(pt) Espanha - A CNT ante a Confederação Sindical Internacional

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Segunda-Feira, 6 de Novembro de 2006 - 21:11:35 CET


  Comunicado internacional  A CNT ante a Confederação Sindical Internacional
     No dia primeiro de novembro foi criada em Viena a Confederação
Sindical Internacional, produto da fusão da Confederação
Internacional de Organizações Sindicais Livres (CIOSL), y da
Confederação Mundial do Trabalho (CMT). Lá compareceram para atestar o
nascimento e aderir-se ao novo organismo, entre outros, los máximos
responsáveis dos sindicatos orgánicos do Estado espanol: UGT, CCOO e USO.

     A nova Confederação Internacional nasce fazendo alarde dos números
que carregam consigo: 306 centrais sindicais, que representam a 154 países
e 168 milhões de miembros. Estes números, que em principio, dada sua
magnitude, poderíam fazer tremer aos própios e aos outros, certamente que
não preocuparam minimamente a grandes empresas
multinacionais, nem aos organismos do capitalismo internacional
(Banco Mundial, FMI...) nem aos organismos políticos, tanto nacionais como
transnacionais.

     A CSI, gestada durante estes últimos anos, vem fazer frente,
principalmente, aos novos desafios lançados pela globalização,
conforme afirmam seus promotores e aderentes. Uma declaração de
intenções que, vista desde a CNT, não passa mais do que uma grande piada,
pois grande parte desses sindicatos, e entre eles os
mencionados mais acima, são precisamente os que, chegado o momento –e
muitos foram os momentos-, as mãos deles não tremem na hora de
assinar expedientes de regulação de emplegos em processos de
relocalização de empresas multinacionales, botando nas ruas milhares de
trabajadores. Despreocupados podem ficar, o grande capital
internacional, pois os que agora se unem, mais do que formarem uma grande
organização de trabalhadores com capacidade transformadora, não passam de
seus aliados com os quais sentam-se e assinam para
freiar os verdadeiros processos de mudança, daqueles que colocam em xeque
as empresas e que atuam a margem da oficialidade sindical.

     Nasce a CSI com um “mínimo incremento da burocracia sindical”,
declarou Cándido Méndez, da UGT. Uma afirmação que, mais do que
atenuar a essencia do  engendrado, a define em toda sua amplitude: o que
nasceu não foi uma organização para o progresso da classe
trabalhadora da urbe planetaria, senão uma Internacional da
burocracia sindical aportada pelas burocracias dos bem conhecidos
sindicatos nacionais e de duas tambem conhecidas organizações
sindicais internacionais. O quê pode esperar o proletariado
internacional, os pobres da Terra, desses  que levaram décadas
caracterizando-se pela desmobilização, o quê realizarão os
trabalhadores, com uma pratica sindical consistente na colaboração e
participação em todas as vias que o sistema oferece –eleições
sindicais...-, e recebendo as polpudas subvenções que permitem
abortar toda luta revolucionaria?.

     Mas não todos os sindicatos, nem todas as organizações
Internacionais, se encontram participando nestas diversões que não
contribuem com nada novo ao já existente. A Confederação Nacional do
Trabalho da Espanha (CNT-AIT), pertence, desde seus princípios, a
Associação Internacional de Trabalhadores (A.I.T- I.W.A), nascida nos
meses de dezembro e janeiro dos anos de 1922-1923, herdeira da
Primeira Internacional, onde se agrupam todas as organizações
anarco-sindicalistas do mundo. A CNT é, pois, consubstancialmente
internacionalista, ao ser herdeira da Federação Regional Espanhola da
Primeira Internacional. A Associação Internacional de Trabalhadores segue
viva e atuante, monstrando que os principios do sindicalismo
revolucionario seguem tão vigentes como em qualquer outra época, e assím
se demostrará nos días 8, 9 e 10 de dezembro em Manchester
(Inglaterra), onde acontecerá o XXIII Congresso da Internacional
anarcosindicalista.

     Contra a nova CSI ou qualquer outro invento dos liberados do
sindicalismo de expediente, repetimos, com a AIT, que “não cabe mais que o
emprego de um só procedimento: a organização imediata do
exército proletario em um organismo de luta que recolha em seu meio a
todos os trabalhadores revolucionarios de todos os países,
constituindo com eles um bloco granítico contra o qual irão
destruir-se todas as manobras capitalistas, as que no final acabaríam por
ser esmagadas pela força do seu enorme peso”.

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  Traduzido ao português pelo Secretariado de COB/ACAT-AIT do Brasil










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