(pt) A PLEBE nº 44 / Março de 2006: REPRESSÃO AOS MARRETEIROS DA 25 DE MARÇO

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Terça-Feira, 14 de Março de 2006 - 07:49:17 CET


A PLEBE nº 44 / Março de 2006 (A.C.A.T.)
Órgão de Divulgação do SINDIVÁRIOS-FOSP/COB-ACAT/AIT
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REPRESSÃO AOS MARRETEIROS DA 25 DE MARÇO

Já há algum tempo a situação na Rua 25 de Março é de
tensão. Os trabalhadores-ambulantes, estão
constantemente sob pressão e perseguição feita pela
GCM (Guarda Civil Metropolitana), com atitudes
violentas e provocações. Sofrem todos os dias com tais
ações policiais, que lhes tiram a mercadoria, xingam
(chamando de vagabundos e ladrões, mesmo eles
trabalhando honestamente), provocam dando cacetadas e
chutando as barracas. Isso para ter como violentá-los,
já que, segundo os trabalhadores, virou esporte da GCM
bater sem motivos e sem direito a retrucar (bate
inclusive nos consumidores e transeuntes). Ainda em
condições irregulares, permanecem sem identificação e
com uma segunda arma sob o colete. Muitas vezes
atropelam os pedestres e colocam a culpa nos
marreteiros, roubam as mercadorias para revendê-las
mais barato noutro canto e perseguem os trabalhadores,
que tem de fugir a todo tempo (é comum marcarem um e
agredi-lo com certa freqüência). São violentos com os
trabalhadores e fazem vista grossa aos assaltantes,
que cresceram em número desde que a GCM está lá. É
sempre quem inicia a confusão, mas na mídia a culpa é
sempre dos camelôs. E eles sequer têm a quem recorrer.

Quinta-feira, 9 de fevereiro, em mais uma provocação e
confusão arranjada pela GCM, Marcelo Marinho de Paula,
um camelô, vítima de perseguição, teve novamente sua
mercadoria confiscada. Já apavorado por freqüente ação
e a violência física exercida sobre ele, tirou a arma
do policial, fugiu e foi baleado. Marcelo ficou cerca
de 40 minutos caído no chão até ser socorrido, e ainda
foi impedido de ser atendido pelo resgate, pois a GCM
insistiu em levá-lo ao hospital. No mesmo tiroteio em
que Marcelo foi atingido um transeunte foi também
atingido, o socorro chegou e recolheu o consumidor
após 15 minutos, enquanto Marcelo só chegou ao
hospital 1 hora depois, já morto e com o corpo coberto
por escoriações, hematomas e um afundamento do crânio.
A polícia não dava informações sobre a morte, chegando
aos colegas versões de infarto ou de hemorragia,
devido ao rompimento da artéria femoral. Marcelo
deixou esposa e dois filhos, inclusive um de oito
meses. Camelôs clamam, por justiça e pedem apoio.

A prefeitura anuncia a construção de uma base da
Polícia Militar no local, que irá realizar operações
integradas com a GCM e a polícia civil, entretanto
mantém sigilo quanto aos detalhes. Esta implantação
pode piorar ainda mais a situação, especialmente para
os trabalhadores, vítimas de repressão, banidos sem um
destino. Eles precisam de seu sustento!

- PELO DIREITO AO TRABALHO E CONTRA O
DESEMPREGO: Abaixo à repressão!

(Núcleo Centro)





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