(pt) [Faísca Publicações Libertárias] boletim #26

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Quarta-Feira, 28 de Fevereiro de 2007 - 06:27:58 CET


Feliz 2007!
Você está recebendo o boletim da Faísca Publicações Libertárias!

Assuntos deste boletim:
1. Algumas palavras sobre 2007
2. Grande Promoção de Livros
3. Últimos lançamentos Faísca
4. Próximo Lançamento: A Revolução Russa de Maurício Tragtenberg
5. Biblioteca Social Fábio Luz no Rio de Janeiro
6. Artigo “Ação Direta” da Federação Anarquista do Rio de Janeiro


#1. ALGUMAS PALAVRAS SOBRE 2007#

Inicialmente, gostaríamos de agradecer a todas as pessoas que, de
alguma forma, estiveram conosco no último ano. São pessoas que
entraram em contato, que sugeriram alguma coisa, que auxiliaram, que
compraram livros, enfim, que ajudaram a manter viva esta Faísca
libertária. Foi graças a essas pessoas que conseguimos manter nosso
projeto funcionando por mais um ano, com todas as dificuldades que
isso implica.

Para este ano, estamos programando muitas coisas. Há projetos sérios
de ampliar significativamente nossa distribuição, articulando novos
contatos com livrarias. Certamente iremos ter novos livros para
distribuição no catálogo, inclusive alguns em espanhol e inglês, cujos
contatos já estamos estabelecendo com as respectivas editoras. Em
termos de publicação temos muita coisa em mente.

Começaremos o ano de 2007 já com uma comemoração dos 90 anos de
Revolução Russa, reeditando um importante livro de Mauricio
Tragtenberg chamado A REVOLUÇÃO RUSSA. Adicionamos à antiga edição uma
ótima introdução de Raphael Amaral. O livro tem fotos muito bonitas e
uma capa maravilhosa feita por Danilo Carpigiani e Tagori Mazone.
Estamos programando também para este ano, algumas edições que estão na
gaveta e vamos ver se conseguimos “desengavetar” este ano. Podemos
citar, destes projetos, o ANARQUISMO SOCIAL OU ANARQUISMO DE ESTILO DE
VIDA de Murray Bookchin, o AÇÃO DIRETA E PARTIDOS POLÍTICOS, coletânea
com vários autores, uma coletânea sobre federalismo e autogestão e um
livro de Felipe Corrêa sobre o mesmo tema, ainda sem título. Há
intenção de reeditar o já esgotado AUTOGESTÃO HOJE, de organizar uma
compilação de artigos de Pablo Ortellado, de editar o já traduzido
ANARQUISMO EM CUBA, de Frank Fernandez, além do ANARQUISMO de Daniel
Guérin e um outro livro sobre autogestão, trazendo interessantes
experiências práticas, com o nome de HORIZONTALIDADE. Isso fora outros
projetos ainda em negociação. Vamos ver o que conseguimos fazer, pois
os recursos (humanos e financeiros) são demasiadamente limitados.

Gostaríamos de desejar um feliz 2007 a todos!


#2. GRANDE PROMOÇÃO DE LIVROS DA FAÍSCA#

Não deixe de aproveitar a nossa grande promoção que está em vigor! Os
livros estão com descontos que vão de 25% até mais de 40%. Para ter
acesso aos títulos em promoção e ao regulamento da promoção, acesse:
http://www.editorafaisca.net/promocao2007.htm


#3. ÚLTIMOS LANÇAMENTOS FAÍSCA#

Há quatro novas publicações da Faísca que saíram no final do ano
passado. Aproveite a promoção de lançamento para adquiri-las com
descontos!

