(pt) Documento USI-AIT para o Congresso de Paris [it,en]

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Quarta-Feira, 18 de Abril de 2007 - 22:50:26 CEST


[da lista de discussão de AC-Interpro]

DOCUMENTO PARA O CONGRESSO DE PARIS DE 2007
A USI, reconstruida ao nível nacional na década de
1990 sobre o modelo do sindicalismo revolucionário,
presente no nosso país desde os princípios de 1900,
define-se hoje como um sindicato autogestionário e
auto-organizado.

A USI comemora este ano 95 anos e a geração actual é a
quinta que retoma a bandeira, as ideias, as práticas e
as lutas daquele sindicalismo revolucionário que
sempre foi incompatível com o capitalismo e com os
governos que o representam.
Um sindicato que se reconhece na Internacional e que
ontém como hoje tem dentro dos seus «genes» a oposição
à guerra, um instrumento do capital para explorar e
submeter humanos, países e natureza.
No passado, erguemo-nos contra a entrada de Itália nas
guerras mundiais, em 91 proclamámos a primeira greve
geral contra a guerra, depois temos manifestado  com
as outras realidades sindicais e do movimento em
várias ocasiões, tal como em Génova 2001, contra os
governos que inventaram a expressão "guerra
humanitária" para continuar a cuidar dos seus próprios
interesses contra toda a humanidade.

Hoje, para nós, está ocorrendo uma guerra permanente,
que não ocorre apenas nas zonas onde se combate
realmente, mas todos os dias, com os mortos ao
trabalho e com o envenamento ambiental, com a
exploração dos mais débeis e da natureza.
Uma guerra que produz mortos e feridos e que já viu em
Génova os trabalhadores portuários, entre os quais
havia aderentes da USI, bloquearem o porto em
protesto.
Para se construir um outro futuro é preciso ter
memória do passado, para nós, da história da USI e do
movimento operário, para o país também, dos últimos
trinta anos desde 1977, que foi um outro momento de
conflito social que trouxe as últimas conquistas
sociais e ao nascimento da auto-organização sindical e
social (primeira tentativa de de reconstruir a USI).
Os mesmos que atacaram as conquistas dos trabalhadores
no decénio 68/78 são os mesmos que - de um modo ou de
outro (com nomes dos partidos mudados)- hoje ainda
guiam e controlam o país para o levar para posições
moderadas, neoliberais e confessionais.
O antagonismo, o conflito, apesar da repressão, da
traição dos sindicatos concertativos, permaneceu vivo,
conseguindo por vezes vencer; mas a luta tem sido
quase sempre uma luta de resistência, tem faltado a
capacidade do nosso pais se coordenar, de construir
uma rede, não obstante as tentativas da nossa
Confederação e a sua participação em várias
iniciativas comuns com outras realidades sociais e
sindicais.
Estamos lançando há alguns meses a proposta de dar
vida a uma rede de socorro mútuo e de solidariedade
activa que se baseie numa plataforma social completa
que una a luta pela habitação às batalhas ambientais,
a luta contra a precariedade (que levou-nos a todos à
praça pública a 4 novembro 2006) com a de melhores
condições de trabalho e pela segurança no posto de
trabalho, a luta pelos contratos e pela estabilidade
(como na greve geral nacional de 17 novembro 2006 e de
30 março 2007) com a de uma garantia social para todos
e todas e por uma outra qualidade de vida (como
manifestámos nas ruas em várias localidades).
Uma coordenação/rede de várias situações sindicais,
ambientais e sociais, capaz de relançar e desenvolver
o conflito social para construir outro futuro.
Uma proposta que pensamos se poderá estender quer ao
nível europeu quer mundial partindo deste Congresso de
Paris e da participação de tantas estruturas e
associações.
É esta uma oportunidade a não perder, para relançar a
oposição à exploração capitalista e ao liberalismo.
É mesmo possível dar vida - dentro de alguns sectores
-a propostas mais fortes de solidariedade activa para
alcançar-se verdadeiros pactos de acção e luta, para
fazer avançar a derrota do pensamento neoliberal
globalizador e demonstrar que nossa incompatibilidade
com este sistema serve a construção de outro mundo
possível e necessário e para dar à humanidade um
futuro de liberdade
~
Secretaria
USI AIT




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