(pt) A BATALHA COMPLETOU 87 ANOS

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Quarta-Feira, 8 de Março de 2006 - 21:12:41 CET


[do N. 215 de «A BATALHA»]
Este jornal iniciou a sua publicação em 23 de Fevereiro
de 1919, pouco após a derrota da insurreição monárquica
em Lisboa (Monsanto) e no Norte (Traulitânia), que sucedeu
ao fim abrupto do consulado sidonista e à reposição em
vigor da Constituição de 1911.
A Batalha sucedeu ao semanário O Sindicalista – fundado
em 13 de Novembro de 1910, pouco após a implantação da
República, e que cessara a sua publicação em 1915 – e
surgiu como órgão oficial da União Operária Nacional,
constituída no I Congresso Operário Nacional (Tomar, 14-17
de Março de 1914), tendo Alexandre Vieira como
redactor-principal (director). Decorridos alguns meses,
com a transformação da União Operária Nacional em
Confederação Geral do Trabalho no II Congresso Operário
Nacional (Coimbra, 13 de Setembro de 1919) o jornal
passou a ser, naturalmente, órgão desta última.
Manteve-se como jornal diário até Maio de 1927, altura
em que foi encerrado pela ditadura militar após a
insurreição democrática de 3-7 de Fevereiro, tendo
publicado 2556 números. Entre Dezembro de 1923 e
Janeiro de 1927 editou semanalmente um Suplemento
Literário Ilustrado de que saíram 166 números e em
que colaboraram muitos nomes ilustres do jornalismo
e das letras portuguesas, bem como artistas gráficos
de renome. Foi o terceiro quotidiano de Lisboa, depois
de o Diário de Notícias e O Século. O seu último
director, Mário Castelhano, faleceu no Campo de
Concentração do Tarrafal em 1940. Uma segunda série
como semanário, foi autorizada em 1930 (Outubro a
Dezembro), sendo suspensa com carácter definitivo ao
fim de treze números. Voltou a ser publicada
clandestinamente em Março de 1934, sendo apreendida
a sua tipografia quando se ultimava o terceiro número
desta curta III série. Voltou a ser publicada entre
Março de 1935 e Setembro de 1937 (IV série – 11 números),
 altura em que a sua tipografia foi novamente descoberta
e apreendida. Ressurgiu após o fim da II Guerra Mundial,
em 1946 (V série), sempre com caracter clandestino,
mantendo-se a sua publicação por espaço de quatro anos
 com edição de 21 números. Fora destas três últimas
séries editaram-se esporadicamente alguns números
isolados. Só voltou a publicar-se regularmente (VI série)
após o 25 de Abril, com início a 21 de Setembro de 1974,
como quinzenário, depois como mensário, saindo
trimestralmente durante algum tempo para passar a
bimestral em Janeiro de 1994, situação que ainda se
mantém. Desta VI série, a mais longa de todas, publicaram-se
até à data 215 números. Foi seu primeiro director
Emídio Santana (1974-1988), de quem se comemora este ano
o centenário do nascimento.




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