(pt) Anarquistas bielorussos protestam nos 21 anos da tragédia nuclear de Chernobyl

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Terça-Feira, 8 de Maio de 2007 - 20:48:13 CEST


   No último dia 26 de abril, no aniversário de 21 anos de um dos maiores
desastres atômicos do planeta, em Chernobyl, na Ucrânia, um bloco formado
por anarquistas participou ativamente de uma manifestação antinuclear, que
juntou milhares de pessoas na Bielo-rússia, país, juntamente com a própria
Ucrânia e Rússia, seriamente afetado pela nuvem de radiação nuclear.
   O protesto também foi contra a construção de uma nova usina nuclear na
Bielorússia, proposta pelo atual presidente daquele país. "Estamos contra
o reator nuclear", "Não a uma segunda Chernobyl", eram algumas faixas
exibidas no ato.
   Ainda hoje, não se tem o número exato das mortes decorrentes do acidente
de Chernobyl e suas conseqüências na população, animais e meio ambiente. E
que ainda afetarão muitas gerações futuras.
   Para os lobistas, burocratas do nuclear de vários países, inclusive do
Brasil, onde o governo federal pretende "investir" bilhões de reais na
construção de mais uma usina nuclear, a Angra 3 (e especula-se outras
usinas atômicas no nordeste do país), e o grupo internacional L´AIEA, que
promove a utilização pacífica da energia nuclear, depois de Chernobyl tudo
está bem. E como!
  Só alguns bombeiros mortos, alguns milhares de cânceres benignos nas
tiróides, e, finalmente, nos próximos 20 anos, somente umas 4.000 pessoas
mortas por câncer. Tudo vai bem!
   Mas, tristemente, a realidade, 21 anos depois, é que para os
"liquidadores" as cifras já alcançaram entre 25.000 e 100.000 pessoas
mortas e mais de 200.000 inválidos, enquanto que para as populações
expostas à contaminação o balanço é, de acordo com as estimativas, entre
14.000 e mais de 560.000 pessoas mortas por câncer, ademais dos cânceres
não mortais.
   Numa mensagem do ex-Secretário da ONU, Kofi Annan, ele disse que 9
milhões de adultos e mais de 2 milhões de crianças ainda sofrem as
conseqüências de Chernobyl, e que a tragédia recém começa. "As cifras não
param de aumentar", segundo Martin Griffiths, Diretor do departamento de
assuntos humanitários da Organização das Nações Unidas (Conferência OMS
1995).
   Estas vítimas sofrem enfermidades relacionadas à radiação: leucemias,
cânceres de colo, pulmão, bexiga, rim, tiróides, seios, efeitos
psicológicos...
   E especialmente, a radiação agrava a morbidez (incidência de doenças):
doenças do coração e dos vasos sangüíneos, do fígado, rins, tiróides de
glândulas, alterações do sistema imunológico, cessação do crescimento
mental das crianças expostas no útero, cataratas, mutações genéticas,
malformações genitais, do sistema nervoso, hidrocefalia etc.
   A catástrofe continua... Até quando?
 Fotos do bloco anarquista: http://belarus.avtonom.org/?p=134
Infonuclear: www.dissident-media.org/infonucleaire/
 Colaborou: Alicia Zárate

agência de notícias anarquistas-ana





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