(pt) Feira de Santana - Bahia, Brasil; Coletivo Comunista Anarquista: Quem Somos, O que Queremos e o Nosso Caminho a Seguir

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Sexta-Feira, 6 de Janeiro de 2006 - 15:24:59 CET


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Nossa Identidade

Organismo anarquista organicista-especifista (plataformista).
O Coletivo Comunista Anarquista (CCA) é um agrupamento político
anarquista organicista-especifista, federalista de estrutura
horizontal que busca atuar como minoria ativa dentro dos
movimentos sociais - sem transformar-los em aparelhos sob o
argumento de se ser eficiente, visando sempre imprimir um
caráter combativo e revolucionário a estes. Afirma-se fiel
aos princípios da: Democracia Direta; Autogestão; Federalismo;
Apoio Mutuo; Ação Direta; Solidariedade Revolucionaria;
Classismo e Auto-Defesa. Tem por objetivo finalista alcançar
uma sociedade com bases no comunismo - anarquista, ou seja; a
autogestão socioeconômica e o federalismo político, para tanto
entende que o anarquismo tem a obrigação de interferir na
realidade, de modo à alterar a vida material das pessoas e não
só se limitar ao plano das idéias. Para modificar à realidade
da sociedade em que vivemos é preciso estarmos inseridos nas
mais diversas lutas populares, no bairro, na fabrica, no campo,
na universidade, etc; pois para nós "o anarquismo não se
origina de reflexões abstratas nem de um intelectual ou
filosofo, mas sim da luta direta de trabalhadores contra o
capitalismo, das carências ou necessidades dos trabalhadores,
das suas aspirações a liberdade e igualdade, aspirações que
se tornam particularmente vivas no melhor período heróico da
vida e luta das massas trabalhadoras" (A Plataforma).

Para que possamos entender a importância da idéia de organização
para a doutrina política anarquista, é necessário antes
compreendermos que o anarquismo originou-se do povo explorado
na sua luta por melhores dias, como bem coloca “A Plataforma”
mais acima; tem como princípio máximo à liberdade - que não
pode existir enquanto não houver igualdade econômica e social
-, esta mesma liberdade é por sua vez confundida com a
exacerbação do “eu” onde numerosos indivíduos que se afirmam
anarquistas a proclamam quando lhe é conveniente para fazer
seja lá o que for, a fim de negarem toda a tentativa de
organização anarquista para à ação social, Malatesta diz
que: “O anarquista sabe que o indivíduo não pode viver fora
da sociedade e que ele só existe enquanto indivíduo porque
traz consigo a soma total do trabalho de incontáveis gerações
passadas e se beneficia, ao longo de sua vida, com a
colaboração de seus contemporâneos”, posição também comungada
por Bakunin. Muitas foram e são as discussões em nossas
fileiras acerca da necessidade de organização: da organização
carbonaria de Bakunin, passando por Malatesta e P. Monate no
congresso sindicalista em Amsterdã; entre, Makhnó, Malatesta
e Archinov sobre “A Plataforma”; por Voline e a organização
de “síntese” etc.

Nos identificamos com os conceitos levantados por Bakunin, da
necessidade de uma organização de minoria ativa, pela
necessidade de organização do “partido” anarquista apresentado
por Malatesta e Luigi Fabbri, e pela necessidade de uma
organização que reúna em suas fileira o que Bakunin chamou de
corpos-francos, estabelecendo uma linha política geral e tática
a qual devem estar subordinados todos os seus militantes, uma
organização construída de baixo para cima e da circunferência
para o centro, é necessário ainda que exista responsabilidade
coletiva e o federalismo político, que cremos serem os meios
mais eficientes para construirmos a organização/federação
anarquista baiana e caminharmos rumo ao comunismo anarquista.

Não pensamos ter a verdade absoluta ou mesmo estamos isentos
de falhas, pois crer nisso seria negarmos a nossa condição de
seres humanos e anarquistas, por isso mesmo o coletivo
comunista Anarquista buscará construir alianças com outros
coletivos e organizações anarquistas a fim de somarmos forças
para uma ruptura revolucionária desta sociedade rumo ao
socialismo com liberdade. Esta é a tarefa que assumimos neste
estado, o primeiro a sofrer a opressão dos conquistadores há
mais de quinhentos anos.




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