anos da invasão dos
conquistadores/predadores espanhóis, que mais que representar uma simples
coroa, foram ferramentas quase históricas do forçoso (para alguns)
processo de acumulação e extração das riquezas exigidas para a construção
do capital, novamente foi levada a cabo no centro de Santiago a
tradicional marcha que recorda esta data aterradora, onde a maioria dos
povos originários do continente foi assassinada nas mãos de sujeitos
ambiciosos pelas riquezas.
A chamada feita por diferentes organizações e comunidades Mapuche, que
permanecem resistindo, ontem como hoje, contra a aliança entre Empresários
e o Estado Chileno Terrorista, desde às 11 horas teve a adesão de mais de
5 mil manifestantes, que marcharam pela Alameda desde a praça Itália até o
Cerro Huelen. As diversas comunidades, organizações e coletividades que
apóiam e lutam pela causa do povo Mapuche, fizeram a caminhada, recordando
este 12 de outubro não somente aos lutadores, caídos, torturados e
seqüestrados pelo Estado Chileno, mas a longa luta pela construção de um
País nação Mapuche, onde as lógicas mercantis pelo menos sejam expulsas
dos territórios ancestrais e o uso dos hectares de terra que hoje as
empresas Florestais têm usurpado seja devolvido para despojá-las da pura
figura de mercadoria que aqueles capitalistas lhe concederam, questionando
ativamente os princípios mercantis da relação de dominação capitalista,
como é a propriedade, a identidade e a cultura de um povo, de um povo que
não está disposto a comprometer nem sua cultura, nem muito menos sua
terra.
Mais infos e fotos, aqui: http://www.hommodolars.org/web/spip.php?article822
agência de notícias anarquistas-ana




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