(pt) [Brasil] Associação Socialista Libertária em Mato Grosso do S ul

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2007 - 00:53:35 CEST


Organização Especificamente Anarquista, Libertária, Classista e
Revolucionária em Mato Grosso do Sul

A Associação Socialista Libertária é uma Organização Especificamente
Anarquista, Libertária, Combativa, Classista e Revolucionária em Mato
Grosso do Sul. A nossa organização se trata da concordância livre ente
indivíduos e núcleos de forma horizontal a fim de militar coletivamente em
rumo a um objetivo comum.
Apresentação

A Associação Socialista Libertária é uma Organização Especificamente
Anarquista, Libertária, Combativa, Classista e Revolucionária em Mato
Grosso do Sul. A Associação significa a concordância livre ente indivíduos
e núcleos de forma horizontal a fim de militar coletivamente em rumo a um
objetivo comum.

Nossas referências históricas tradicionais são o bakuninismo na 1ª AIT, o
anarco-comunismo de Errico Malatesta, o debate sobre a Plataforma
Organizacional de Nestor Mackno, a atuação do grupo de Durruti e Ascaso no
anarquismo espanhol e a experiência da FAU no Uruguai. Mais recentemente,
no Brasil, reconhecemos as organizações especifistas como a FAG -
Federação Anarquista Gaúcha, a OSL - Organização Socialista Libertária e o
FAO - Fórum do Anarquismo Organizado, dentre outras similares.

Nossos princípios organizacionais se pautam pela Plataforma Organizacional
e são:

Unidade Teórica;
Unidade Tática;
Responsabilidade;
Federalismo.

Nossa Atividade será a Militância e Inserção Social criando laços
orgânicos com o Povo Oprimido de acordo com as condições concretas da luta
destas classes, apresentando-se como alternativa libertária e um
instrumento à luta de classes. Portanto buscamos promover o
desenvolvimento autônomo e auto-organização das massas populares de forma
horizontal sem transformá-las em aparelhos burocráticos.

Nós como minoria ativa, não podemos ser mais que um instrumento de
libertação dos oprimidos e também uma instância onde se acumula o saber
teórico e a experiência da luta popular.

Os anarquistas só poderão cumprir seu papel como força organizada, se
possuírem uma concepção clara dos objetivos de sua luta e os caminhos que
levam a realização destes objetivos. Eis a razão de ser de nossa
organização como força condutora das idéias libertárias pela Associação
Socialista Libertaria em Mato grosso do Sul.

Nossos Princípios Teóricos

Acracismo: princípio e organização social onde se encontra a máxima
liberdade e responsabilidade e emancipação humana, avesso a qualquer forma
de dominação, exploração e opressão do homem pelo homem.

Associativismo: Práxis social e forma de organização social que
caracterizasse pelo seu caráter voluntário de indivíduos livres se
constituírem em associações e conselhos providos de autonomia e objetivos
comuns. Trata-se da liberdade humana em configurar a própria vida de forma
social e autônoma.

Ação Direta: Relação social direta e pessoal de atuação e controle no
processo produtivo e decisório em oposto a idéia de representação.
Portanto trata-se de uma relação imediata, personalíssima, inalienável,
indelegável e efetiva.

Classismo Proletário: Consciência proletária e tomada de posição do ponto
de vista proletário de sua própria situação econômica histórica e social e
das relações que mantêm com a totalidade econômica e social de que são
membros e da oposição entre burguesia e proletariado no modo de produção
capitalista, a partir de seus interesses de classe para que desenvolva a
capacidade revolucionária para a luta de classes que vise a solidariedade
de classes, a unificação do movimento das massas de forma atuante conforme
os seus próprios interesses como força coletiva, que vise também a
apropriação coletiva dos meios de produção e a libertação do proletariado
ao suprimir a própria existência das classes sociais. Com efeito, a
exploração de classe gera necessariamente a luta de classes, disso
constata-se que a combatividade de uma classe é tanto maior quanto maior
seu classimo proletário de acordo com as novas formas que assume a luta de
classes em função da evolução das forças produtivas e das relações de
força entre as classes.

