(pt) [Brasil, FAG] Brigada Militar mata um sapateiro no RS

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Quarta-Feira, 5 de Outubro de 2005 - 20:48:11 CEST


Brigada assassina!
Na última semana, em Porto Alegre e Região Metropolitana, a Brigada
Militar deixou às claras, qual é exatamente o seu verdadeiro papel. Que
passa longe de ser o de “proteger” o povo, como, às vezes, ouvimos
companheiros nossos de movimentos populares afirmarem durante algumas
marchas.
No dia 30/09, com a desculpa esfarrapada - que logo se mostrou sem
fundamento - de roubo da chave de uma moto, a Brigada abordou um dos
manifestantes do sindicato dos sapateiros de Sapiranga, Jair da Costa
(Região Metropolitana de Porto Alegre), que se dispersava junto com
companheiros, após uma manifestação, que fechou uma estrada, contra as
milhares de demissões praticadas pelas fábricas de sapato da região, e
antes de ser jogado na viatura, o companheiro já estava morto. A brutal
contenção praticada pelos brigadianos quebrou seu pescoço.
Na partida Fluminense X Inter, pelo campeonato brasileiro da série A,
domingo 02/10, a tropa da Brigada que fazia a “segurança” do jogo, atacou
indiscriminadamente, com todo o seu arsenal disponível, bombas de gás, de
“efeito moral”, balas de borracha e cassetetes aos torcedores de todo o
estádio. O tumulto começou em um portão de acesso do estádio e logo a
Brigada iniciou a repressão a todo mundo, crianças, idosos, pais. Todos
atingidos por cacetadas e estilhaços de bombas. Os torcedores do Inter
lotaram os hospitais de Porto Alegre.
Estes são dois acontecimentos de maior proporção, podemos exemplificar
mais um: A manifestação contra o aumento das passagens na cidade de
Guaíba, quando o povo não pode nem ao menos sair do lugar, detidos por um
contingente desproporcional de brigadianos. No dia seguinte à
manifestação, a Brigada sitiou o bairro Colina, as pessoas não podiam nem
ao menos ficar em grupos nas esquinas, panfletagens eram reprimidas, a
polícia disparou contra um garoto que fugiu por assustar-se com a ação
policialesca.
É assim que o Estado trata as questões sociais, como caso de polícia, e os
policiais são treinados a odiar o povo dentro das academias. Pois caso os
veja como iguais, não poderá praticar o seu “trabalho”, que
fundamentalmente é a repressão, é fazer o povo estar no seu lugar. Além de
serem acobertados pelos órgãos públicos para praticarem suas atrocidades.
Os anarquistas nunca se iludiram sobre o papel da polícia, a arma dos
ricos. Mas a justiça popular os aguarda.

Não ta morto quem peleia.

FAG

Email: fag.poa  terra.com.br
URL: http://fag.rg3.net



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