(pt) Nenhuma guerra entre o povos! - Nenhuma paz entre classes! - Comunicado da ASI-AIT [en]

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Sexta-Feira, 28 de Março de 2008 - 12:46:12 CET


A classe dirgente Kosovar, a serviço do imperialismo dos U$A, declarou a
criação de outro Estado nos Balcãs em 17 de fevereiro. Várias semanas
depois desse ato, e os acontecimentos se seguiram, pensamos que esse tempo
foi o suficiente para nós tentarmos ser objetivos, em nosso entendimento
destes acontecimentos.

Não há nenhuma dúvida que atrás deste ato da burguesia Kosovar e dos
partidos políticos, apesar de declarar suas razões, o que fica é seu
desejo de marcar posição e nela se entrincheirar, para que possam explorar
explorar as populações de Kosovo, em sua ânsia por ser mais
"independentes". Cada Estado, incluindo o recente Estado de Kosovo, tem
mantido o sistema de capitalismo pela força, como a razão final de sua
existência. Um sistema em que um grupo de criminosos oprime e explora os
trabalhadores e camponeses escravizados.

O grande apoio popular aos políticos e a burguesia de Kosovo ocorre por
causa das memórias ainda frescas do estilo de apartheid que o regime que
Milosevic levou ao limite, durante seu regime. Através do uso do mito
medieval de Kosovo, como um ópio para as pessoas, Milosevic teve, de forma
mais brutal, uma no interesse da classe dirigente Sérvia. Com sua política
nacionalista, armada contra os albaneses, Milosevic era capaz de desviar a
atenção de problemas sociais crescentes, que começaram seriamente a pôr em
perigo a burocracia socialista em sua ex-SFRJ (República Federal
Socialista da Jugoslávia). Lembramo-nos da sua luta brutal contra
trabalhadores e estudantes albaneses, sua diarréia verbal em Gazimestan
(1), mas também seus crimes perpetrados contra os civis albaneses,
empurrando-os ao nível de cidadãos de segunda classe. Hoje, patrões
sérvios e políticos desejam repetir essa fraude e mantê-la até o fim - com
seu roubo e privatização – para nos fazer nos fazr de bobos, com seus
contos infinitos sobre Kosovo.

Como nesses dias, hoje também não é possível sublinhar bastante a
influência dos grandes poderes nos acontecimentos que ocorrem em Kosovo e
nos Balcãs. A força capitalista mais poderosa na região hoje, são os
Estados Unidos de América, em cujo serviço Milosevic foi bom por algum
tempo, e que foi reconhecido, pelos norte-americanos junto com seus
aliados, como um "fator de paz e estabilidade nos Bálcãs”, achou em Kosovo
determinando serventes de classe em que pode, obviamente, contar muito
mais. E enquanto os políticos albaneses enfurecem as pessoas com seus
discursos nacionalsitas, sobre deixar as garras do Estado sérvio, eles
estão de fato colocando pessoas albanesas  sob o estrito controle dos
capitalistas ocidentais.

Nesse sentido, não é possível questionar o caráter de OTAN do novo Estado
de Kosovo. Dos documentos, tal como o plano do enviado especial da ONU no
processo do Estado de Kosovo, Martti Ahtisaari, que foi apoiado pelos EUA
e UE, está claro que a presença das tropas de OTAN em Kosovo é uma das
condições prévias principais para a "independência" Kosovar. Precisamente
nesse contexto é importante seguir o desenvolvimento do Estado de Kosovo,
que torna-se um dos satélites mais importantes dos EUA e UE nos Balcãs.

Quando nós conversamos sobre condições de vida de comunidades étnicas
diferentes em Kosovo, não é incorreto dizer que a situação, quando
comparada como período antes do bombardeio de República Federal de
Jugoslávia em 1999, virou de ponta cabeça; as condições horríveis de vida
para sérvios em Kosovo hoje, uma população a quem não é possível se
locomover nem viver livremente sem presença militar, crianças que não são
educadas em paz, pessoas velhas que estão sendo espancadas por
nacionalistas albaneses, etc. tudo testifica à vida catastrófica de
população não-albanêsa em Kosovo.