DVD * A TORNALLOM, dos diretores Enric Peris e Videohackers

INSTRUIR PARA REVOLTAR: FERNAND PELLOUTIER E A EDUCAÇÃO de Grégory
Chambat * 14X21 * 112 páginas * co-edição com Imaginário

REFORMA E REVOLUÇÃO de Felipe Corrêa * 11,5x15,5 * 64 páginas

OS ANARQUISTAS NA REVOLUÇÃO MEXICANA de Pier Francesco Zarcone *
11,5x15,5 * 64 páginas


#4. PRÓXIMO LANÇAMENTO: A REVOLUÇÃO RUSSA DE MAURÍCIO TRAGTENBERG#

Dentro de algumas semanas, estará impressa uma segunda edição do livro
A REVOLUÇÃO RUSSA de Maurício Tragtenberg; uma ótima comemoração para
o aniversário de 90 anos da Revolução de 1917. Abaixo, enviamos os
textos das orelhas e da quarta-capa do livro.

***

Como podem ser revolucionários e operários os partidos que, em nome da
classe trabalhadora, colocam nas mãos do Estado as empresas
industriais e as explorações agrícolas, dirigidas por diretores
nomeados pelo Estado, de cima para baixo, e que estabelecem, em nome
da “emulação”, tarifas diferenciais de salários entre operários e
entre estes e os técnicos, ampliando assim a diferenciação social?

Por que esse oferecimento [trabalho comunitário, num plano de
igualdade radical no que diz respeito aos direitos de participação e
decisão] é recebido pelo Partido Bolchevique como uma afronta e quem o
faz é tachado de contra-revolucionário?

Por que o Exército Vermelho comandado por Trotski destruiu a comuna de
Kronstadt e por que as milícias makhnovistas, após derrotar os
generais czaristas na Ucrânia, foram atacadas à traição e dizimadas
pelo Exército Vermelho?

Como pode um Estado que se auto-intitule “operário” ou “socialista”
libertar o operário e os trabalhadores em geral, se ele mesmo está
fora do controle destes?

Neste livro, Maurício Tragtenberg, falecido professor autodidata e
libertário, busca responder essas e outras questões que são levantas
ao fazermos uma avaliação do que foi a Revolução Russa de 1917. Para
isso, ele volta a uma análise histórica da Rússia, passando pelo seu
período imperial, pelo período pré-revolucionário, chegando à
descrição da revolução, e tecendo comentários bastante pertinentes e
estimulantes. É certamente um livro que contribui com a elucidação de
uma história que ficou conhecida somente pela versão de um dos lados.

***

“O socialismo de dirigentes e dirigidos não é socialismo, mas
autoritarismo burocrático. Mantém o trabalhador da linha de produção
ganhando ‘por produção’ e subordinado à chefia, nomeada pelo partido e
pelo Estado.

Tudo isso porque o partido que se autoconsidera ‘vanguarda do
proletariado’ tem medo da participação generalizada dos que trabalham
nas fábricas e nas comunas rurais, que podem federar-se. A base pode
destruir quem exerce o poder em seu nome e não cumpre as decisões
coletivas. O socialismo funda-se na solidariedade e no entendimento
mútuo. Makhno ou Kronstadt não delegam poder a ninguém, nem exigem que
os outros abdiquem do seu. Em troca, oferecem a todos um trabalho
comunitário, num plano de igualdade radical no que diz respeito aos
direitos de participação e decisão. [...]

Quando o próprio trabalhador dirige sua luta, através de sovietes
livres, conselhos de usina, grupos e comissões de fábrica, ele deixa
de obedecer cegamente ao Comitê Central do Partido. Assim sucedeu na
Comuna de Paris, na Revolução Russa de 1917, na Revolução Alemã de
1918 e na Revolução espanhola de 1936-39.” Maurício Tragtenberg


#5. BIBLIOTECA SOCIAL FÁBIO LUZ NO RIO DE JANEIRO#

Para quem está no Rio de Janeiro ou pretende dar uma passada por lá,
não deixe de conferir a Biblioteca Social Fábio Luz. No sábado dia 9
de dezembro, foi comemorado o aniversário de 5 anos da biblioteca
social Fábio Luz, inaugurada em 18 de novembro de 2001. Dia 18 de
novembro lembra a data da tentativa insurrecional anarquista de 1918,
no Rio de Janeiro.

