(pt) MEDIA*: Protesto: Manifestação anarquista desfila sem incidentes pela Ba ixa

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Sábado, 26 de Abril de 2008 - 06:08:52 CEST


*MEDIA : Significa que é a versão dada por um jornal da média corporativa.

Lisboa, 25 Abr (Lusa) - Barulhentos mas pacíficos, apesar de alguns
parecerem vestidos para um motim, cerca de duzentos manifestantes
marcharam hoje entre a Praça da Figueira e o Terreiro do Paço, em Lisboa,
em protesto contra o autoritarismo e a repressão policial.

Num dia em que a Baixa foi dominada pelo desfile do 25 de Abril [Nota 1 do
Editor de A-Infos: manifestação oficiosa, dos partidos do arco
parlamentar], a manifestação convocada através do blogue "Contra o
Capital" decorreu sob vigilância policial discreta, com cerca de dez
agentes, alguns dos quais vestidos à civil, que tiraram fotografias aos
manifestantes.

A concentração saiu da Praça da Figueira, passou pelo Largo de São
Domingos e fez-se notar ao entrar no Rossio, com os tambores, buzinas e
coros onde a Associação 25 de Abril  [Nota 2 do Editor de A-Infos: os tais
da manifestação «oficiosa»][...] fazia naquela altura as suas intervenções
num palco montado frente ao Teatro Nacional Dona Maria II.

[...]

"O Povo unido não precisa de partido" foi uma das palavras de ordem dos
manifestantes, a maioria vestidos de negro, botas, com lenços e máscaras a
tapar a cara, com afinidades anarquistas, como demonstravam as bandeiras
negras, algumas com caveiras e ossos, e o "A" em grafia anarquista que
decorava mochilas, camisolas e uma das faixas na frente da manifestação.

A passagem pelo Rossio fez-se sem novidade e os manifestantes
anti-repressão saíam da praça rumo à rua Augusta quando soava "Grândola,
Vila Morena" no sistema de som da Associação 25 de Abril.

Mas a música da manifestação era outra, pontuada por tambores, megafones e
até sirenes policiais e várias palavras de ordem, algumas mais
incendiárias - "Hoje és polícia, antes eras homem" - na passagem pela Rua
Augusta, interrompida a espaços para evitar as esplanadas e o
"homem-estátua" que actuava no meio da via, e que se desviou
diligentemente, recebendo aplausos.

Recados à extrema-direita - "Nazis, fascistas, chegou a vossa hora! Os
imigrantes ficam e vocês vão embora!" - e "contra o capitalismo e o
Estado" pontuaram também no percurso dos manifestantes.

Entre os manifestantes, ninguém se manifestou disponível para declarações
e até os leitores de dois "comunicados" - um no início, outro no fim -
foram escudados por vários manifestantes para evitar que fossem abordados,
gravados ou fotografados.

"Chibos infames" e "Sangue nas ruas" foram algumas das expressões que se
perceberam por entre o discurso abafado, que prometia: "continuamos e
continuaremos nas ruas".

No corpo da manifestação, algumas pessoas distribuíam panfletos, um da
federação anarco-sindicalista Associação Internacional dos Trabalhadores,
lamentando a "repressão sobre as lutas sociais", e outro com "dicas para
lidar com a repressão policial", cuja regra número um é "utilizar sempre o
bom senso e não entrar em pânico".

A manifestação de hoje decorreu precisamente um ano depois de conflitos
entre polícia e manifestantes junto à antiga sede da PIDE, no Chiado.
[Nota do Editor 3 de A-Infos: o jornalista não quis falar da violenta
carga policial que ocorreu no percurso de retorno da manif.
anati-autoritária do ano passado, na Rua do Carmo, ver blog
cravadonocarmo.wordpress.com/factos. Confunde 8intencionalmente?) este
caso de violência gratuita policial com alguns incidentes menores surgidos
noutra manifestação não-legal, para protestar contra a transformação da
antiga sede da policia política em condomínio de hotel e apartamentos de
luxo].





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