(pt) MANIFESTO DE 1º DE MAIO DA FOSP/COB-ACAT/AIT

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Segunda-Feira, 30 de Abril de 2007 - 12:20:04 CEST


1º de Maio não é dia de festa! 1º de Maio é dia de luto e de luta!!!
Manifesto obreiro pela igualdade e pela liberdade

O poder, a televisão, os ricos enchem nossas cabeças de informações
erradas. Eles falam muito, mas não dizem nada! Só querem nos submeter aos
seus interesses. Toda hora ouvimos eles dizerem que o Brasil está
crescendo, que o desemprego está diminuindo e os salários estão comprando
mais... mas não é o que sentimos em nossos bolsos, ou observamos por aí.
Assim ficam reescrevendo a história, para que ela confirme o que dizem,
como se mentiras do passado pudesse fazer as falsidades do presente se
tornar menos danosas. É precisamente o que fazem com a história do 1º de
Maio – e com toda a história de lutas da classe trabalhadora.

A data de 1º de Maio como dia de luta dos trabalhadores tem origem na luta
pela Redução da Jornada de Trabalho para 8 hs/dia – a partir das
discussões do Congresso de fundação da Associação Internacional dos
Trabalhadores (AIT-IWA), em 1865. Para o dia 1º de Maio de 1886 os
trabalhadores de Chicago/U$A chamaram uma Greve Geral pelas 8 horas - na
época a Jornada de Trabalho era de 15 horas diárias para homens, mulheres
e crianças – sem assistência médica, aposentadoria, enfim: nenhum direito.
A repressão patronal apela ao Estado que reprime violentamente uma
manifestação dos trabalhadores na Praça Haymarket, levando a um confronto
e a morte de mais de 100 trabalhadores. Nove trabalhadores são
responsabilizados pela polícia e condenados a morte, sendo até hoje
conhecidos como os “Mártires de Chicago”. A partir do seu exemplo, desde
então, greves paralisariam o mundo nos 1º de Maio desde então, na luta
pela REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO.

No Brasil não foi diferente. Desde o final do século 19 manifestações
proletárias libertárias se faziam presentes, apesar da intensa repressão
governamental. Mas foi a partir da fundação da Confederação operária
Brasileira (COB), em 1906, que a luta se intensificou, com grandes greves
operárias pela redução da jornada de trabalho em 1907 – conquistadas por
setores da construção civil. A luta continua, apesar das prisões e
deportações. A COB estimula e rearticula sindicatos e federações locais,
intensifica a luta contra a 1ª Guerra Mundial e contra a carestia da vida
e o desemprego. Até que no ano de 1917, a partir de São Paulo, eclode um
processo grevista sem precedentes, conhecida como a GREVE GERAL DE 1917:
os trabalhadores paulistas paralisam a cidade completamente e enfrentam a
polícia (ler matéria abaixo) e com isso asseguram a maior parte dos
direitos que temos hoje, e que o governo petista, a serviço da burguesia e
do imperialismo, tenta destruir com sua ‘Reforma Trabalhista’.

Por isso é urgente hoje a luta e a necessidade de organizarmos uma nova e
verdadeira Greve Geral: o arrocho salarial dos últimos 15 anos, associado
a um desemprego crônico e crescente, destroem o poder de compra do
proletário. O próprio Salário Mínimo (SM) de R$ 380,00 é uma afronta à
classe trabalhadora, frente ao ‘salário’ dos políticos - quase R$ 100 mil,
e que saem do bolso do próprio trabalhador na forma de impostos de todo o
tipo. O próprio presidente Lula, do ‘Partido dos Trabalhadores’, teve um
aumento de 80% - frente ao aumento do S.M. de 30% e de outras categorias,
que mal chegam aos 25%, ou do funcionalismo – em torno dos 15 %, ou dos
aposentados, irrisórios 10%!!! Chega de privilégios!

Hoje o que se ouve por aí remontam às profecias do fim do mundo, como
antes já tinham anunciado o “fim da história” e o “fim do trabalho”. É o
desemprego mundial, é o aquecimento global, é o envenenamento da água
potável... é o terrorismo e a violência. O que não dizem é: por que tudo
isso? Pois isso colocaria os holofotes sobre os mesmo salvadores da pátria
de hoje: foi o próprio desenvolvimento capitalista – beneficiando uma
minoria cada vez menor – em nome do lucro que nos conduziu a isso!!! Mas e
a solução? A solução o nosso povo vai dar: quem constrói a riqueza, quem
vive na miséria e na opressão, nós podemos salvar o futuro hoje! Basta
acabar com todo o lixo capitalista, assumir a gestão direta da sociedade
enterrando para sempre a lógica do lucro, baseada no monopólio da
propriedade dos meios que garantem a vida da sociedade: os meios de
produção (terras, fábricas,matérias primas, etc.). Sejamos francos:
aqueles que tentam desacreditar a capacidade política da classe operária o
fazem para reafirmar seu direito ao mando. A sociedade hierarquizada é a
culpada pelas nossas mazelas e só o estabelecimento de uma igualdade real,
apoiada no conceito de liberdade, pode quebrar a lógica do lucro para que
possamos, definitivamente, construir uma sociedade baseada no bem comum.

CONTRA AS REFORMAS DE PERDA DE DIREITOS! CONTRA O ARROCHO SALARIAL!
(S.M. constitucional de R$ 1.750,00, Aumento Geral de 80%, Pela Igualdade
Salarial independente de sexo, raça, etc.)

CONTRA O DESEMPREGO! PELO DIREITO AO TRABALHO E A VIDA DIGNA!
(Redução da Jornada de Trabalho para 6 hs/dia, 30 hs/semana – sem redução
salarial! Reforma Agrária Radical e Imediata - Com Ocupação e
Coletivização das Terras e da Produção)

CONTRA A CARESTIA DA VIDA, dos Transportes e dos Gêneros de Primeira
Necessidade!

CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS!

PELA LIBERDADE DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL FRENTE AO ESTADO, AOS PARTIDOS E
AOS PATRÕES!

PELA REATIVAÇÃO DA CONFEDERAÇÃO OPERÁRIA BRASILEIRA (COB/AIT)!

PELO SOCIALISMO LIBERTÁRIO E PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA!


FOSP - Federação Operária de São Paulo.
Filiada a:
COB - Confederação Operária Brasileira.
ACAT - Associação Continental Americana dos Trabalhadores.
AIT - Associação Internacional dos Trabalhadores.






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