(pt) [Portugal] De como o governo de turno mata a educação [en]

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Domingo, 12 de Março de 2006 - 11:42:48 CET


Sinistro !
O Secretário de Estado, Valter Lemos - em plena Assembleia
da República, no dia 10/03/06 - recorre à falsidade e à
calúnia como "argumentos" a favor do encerramento da Esc.
Secundária D. João de Castro.

A verdade é que esta Escola é um perigo para o poder
neo-liberal, colorido de rosa shocking!
Uma escola onde há democracia participativa, onde as
pessoas têm realmente liberdade de se exprimirem -sejam
alunos, profs. ou funcionários- onde o ensino é levado
a sério (até segundo os critérios deles! No célebre
"ranking" ... 24º lugar a nível nacional!!!)

O Secretário de Estado argumentou na sexta feira perante
a pergunta de um deputado (do PCP) que um dos motivos
para o encerramento da D. João era os "alunos não se
inscreverem nessa escola", facto que é apenas atribuível
ao próprio governo.
Pois muitos encarregados de educação tinham, há dois
anos, o desejo de inscrever os seus filhos na  D. João,
mas a tutela encerrou as matrículas dos 7º anos.
Toda a gente sabe que será impossível encarregados de
educação colocarem os seus filhos numa escola a meio de
um ciclo (neste caso, do 3º).
Pelo que, ao ser proibida a abertura dos 7º anos (há
dois anos atrás) estava-se (o governo PSD de então) a
ditar uma sentença de morte a prazo da D. João.

Os "socialistas" executam a sentença e ainda têm a
desvergonha de encherem a boca com mentiras, como a
de que a nossa escola "terá difamado a Esc. Sec. Fonseca
Benevides", acusação passível de um processo criminal,
de que apenas alguém revestido de imunidade (ilegítima,
 pois não há imunidade para caluniar) pode atrever-se!


As escolas ameaçadas de fecho só no Conselho Lisboa
seriam sete, segundo colegas geralmente bem informadas.
Porém, estas escolas e outras, estão muito quietas e
caladas a ver se passam despercebidas, parece-me!

Em vez disso, deveriam fazer coro com a Esc. Sec.
D. João de Castro.
A única hipótese de fazer recuar o governo nos seus
planos é através de uma articulação geral entre todas
as escolas, da nossa luta comum .

"Mapa" de encerramentos para estes quatro anos de
desgovernação desta maioria 'absoluta' (ditatorial) do
P"S".

- Duas mil e quatrocentas escolas do 1º ciclo
- Quanto às Escolas de 2º e 3º ciclo e Secundárias,
ninguém sabe ao certo.

É tudo mantido no "segredo dos deuses".
Mas já se sabe que - contrariamente às afirmações da
 Ministra à comunicação social - a "reestruturação" da
rede escolar em Lisboa, não irá ser «pontual», vai
implicar dezenas de milhares de alunos e talvez um milhar
de funcionários, docentes e não docentes!
(Mas o que importam umas dezenas de milhares de alunos
e suas respectivas famílias, mais uns milhares de
funcionários e de professores e dependentes??? Nada,
não é senão uma reestruturação "pontual" da rede...)

O que o governo faz :

- O que não estava nem nunca estará explícito no seu
próprio programa!
- E caso lá esteja... é de ponderar se não irá fazer
exactamente o contrário...

Bela "democracia"!

enviado por Colectivo Português da FESAL-E
Federação Europeia de Sindicalismo Alternativo - Educação




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