(pt) BOLETIM FAÍSCA #21

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Terça-Feira, 11 de Julho de 2006 - 20:00:47 CEST


Olá!
Você está recebendo o boletim da Faísca Publicações Libertárias!
Assuntos deste boletim:

1. Novo lançamento: Ricardo Flores Magón
2. Novos títulos distribuídos pela Faísca
3. Promoção 40% - Último chamado
4. Feira Anarquista de São Paulo
5. Eventos: Oficinas de Política Anarquista e Festa do Fanzine
6. Artigo: Uma breve leitura da Ocupação Quilombo das Guerreiras


#1. NOVO LANÇAMENTO: RICARDO FLORES MAGÓN, DE DIEGO ABAD DE SANTILLÁN#

Neste ano que será cheio de lançamentos, apresentamos a segunda
publicação da Faísca de 2006. A co-edição feita entre a Faísca, a  
editora Achiamé do Rio de Janeiro e a Federação Anarquista do RJ:  
RICARDO FLORES MAGÓN: O APÓSTOLO DA REVOLUÇÃO MEXICANA. O livro é uma  
excelente biografia de Magón, escrita Diego Abad de Santillán
(1897-1983) e que tem como objetivo recordar a história, pouco
conhecida entre os brasileiros, da vida de Ricardo Flores Magón. No  
boletim de número 21 enviamos trechos da orelha do livro e da quarta  
capa.

Formato 16X23, 128 paginas.
Preço: R$ 28,00 + correio (R$ 2,00) = R$ 30,00.


#2. NOVOS TÍTULOS DISTRIBUÍDOS PELA FAÍSCA#

* A GUERRA É O ESPETÁCULO: Origens e Transformações da Estratégia do  
EZLN - Guilherme Gitahy de Figueiredo. R$ 48,00.
* ANARQUISMO À MODA ANTIGA - Edgar Rodrigues. R$ 6,00.
* SOBRE O ANARQUISMO - Nicholas Walter. R$ 13,00.
* MITO POLÍTICO NO TEATRO ANARQUISTA BRASILEIRO, O - Dimas Antônio de  
Souza. R$ 20,00.
* EX-COLA LIBERTÁRIA, A - Clovis N. Kassick. R$ 30,00.
* ESTADO EN LA HISTORIA, EL - Gastón Leval. R$ 25,00.
* REFLEXÕES SOBRE A ANARQUIA - Maurice Joyeux. R$ 15,00.
* AUTORITARISMO E A MULHER, O - Maria Inacia d?Avila Neto. R$ 12,00. *
PODER E DOMÍNIO: Uma Visão Anarquista - Fábio López López. R$ 20,00.


#3. PROMOÇÃO DESCONTOS DE 40% - ÚLTIMO CHAMADO!#

Último lembrete: ainda está acontecendo uma promoção da Faísca em que  
colocamos mais de 70 títulos de nosso catálogo com 40% de desconto.   Para
ver os livros que estão na promoção, acesse:
www.editorafaisca.net/promocao40.htm. Corra, pois a promoção é valida  
somente até 15/7.


#4. FEIRA ANARQUISTA DE SÃO PAULO#

A editora Index Librorum Prohibitorum e o Coletivo Anarquista Terra  
Livre realizarão a 1ª Feira Anarquista de São Paulo. O evento contará  
com mostra e venda de livros, jornais, revistas, fanzines e outros  
materiais a preços populares ou com descontos sobre o preço de capa. A  
Feira pretende reunir as editoras libertárias do país, assim como do  
exterior, e expor os títulos ligados ao tema de outras editoras.   Haverá
ainda exposições, painéis, exibição de filmes, vídeos,
palestras, debates, apresentações teatrais e musicais. A entrada será  
gratuita! Contatos: indexeditora  riseup.net ou protesta  riseup.net.

Data, horário e local:
20 de agosto de 2006 (domigo)
Das 10h às 20h
Espaço Cultural Tendal da Lapa - Rua Constança, 72 - Lapa, São Paulo, SP


#5. EVENTOS: OFICINAS DE POLÍTICA ANARQUISTA E FESTA DO FANZINE#

Oficinas de Política Anarquista: organizadas pelo NESAEP - Núcleo de  
Estudos Sobre Anarquismo Especifista-Plataformista -, acontecerão   entre
agosto e outubro deste ano em Campinas-SP. Estas oficinas visam   fornecer
uma visão do papel do comunismo-anarquista como ator social e   político
em oposição à reprodução das relações sociais e de produção,   no modo de
produção de tipo capitalista. Será considerado o
desenvolvimento do projeto "A Plataforma Organizacional" dos
anarquistas russos no exílio, elaborado pelo grupo Dielo Trouda, na   sua
relação com as transformações que se operam no sistema produtivo,   na
sociedade e no sistema político.
Local: Unicamp/Campinas-SP IFCH/Pós-Graduação
Contatos: nesaep  gmail.com