Essas, objetivamente, horríceis condições de vida para as pessoas sérvias,
são usados na maneira mais traiçoeira pelo bourguesia sérvia para atingir
seus próprios interesses, instituições tão criminais, tal como a Igreja
Ortodoxa sérvia, o usa para tentar de recuperar suas posições medievais.
Interesses intencionalmente conflitantess da população ameaçada de
extinção com os interesses da Igreja, sacerdotes são usados claramente, e
outra vez- justo como muitas vezes antes, nos últimos vinte anos "mantendo
e apoiando as demandas políticas. O patético, mágoa simulada, interesse
falso e emoção chauvinista pequeno-burguesa são sentidos sobre todos os
movimentos e declarações de partidos políticos sérvios e das  instituições
do Estado sérvio, e esmagam qualquer ilusões sobre suas boas intenções.

A burguesia sérvia trabalha em Kosovo para dividir, pela manipulação, a
horrível posição em que a população sérvia de Kosovo se acha, e os dirige
a renunciar sua lealdade aos albaneses e os amarra às instituições do
Estado sérvio. Isso, sem dúvida, é ruim para todos trabalhadores sérvios
que vivem fora de Kosovo norte, e especialmente para mais de dez mil
sérvios na região de Trapce, de que é localizada no sul de Kosovo, e que
será, nesse cenário, sacrificado aos interesses da classe dirigente
sérvia.

Kosovo hoje é um Estado em que mais de 50% da população está desempregada,
e emigrando, doações estrangeiras e ajuda dos parentes vivendo em outros
países é o principal modo de sobrevivência para a população. O tempo
mostrará que a raiva dos trabalhadores de Kosovo, por conta de suas
péssimas condições de vida, logo se virarão contra eles mesmos os
detentores do poder subestimados pela histeria causada pela
"independência" que foi dada. Essa raiva foi dirigida, pelos patrões e
políticos albaneses, contra o Estado sérvio e temporariamente é empurrado
sob o tapete pelas promessas de melhoria de vida num novo Estado. A
história mais uma vez confirmará que Estados nunca resolveram, mas  só
criaram problemas para a classe trabalhadora.

Outro fator importante que tem que ser tomado em consideração, para termos
uma análise global, é, sem dúvida, o papel de imperialismo russo.
Defendendo seus interesses ao nível internacional, a federação russa achou
no episódio de Kosovo uma oportunidade ideal levantar-se contra bloco de
EUA-UE, e reforçar suas posições nos Balcãs. Por tomar em consideração a
constelação presente do poder na cena sérvia parlamentar, não seria
estranho se a equipe de Medvedev-Putin alcançaria algo que Stalin e
imperialismo Soviético não conseguiram realizar há cinqüenta anos. A
aproximação agressiva de corporações russas na Sérvia, comprando partes de
companhias estratégicas, tal como a indústria petroleira Sérvia (Naftne
industrije Srbije - NIS), o distribuidor de gás-oleodutos principais da
Sérvia, como uma resposta ao gás-oleoduto que está sob o controle do
oeste, isso claramente fala sobre intenções russas. Por outro lado, isto
confirma, para nós, que há forças muito sérias dentro da classe dirigente
sérvia que trabalham pelos interesses russos, e que antes veria com mais
simpatia uma Sérvia como um satélite de Rússia que como um satélite dos
U$A.

Quando fala sobre a proclamação do Estado de Kosovo, o governo sérvio com
muita freqüência repete a frase sobre eles estão "roubando 15% de nosso
território". Fazemos a pergunta: - o que é "nosso território"? Para todo
mundo com uma clareza na cabeça compreende que quando políticos falam
sobre "nosso território" falam do território de que o Estado sérvio pode
reunir impostos dos trabalhadores, e então esses criminosos no poder põe
esse dinheiro nos próprios bolsos. Para a classe trabalhadora há nenhum
"nosso" nem "seu" território. O mundo inteiro é nossa terra natal!

