(pt) A verdade desde as terras de Israel [en]

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Terça-Feira, 25 de Julho de 2006 - 16:15:45 CEST


O ataque dos israelitas contra o Hezbollah toma como
pretexto estes terem atacado e capturado dois
soldados, feitos prisioneiros, para desfazer o «status
quo» dos últimos seis anos.

Como talvez as pessoas saibam, o Hezbollah substituiu
o grupo chiita Amal como grupo dominante na comunidade
chiita do Líbano durante a guerra de 1982, com a
invasão seguida de ocupação israelita dos anos
seguintes.
O Hezbollah não poderia ter ascendido ao papel que
desempenha actualmente sem o auxílio sírio. Para a
Síria, as guerrilhas do Hezbollah substituíram as
palestinianas como força de pressão de guerrilha sobre
Israel para forçar este país a devolver as áreas
capturadas durante  a guerra de 67 (como as pessoas
podem lembrar-se, as forças da OLP tiveram que se
retirar para o Norte de África, durante a guerra de
82)

No entanto, o velho status quo não pode ser aceite
quer por Israel, quer pelos EUA, visto que Israel é
suposto desempenhar um papel na pressão sobre o Irão,
mas dificilmente poderá fazê-lo enquanto cerca de
12000 mísseis de vários tipos estiverem ameaçando
Israel e dissuadindo o seu ataque à Síria e ao Irão.
A expulsão do Hezbollah também serve os interesses de
Israel e dos EUA, ao acabar com a influência dominante
da Síria no Líbano. O papel da Síria na resistência
iraquiana tem sido um pesadelo real para os EUA.

Para Israel, o envolvimento do Hezbollah na
resistência dentro das áreas ocupadas da Palestina é
uma ameaça real e a luta de Israel no Líbano é parte a
luta para guardar, pelo menos parcialmente, as
posições obtidas com a guerra de 67.

A actual guerra libanesa tem outras contribuições
menos "estratégicas":
- Ajuda a fazer esquecer a "agenda social" - o tema
principal das recentes eleições - sendo o mais
proeminente promotor dessa tal "agenda social", Amir
Perets, o ministro da guerra.

- Outro assunto que será esquecido pela guerra no
Líbano é a guerra contra os palestinianos - sobretudo
a guerra aberta em Gaza, mas também a guerra
quotidiana de baixa intensidade na Margem Ocidental e
a luta contra o muro de separação.

Ilan

http://shalif.com/anarchy

[Nota do tradutor para A-Infos: o Autor é membro
da «Iniciativa de Anarquistas Contra o Muro» e
um ex-membro de Matspen, uma organização socialista
libertária em Israel]





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