Anti-Capitalismo: O capitalismo não é outra coisa senão a incessante
valorização do valor, aparecendo como fim em si mesmo irracional, sob
critérios econômicos autonomizados e estruturas fetichistas, que nunca
trouxe aumento de bem-estar para os povos, mas sempre apenas novos surtos
de pobreza e desespero para as classes oprimidas dividindo a sociedade em
classes sociais antagônicas. O anti-capitalismo visa à superação da forma
valor e de todas as categorias básicas do moderno sistema produtor de
mercadorias.

Anti-Estatismo: O Estado é uma instituição detentora do monopólio da
violência e instrumento da dominação econômica e política de uma classe
dominante sobre outra classe dominada e pressupõe sempre uma sociedade de
classes antagônicas, sendo no modo de produção capitalista a dominação da
classe capitalista sobre o proletariado. Portanto advogamos a abolição das
formas estatais pelo seu caráter hierárquico e de dominação de classe,
sendo ele Estado burguês ou Estado proletário, pois este último é uma
falsificação que em verdade se revela como Capitalismo de Estado.

Internacionalismo: Difusão global da solidariedade, cooperação e práxis
revolucionária proletária que exceda os limites fronteiriços, históricos,
geográficos e constitucionais dos Estados existentes, pois a ideologia
patriótica e nacionalista é o colorário metafísico do Estado burguês
moderno.

Autogestão: Relação social de produção que é a determinação básica do modo
de produção de uma Sociedade Libertária, onde os próprios produtores
associados de forma consciente dirigem, administram, desenvolvem e
controlam suas atividades produtivas, ou seja, regulam conscientemente seu
contexto vital e não é dominado por coisas mortas, na qual importa apenas
que, dentro de um contexto funcional, as coisas necessárias sejam
produzidas na quantidade e na qualidade necessárias, segundo as
necessidades sensíveis e matérias dos associados, onde se encontra abolido
a auto-valorização do valor, o trabalho abstrato alienado, as classes
sociais, o Estado, a reprodução capitalista, bem como a divisão encontrada
no modo de produção capitalista entre economia e política.

Revolucionarismo Libertário: Necessidade de ruptura profunda com o sistema
jurídico, político, social, econômico e cultural vigente, acompanhado do
uso da violência organizada das forças proletárias com a subsequente
formação de uma nova sociedade e organização libertária, onde se encontra
abolidos a sociabilidade sob o Capitalismo e o Estado. Trata-se de um
projeto de longo prazo que pressupõe uma fase de organização, de acúmulo
de forças e de elevação dos níveis de conflito sem a necessidade de uma
Ditadura do Proletariado que exerce a mesma coerção, opressão e a
violência contra as classes oprimidas.

Federalismo: Auto-organização e auto-administração, baseado numa divisão
técnica de funções. Trata-se de uma ligação em rede das unidades
autogestionárias autônomas de forma horizontal com uma estrutura de
comunicação direta e uma logística comuns que leve em conta o caráter
pluridimensional das organizações de base autogestionárias.

Crítica Radical: O foco teórico da crítica do valor tem de desenvolver a
crítica radical da própria forma social do valor, a crítica do fetichismo
moderno, a crítica da produção de mercadorias como sistema, a crítica da
valorização do valor como fim em si mesmo. A crítica do fetichismo também
deve conceber a dominação de estruturas fetichistas impessoais sobre toda
a sociedade, colocando as categorias básicas do moderno sistema produtor
de mercadorias como objetos não ontológicos, negativos e históricos.

Poder Popular: Não se trata da existência de um vínculo precário entre o
poder e o povo como na democracia burguesa, seja qual for a substância
real deste vínculo, mas sim, da máxima e total unidade e indivisibilidade
entre o povo e o poder, por isso tratamos em falar em Poder Popular, onde
o povo se torna sujeito e toma para si o controle de seu processo
histórico e produtivo.

"A unidade viva, verdadeiramente poderosa, e a que queremos todos, é a
unidade que a liberdade cria nas entranhas das diversas e livres
manifestações da vida, expressando-se pela luta." M. Bakunin.





More information about the A-infos-pt mailing list