(pt) [Brasil , Rio Grande do Sul] Pela jornada das 6 h diárias e 30 h semanais sem redução salarial

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Segunda-Feira, 1 de Maio de 2006 - 19:03:08 CEST


  PELAS 6H DIÁRIAS E 30H SEMANAIS DE TRABALHO: REDUÇÃO DA JORNADA SEM
REDUÇÃO SALARIAL. TRABALHAR MENOS PRA QUE TODOS POSSAM TRABALHAR.

  A redução da jornada de trabalho é bandeira tradicional de luta do
movimento do sindicalismo revolucionário, como instrumento para ampliar
o nível de emprego e de controle dos trabalhadores sobre a produção,
além de proporcionar aos trabalhadores consideráveis melhorias na
qualidade de vida. Essa é uma exigência de mais de 20 séculos de lutas
pela emancipação dos trabalhadores que começou com as revoltas de
Spartacus (73 a.c) contra a escravidão. A espoliação dos poderosos é
cruel e as conquistas sociais na história da humanidade são bastante
frágeis e recentes.
              Os patrões através dos baixos salários escravizam os
trabalhadores controlando suas vidas através dos ritmos de
produção e as jornadas exaustivas de trabalho impedindo que
estes construam alternativas de futuro e de libertação fora
do trabalho assalariado.
  Os trabalhadores, no mundo inteiro, apenas há 140 anos conseguiram dar
um passo importante para a conquista dos seus direitos com a organização
e realização do Primeiro Congresso da Internacional dos Trabalhadores
que vieram dar estrutura e consistência as conquistas que se realizariam
20 anos após. O Primeiro de Maio, toma significado maior há 120 anos
(1886) nos EUA quando através da Greve Geral Revolucionária Até a
Vitória vem a conquistar melhorias nas condições de trabalho, a redução
da jornada de trabalho para as 8 h diárias, e a autonomia da classe
trabalhadora. No Brasil e no RS essas conquistas começam a tomar forma
exatamente há 100 anos, no 1º de maio de 1906, quando é fundada a única
organização sindical livre que existiu, independente dos patrões e do
Estado, a Confederação Operária Brasileira. Que através das federações
sindicais dos sindicatos livres e das Greves Gerais e Revolucionárias
que aconteceram de 1906 a 1917 conquistaram os direitos sociais dos
trabalhadores que em forma mais reduzida viriam a ser conhecidos como a
legislação trabalhista. Direitos dos trabalhadores que foram sendo
sucessivamente reduzidos e esbugalhados através das ditaduras de 1930,
1964 e dos governos que se sucederam a abertura política dos anos 80.
Hoje nos paises desenvolvidos, a questão da redução da jornada de
trabalho emerge como uma alternativa no combate ao desemprego, que desde
a disseminação das políticas neoliberais, tem sido o principal problema
enfrentado pelos trabalhadores.Em alguns países, vem sendo adotadas
medidas nesse sentido mas mudando-lhes o seu objetivo. Esse tem sido o
resultado das influências patronais no sindicalismo atrelado ao usurpar
bandeiras históricas de redução da jornada de trabalho levando a perda
de direitos históricos conquistados. A proposta patronal da
flexibilização da jornada de trabalho. Seja para todos os trabalhadores,
ou individualmente e por setores. Mas sempre através do “Banco de Horas”
onde o prazo para zerar a conta tem um limite legal de até um ano. Acaba
com horas extras, reduzindo em muitos casos o salário do trabalhador. A
Flexibilização da Jornada implica também em mais Possibilidades de
Riscos na saúde do trabalhador . A fixação de elevados patamares de
horas a serem trabalhadas nas semanas de “pico” de produção, gerando
estresse, lesões por esforço repetitivos e acidentes de trabalho; afora
a dificuldade de planejamento do tempo livre do trabalhador, que fica
vinculado as necessidades da empresa; O sindicalismo revolucionário do
Movimento de Reconstrução da Confederação Operária Brasileira, desde
1986, trabalha pela reativação dos princípios táticas e finalidade que
levaram ao crescimento e as conquistas do movimento sindical onde foram
retomadas as palavras de ordem pela redução da jornada para 6h diárias e
30h semanais aprovada desde 1930, no Primeiro Congresso Continental dos
Trabalhadores das Américas.
SINDICATO DE ARTES E OFÍCIOS VÁRIOS DE P. ALEGRE/ FORGS-COB/ACAT/AIT
Punks e anarkistas
Federação Anarkista do Rio Grande do Sul
Movimento Libertário Brasileiro




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