Fábio Luz, nascido na Bahia, formado em medicina, se aproximou do
anarquismo ao chegar ao Rio de Janeiro no final do século XIX.
Escritor, pioneiro do romance social no Brasil, durante toda sua
trajetória esteve próximo a luta sindical e junto aos operários.

A biblioteca nasceu com a reunião de acervos de Ideal Peres, do antigo
Grupo Anarquista José Oiticica e do acervo bibliográfico do Círculo de
Estudos Libertários Ideal Peres. A temática básica dos cerca de 900
livros é o anarquismo, entretanto, pode-se encontrar outros temas como
literatura, poesia e marxismo.

Vinculado à biblioteca Fábio Luz foi fundado em 8 de dezembro de 2004
o núcleo de pesquisa Marques da Costa. A proposta desse grupo é o
resgate da história local do anarquismo no Rio de Janeiro. Segundo
Renato Ramos, participante do coletivo “Sobre o anarquismo de São
Paulo tem bastante coisa feita e o anarquismo do Rio é uma história,
não mal contada, mas há muito o que se falar, há muito o que se
pesquisar”.

A biblioteca Fábio Luz está localizada no Centro de Cultura Social, na
rua Torres Homem, 790. Vila Isabel, Rio de Janeiro. Próximo à Praça
VII ou Praça Barão de Drumont, quase no cruzamento da rua Luis Barbosa
com a Torres Homem.

Horários de funcionamento aberto ao público: 3ªs e 5ªs feiras de 10h
às 16h e sábados das 9h às 17h.


#6. ARTIGO DA FARJ: “AÇÃO DIRETA - LUTA E RESISTÊNCIA DO MOVIMENTO
SEM-TETO NO RIO DE JANEIRO” #

Enviamos abaixo um trecho do artigo da Federação Anarquista do Rio de
Janeiro tratando da questão dos anarquistas e a luta no movimento de
moradia carioca. O texto inteiro por ser lido em
http://www.fondation-besnard.org/article.php3?id_article=498

***

“A constante luta pelo socialismo libertário, levada a cabo por nossa
organização, vem sendo concretizada com uma atuação social que está
baseada em dois eixos estratégicos: os trabalhos de nossa frente
comunitária e de nossa frente de ocupações.

A frente comunitária é hoje responsável pela gestão do Centro de
Cultura Social do Rio de Janeiro (CCS-RJ) e de todos os projetos
comunitários que lá estão radicados como a gestão da Biblioteca Social
Fábio Luz (e o trabalho de produção teórica que lá se desenvolve), o
projeto de reciclagem e educação ambiental, o projeto de letramento
(educação de jovens com dificuldades no reconhecimento da palavra
escrita e suas funções de comunicação), o curso pré-vestibular
comunitário, a rede de distribuição de produtos alimentícios
ecológicos (com participação de pequenos agricultores), o projeto de
serigrafia e o núcleo de saúde e alimentação Germinal (que promove
almoços vegetarianos regularmente).

A frente de ocupações articula-se em torno da Frente Internacionalista
dos Sem-Teto (FIST). O trabalho da FARJ com os sem-teto teve início há
três anos atrás e desenvolve-se hoje em oito ocupações urbanas: Vila
da Conquista, Nelson Faria Marinho, Poeta Xynayba, Domingos Passos,
Olga Benário, Confederação dos Tamoios, Margarida Maria Alves e Quatro
Casas do Instituto Benjamin Constant. Este trabalho surgiu a partir de
uma demanda palpável da população carioca, por razão de toda a falta
de espaço que é ocasionada pelo livre trânsito do capital, que ‘limpa
o centro’ e que joga os pobres cada vez mais para a periferia. Pobres
que são então obrigados a amontoar-se nos morros, nos subúrbios ou a
quilômetros de distância de seus locais de trabalho (quando existe
algum). Identificamos então, que este poderia ser um terreno fértil
para as idéias do anarquismo, já que as ocupações urbanas questionam,
em primeira instância, a propriedade privada, a especulação
imobiliária e a lógica do lucro, ou seja, pilares centrais do
capitalismo que, como tais, devem ser questionados e combatidos por
meio da organização dos explorados.” [...] CONTINUA


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