(de) Pró-Organização Específica Anarquista - Amazonas: LUTAR! CRIAR! PODER NEGRO E POPULAR!

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Do Nov 23 07:49:09 CET 2017


O dia 20 de Novembro faz referência à morte de Zumbi, o então líder do histórico Quilombo 
dos Palmares. A data de sua morte, reivindicada no início da década de 1970, motivou 
membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso 
realizado em 1978, no contexto da Ditadura militar brasileira, a elegerem a figura de 
Zumbi como um símbolo da luta e resistência da população negra e escravizada no Brasil, 
bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam. Porém, nesta data não 
devemos apenas lembrar de Zumbi, mas de tod at s @s negr at s que sofreram e sofrem com a 
ignorância do racismo cotidianamente. ---- A SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA CONTRA JOVENS NEGROS E 
POBRES ---- A violência institucional contra determinados grupos da população brasileira 
não é uma situação nova. Contudo, ao invés de se questionar a existência e os propósitos 
de toda esta violência, prefere-se afirmar, por exemplo, que o sistema penal brasileiro 
não funciona, e que as prisões não ressocializam. Ao nosso ver, o problema é justamente o 
contrário, pois acreditamos que existe uma eficácia deste sistema que é manter parcelas da 
população encarcerada, principalmente a juventude negra, como estratégia de contenção dos 
problemas sociais.

A criminalização preferencial dos negros é uma das características do direito penal 
brasileiro e da sociedade. Esta tem sido uma realidade histórica do negro, identificado 
como personalidade criminoso potencial. Como escravos no Brasil imperial ou 
marginalizados, no Brasil contemporâneo, seguem sendo as principais vítimas da 
seletividade penal.

Controlar os corpos negros, mantê-los no seu lugar a qualquer preço, mesmo que custe a 
morte. Racismo, intolerâncias e extermínio têm configurado a violência cotidiana na ação 
da polícia nas periferias. A análise pode ser observada de três aspectos: primeiro, o 
modelo de segurança pública tem se voltado mais para a defesa do bem estar das classes 
dominantes e de seus patrimônios, sendo que o combate ao racismo não constitui eixo 
privilegiado na elaboração dos programas de governo; segundo, a ação repressiva da polícia 
em relação à população periférica não é considerada violenta, pois os bairros de 
concentração de negros e pobres são territórios que devem ser vigiados e controlados; e, 
terceiro, as prisões e execuções naturalizadas e aceitas como necessárias à manutenção da 
ordem pública e à defesa da sociedade, combatendo os "bandidos", "vagabundos", "perigosos" 
e "delinquentes".

Pensar a descolonização do racismo é pensar o fim da dominação da vida. Para descolonizar 
o racismo é necessário um movimento que descolonize o pensamento colonizado, sua prática, 
sua pedagogia de reprodução, seus métodos de opressão. É uma orientação para um novo 
caminho, de afirmação da diferença, que trará uma nova forma de pensar. Descolonização do 
racismo é a luta de emancipação plena.

CONTRA O EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA!
ZUMBI E DANDARA SOMOS NÓS!
ANARQUISTAS CONTRA O RACISMO!


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