A reação do governo sérvio à proclamação de "independência" de Kosovo
consistiu em organizar protestos contra independência em Belgrado e outros
lugares da Sérvia e, com a ajuda de organizações Neonazistas, do esterior;
assim como de repetições infinitas de frases sobre a “quebra da justiça
internacional”, como se não estivesse claro a eles que essa justiça
internacional, como qualquer outra "justiça" burguesa, é somente um dos
meios que o sistema mostra que está ao lado dos mais fortes.

O protesto contra independência em Belgrado em 21 de fevereiro fala melhor
sobre a verdade de todo nacionalismo. Sem dúvida a grande reunião de
pessoas, em que mais de 250.000 participaram, era uma reunião em que
grupos fascistas menores sentiram-se bastante confortáveis. A melhor prova
disso é o comportamento dos membros da organização “â€oeObraz—,
caracterizado como clero-fascista mesmo pela polícia, que estavam nas
primeiras filas do protesto, posando com suas insignias. Mas, enquanto
espalhava tristeza com os detentores do poder sérvios, aquele protesto
revelou uma chama que queima sob as camadas de retórica de nacionalista -
isso é, a chama social descontente, que foi manifestado por milhares de
pessoas empobrecidas que usaram esta nova versão mal sucedida e totalmente
simulada de Gazimestan empenhado em compras de escravos-proletários em
larga escala. Heróis verdadeiros desse protesto encabeçaram às lojas no
centro de Belgrado e, sem tomar conhecimento da nacionalidade dos
proprietários das companhias, conseguiram roupas novas, sapatos e outras
coisas que são algo que eles normalmente não podem ter recursos para
comprar. O governo tentou diminuir o número das pessoas participando nas
expropriações, fazendo uma falsa distinção entre "assaltantes" que
roubavam e as "pessoas" que destruíam embaixadas dos Estados que
reconheceram Kosovo. Liberais histéricos começaram a espumar, chamando a
Lei a reagir contra os "desordeiros". Entre uma quantia enorme de
declarações semelhantes por políticos sérvios, a declaração do Ministro de
nacionalista de Para Infraestrutura, Velimir Ilic, projetou uma mensagem
importante. Para tentar de ganhar pontos entre os elementos do protesto
radical-chauvinista, esses que participaram no protestodestruindo os
assentos dos Estados "anti-sérvio", ele disse isso "mesmo quebrando
janelas é democracia". Esperamos que Sérvia possa progredir nessa direção,
e que os trabalhadores de Sérvia, perdedoes na transição, começarão com o
quebrar de mais janelas e assim fortalecendo-se a democracia, quando a
inquietação social e raiva do humilhado e explorado finalmente estoura.

Os efeitos negativos destes acontecimentos em Sérvia já são visíveis "o
silenciar de qualquer voz que questiona a política que é empreendido
contra Kosovo nos interesses da classe dirigente sérvia, e a apresentação
de uma informal Lei Marshall, que significa proibição policial de todas
reuniões que não estão sob a direção, nem pela organização indireta das
estruturas governantes. Essas proibições abrem espaço para forças liberais
burguesas que tomam pontos na conta do autoritarismo do regime,
retratando- se como vítimas processadas por causa de seu suposto caráter
progressivo.

O conflito de interesses dos dois partidos governantes atuais, que nesta
situação são forçados a tomar posições claras, trouxe a queda do governo,
como esperado. Novas eleições são propostas como uma solução para aumentar
os problemas, e o vácuo que durará, até a eleição do novo MPs, será usada
de modo que a brutal política capitalista contra os trabalhadores sérvios
possa continuar, sob um "governo técnico", que significa aumentando os
preços de alimento, eletricidade, combustíveis e todas as outras
necessidades básicas. O elemento que eles contam com as campanhas
eleitorais, desta vez provavelmente mais louco e mais anormal que algo que
nós já vimos antes, em que eles esperam turvar a visão dos trabalhadores.
Mais uma vez nós tornar-nos-emos vítimas coletivas de desenhistas
imaginativos a serviço dos partidos políticos, que tentarão vender-nos a
história de Kosovo e que a UE enrolou em embrulhos diferentes.

