(pt) [Portugal] MANIFESTO PELA LIBERDADE SINDICAL / Lutemos contra as farsas do poder.

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Sexta-Feira, 12 de Janeiro de 2007 - 15:36:28 CET


[de www.acinterpro.org ]
Primeiro exigiram que nós estivéssemos dentro dos cânones formais da lei.
Nós cumprimos, mas as nossas propostas eram demasiado «ousadas» para eles.
Então, eles decidiram inventar «razões» que lhes permitissem decretar a
extinção da nossa Associação.
Dizem por exemplo que a lei não nos permite ter estudantes no nosso
sindicato e que não temos o direito de definir princípios mínimos de ética
e de organização, com os quais os associados devem concordar para integrar
o sindicato.

Claro que sabíamos que o Estado se sabe defender e sabe quem são os seus
adversários mais consequentes.

Mas apostámos no exemplo de outros países da Europa, onde sindicatos deste
tipo são aceites e reconhecidos, pois se trata de Direitos Humanos
fundamentais: a liberdade de organização; o direito de nos regermos como
associação na independência total, em relação a grupos de pressão de
qualquer natureza e em relação ao Estado.

Isto, eles não estavam dispostos a ceder.

Movendo-nos um processo, desmascaram-se, pois vêm anular, com formalismos
ridículos, o nosso direito fundamental de cidadãos e de trabalhadores em
nos organizarmos como entendermos em Associações sindicais, de acordo
com os nossos princípios e construindo as nossas próprias instâncias, sem
que o seu conteúdo viole a lei geral.

De facto, eles usam e abusam da «lei» como instrumento de repressão, de
controlo e até mesmo de coação.
Dizer isto no vazio é uma coisa; agora dizemo-lo como vítimas de um
processo administrativo, absurdo, kafkiano, mas real, tão real e kafkiano
como a «democracia» que é apenas aparência.

«APLICAM UMA JUSTIÇA DE CLASSE, USAM AS LEIS DE ACORDO COM INTERESSES DE
CLASSE E COM O APARELHO DE ESTADO DE CLASSE: ENFRENTARÃO A RESISTÊNCIA DA
NOSSA CLASSE!»

Seremos cada vez mais livres, eles não podem impedir-nos de nos
reconhecermos e de nos darmos como companheiras e companheiros, irmãs e
irmãos, do mesmo combate pela justiça, contra o capital, pela sociedade
sem chefes e sem exploradores, nem explorados.

Viva o Socialismo Libertário.

Viva a luta de classes! Auto organizemos a luta, sem esmorecer !





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