Festa do Fanzine: acontecerá na Casa da Lagartixa Preta em Santo   André.
Será um evento de troca de fanzines, com palestras e música.   Dia 22/07
(sábado) a partir das 14h.
Informações: ativismoabc  riseup.net


#6. ARTIGO: UMA BREVE LEITURA DA OCUPAÇÃO QUILOMBO DAS GUERREIRAS#

Abaixo enviamos um trecho deste importante artigo escrito pela
Federação Anarquista do Rio de Janeiro. Nele, a organização reflete   uma
experiência com as ocupações urbanas na cidade, que acabou
frustrada pela repressão do Estado. A reflexão proposta, além de ter   um
caráter informativo - visto que pelo artigo podemos nos informar   sobre o
período de organização e de existência da ocupação - oferece   uma lúcida
avaliação do que foi o preparo para a ocupação, dos
aspectos organizativos envolvidos, da própria ação no dia da ocupação,   e
traça perspectivas para o movimento de ocupações urbanas carioca. O  
artigo que também foi publicado no número 3 da revista Protesta! pode  
ser lido na íntegra em: http://www.editorafaisca.net/guerreiras.htm. Para
quem quiser saber mais sobre o trabalho da FARJ com as ocupações  
urbanas, ver: http://www.editorafaisca.net/ocupacoes.htm.


Ensolarada, quente e disponível para o descanso, a manhã de quinze de  
novembro permitiu uma prévia do verão que se aproxima, superlotando as  
praias e afastando os trabalhadores do centro do Rio. Livres do
vestuário convencional dos dias de trabalho, os cariocas aproveitaram  
para suar de prazer, saboreando a sensação de fazê-lo por razões bem  
diversas do cotidiano ingrato que a labuta diária impõe.

Enquanto isso, quase abandonadas, as ruas do centro aguardavam pela  
quarta-feira, capaz de acabar com os sonhos e trazer novamente ao povo   o
pesadelo da realidade carioca, tal como sempre acontece nas cinzas   de
carnaval. Atravessando essas ruas, hoje de almas pouco
encantadoras, a antiga Avenida Central, também largada ao silêncio  
imposto pelo feriado, nada pareceu conservar do glamour de sua
inauguração a exatos cem anos.

Contrastando com os banhistas de hoje, os homens e mulheres da Belle  
Époque, dispensaram naquele quinze de novembro seus compridos calções   de
banho, vestindo chapéus e luvas para testemunhar o batismo da   grande
obra do então prefeito Francisco Pereira Passos. Porém,
ufanistas da jovem república que aniversariava, permaneceram aqueles  
brasileiros indiferentes aos abusos de autoridade cometidos pelo   Estado,
pois o engenheiro Paulo de Frontin, responsável pela abertura   do
boulevard, deixou como saldo final de suas atividades um total de   1681
habitações demolidas, ficando seus moradores abandonados pela   "Res
Publica" que se desejava comemorar.

Portanto, não surpreende que ainda hoje possamos observar as
arbitrariedades dos governos contra a população desassistida,
refletida literalmente no espelhado dos muitos arranha-céus da atual  
Avenida Rio Branco. Apesar disso, os netos e bisnetos daqueles que  
sonhavam com uma cidade maravilhosa, permaneceram em sua maioria tal  
como seus avós,  alheios a estes desmandos, embora prefiram hoje as  
praias às enfadonhas manifestações cívicas.

Em conseqüência disso, a modesta celebração do aniversário da
centenária via pública, teve de ser antecipada para o dia catorze,  
contando apenas com a irreverente participação da Confraria do Garoto.  
Contudo, a despeito do gigantesco bolo oferecido pelos membros da  
confraria aos que passavam pela avenida, na longe dali, setenta
famílias aguardavam quase famintas o início de mais uma ocupação   urbana,
aglutinados em um pequeno prédio na Lapa.

Ao que parece, tal como não foram suficientes para que o Estado
solucionasse os problemas de habitação, para os quais colaborou a  
derrubada dos cortiços que impediam a passagem da Avenida Central, os  
cem anos que se passaram não foram bastante para aplacar o desejo de  
justiça do povo. Cobrando das autoridades seu regresso ao coração da  
cidade, os sem-teto reivindicaram uma vida útil para o edifício de  
número vinte, situado à Rua Alcindo Guanabara, abandonado por mais de  
uma década pelo INSS e extremamente próximo à imponente Rio Branco.

Com apoio dos estudantes e diversos grupos anarquistas, tomaram o   prédio
de assalto em uma rápida operação, planejada com pelo menos   seis meses
de antecedência. Batizada com o emblemático nome de
Quilombo das Guerreiras, a ocupação foi condenada ao mesmo destino  
trágico dos cortiços derrubados outrora, sendo seus participantes  
retirados sob o olhar ferino da polícia federal, cujo habitual malogro  
no combate ao tráfico de drogas no Rio, foi substituído pela brilhante  
atuação na repressão e obstrução da justiça. [...]


Faísca Publicações Libertárias
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