A coisa que pode ser vista como um resultado positivo importante desta
turbulência é o fato que um segmento grande das pessoas parou de aceitar a
idéia que não há nenhuma alternativa à UE e a OTAN. Ainda que esteja claro
que os partidos que hoje questionam a orientação a direção de OTAN e da
EU, só o fazem no próprio interesse político, e estas idas e vindas em sua
política, em grande parte, contam com a reorientação em direção a Rússia,
isso é ainda muito importante porque abre espaço para pensar sobre
alternativas a este sistema. Em tal situação, alternativas diferentes do
capitalismo, ganham força, e nessa maneira nosso movimento pode esperar
fortalecer-se no futuro próximo.

Quando se tomar em consideração que, dos exemplos mais altos nas mensagens
de Estado que estão sendo transmitidos, de que não vêem violência como
comportamento "extremista", Iniciativa Anarcho-Sindicalista/IWA chama
trabalhadores em Sérvia a usar esta oportunidade, a radicalizar a situação
em seus lugares de trabalho e usar estes tempos obscuros para o
melhoramento de suas condições materiais. A coisa que é colocada a frente,
como uma tarefa para todos revolucionários na Sérvia, é a destruição dos
últimos simulados restos do mito/mania nacionalista, e, nisso bem, a
abertura do espaço para o aumento dos conflitos sociais.

Ao mesmo tempo, isto é uma possibilidade dar golpes duros ao mais alto
defensor do capitalismo liberal na Sérvia, golpe que daremos em silêncio
para eles se levantarem cedo no futuro. Isto é uma possibilidade para os
trabalhadores façam alta e claramente uma exposição do que eles pensam
sobre instituições com processos destrutivos que deixaram centenas de
milhares das pessoas sem trabalho e um meio de sobrevivência.

Desta vez é de importância extrema criar e fortalecer-se as relações
existentes entre trabalhadores libertários em Sérvia e Kosovo, assim como
em todo o Balcãs, e, dessa forma, apresentando uma alternativa clara ao
imperialismo americano e russo. Lembramos a vocês que as únicavez em que
as pessoas se uniram no território de ex-Jugoslávia administrativo,
realmente, foi durante o movimento antifascista ‘partisan’, composto de
indivíduos de todas as nações, que derrotou os dirgentes nacionalistas que
trabalhavam para potencias estrangeiras. Hoje há a necessidade da criação
de um claro movimento anti-imperialista, anti- bloco Otan e anti-russo nos
Balcãs, que unirão as pessoas de todos Estados-satélite, e esmagar todos
expoentes e agentes americanos, europeu e defensores dos interesses
russos. A igualdade e liberdade de todos só podem ser alcançadas numa
sociedade baseada em comunismo auto-gerido libertário. Os operários
construíram a Confederação Balcã de Comunas Livres!

Somente se organizando, em fortes, revolucionários, uniões
não-hierárquicas, prontas a empreender uma forte luta contra os patrões e
os políticos, pode levar a formação de tal Confederação. Pela luta em
nossos lugares de trabalho por melhores condições de vida e trabalho, pela
radicalização da situação e aumento da tensão, nós podemos criar as bases
do movimento que pode alcançar uma sociedade digna de nós, como ser humano
que somos.

Rumo ao Comunismo de Libertário! Rumo à Anarquia!

ASI-AIT Secretariado-Geral,
12 de março, 2008.
___________________________________________________________
FOSP - Federação Operária de São Paulo.
fospcobait  yahoo.co.uk
Filiada a:
COB - Confederação Operária Brasileira.
SEÇÃO BRASILERIA DA AIT-IWA
cobforgs  yahoo.com.br

ACAT - Associação Continental Americana dos Trabalhadores.
AIT - Associação Internacional dos Trabalhadores.





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