(pt) [Lisboa-Cascais] 23 de Out. Marcha de protesto contra as demolições sem realojamento

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Terça-Feira, 23 de Outubro de 2007 - 17:02:19 CEST


[de pt.indymedia.org]
Hoje pela manhã mais de meia centena de pessoas partiu em marcha da
estação de comboios de S. João do Estoril,acompanhada por uma dúzia de
elementos da PSP e Corpo de Intervenção, até à Camara Municipal de
Cascais. Durante todo o percurso osas pessoas foram acompanhada pela
carrinha e por um carro da polícia. Os promotores foram identificados e
receberam recomendações da polícia no início da acção.
Durante todo percurso foram entoadas em coro várias frases: "Barracas No
Chão, Pessoas Na Rua!; O que está na Constituição? O Direito À Habitação;
Capucho Escuta O Povo Está Em Luta! e ainda se cantou uma canção africana
para lé de se ter distribuído um comunicado/manifesto aos passantes. Esta
atitude foi bem acolhida pelas pessoas que passavam tendo algumas pedido
elas mesmo os panfletos.
Já na Camara os manifestantes que tinham sido acompanhados no percurso por
jornalistas da TVI que filmaram vários extractos da marcha e durante o
percurso entrevistaram alguns dos participantes, fizeram um pequeno
semicírculo em frente ao edifício e uma comissão de manifestantes tentou
sem sucesso ser recebida pelo Capucho ou algum responsável da edilidade,
sem o conseguir.
Capucho recebeu sómente os jornalistas e recusou receber os manifestantes
nos quais se incluiam duas mulheres com crianças, declarando ser ilegal a
acção dos manifestantes...
Aqui temos a dizer que segundo fomos informados pela comissão promotora
desta acção ele tem recusado uma audiência em resposta a uma carta que lhe
foi enviada há quatro meses.
Durante o compasso de espera pela comissão cantou-se de novo e lançaram-se
as frases já mencionadas, alguns dos presentes fizeram algumas
intervenções pelo megafone, mencionando o facto de contribuirem para a
riqueza deste país com o seu trabalho e serem discriminados como cidadãos
sem direitos reconhecidos. Foi salientada a mentira de Capucho para a
comunicação social, anteriormente, dizendo que todas as pessoas tinham
realojamento. Nada mais fora da realidade, pois inclusive muitas pessoas
não se inscreveram no Plano Especial de Realojamento em 1993, pois na
altura apesar de já cá estarem há um certo tempo, estavam em situação de
ilegalidade. Entretanto a estas pessoas juntaram-se familiares e outras
pelo que é exigido uma actualização do P.E.R.
Também a estes moradores António Capucho fez promessas não cumpridas até
hoje.
Os presentes decidiram no final intervir na próxima Assembleia Municipal
da Câmara de Cascais que será na próxima segunda, à noite no Centro
Cultural da autarquia. Assim combinaram um encontro prévio na estação de
comboios de Cascais pelas 19 horas.
No final da acção um dos presentes distribuiu por todas as pessoas
manifestantes o número zero do Jornal Gueto, Olhos Ouvidos & Vozes. Não
fazemos no momento qualquer apreciação a esta publicação por falta de
tempo.
Podem contactar este em:
olhosouvidosevozes(a)gmail.com




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