(pt) {Brasil, Porto Alegre] 90 anos da greve geral de 1917

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Sábado, 28 de Julho de 2007 - 21:53:25 CEST


MEMÓRIA, CULTURA E REBELDIA

90 anos da greve geral de 1917

05 de ago - 17hs

Andradas 1780


Uma jornada histórica para afirmar valores de classe sem sectarismo desde
as lutas, as palavras e as representações simbólicas do patrimônio da
classe operária.

Em 31 de julho de 2007 completam-se 90 anos da greve geral do movimento
operário que paralisou Porto Alegre e alguns núcleos urbanos do interior
do Rio Grande do Sul. Os acontecimentos referidos vão tocar fundo na
formação da classe operária, sobre tudo nos princípios e nas táticas de
luta da tradição libertária deste movimento.




Como analisa na sua pesquisa de material histórico o prof. de história e
compa Anderson R. P. Corrêa: “Muitas das várias entidades do movimento
operário brasileiro do período: os sindicatos por ramos e ofícios, as
ligas e uniões operárias, as federações estaduais, a Confederação Operária
Brasileira (fundada em 1906) estavam sob forte influência dos anarquistas.
Implementavam um sindicalismo revolucionário na maioria das entidades que
tinham condições de estabelecer hegemonia política: preconizavam a
independência de classe em relação à agenda burguesa e aos patrões.  Seus
métodos eram os da ação direta e a greve geral com propósitos
revolucionários, orientados a um objetivo de construção de uma nova
sociedade socialista e libertária, ou como eles diziam na época: comunismo
libertário (anarquista).”

Nesta produção do sujeito das mudanças sociais que se reclamava “os
militantes operários buscavam abarcar todos os espaços possíveis do
cotidiano da família proletária. Além do companheirismo nos locais de
trabalho, de passarem as mesmas dificuldades, sofrerem juntos os mesmos
problemas: salários baixos, jornadas cansativas e insalubridades  os
militantes operários proporcionavam através dos sindicatos, centros de
cultura social, escolas e universidades populares, jornais, teatros,
piqueniques, em fim, várias oportunidades de cultura, lazer e luta. Assim
construíam uma “cultura de classe” e identidade de luta permanente. No Rio
Grande do Sul muitos dos militantes de 1917 foram 'formados' nas escolas
racionalistas mantidas pelos militantes libertários.”

            A memória destes feitos, a recuperação cultural daqueles
episódios que marcaram a história do movimento operário 90
anos depois é uma necessidade para discutir e projetar nestes
tempos difíceis a produção de idéias, valores e cultura do
mundo trabalho que hoje enfrenta uma fragmentação brutal que
enterra o passado e vive o presente peleando solito e sem
perspectivas.


em: 05/07/2007 18:23 - por FAG




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