(pt) [Espanha] Nasce em Madrid a Federação de Ateneus e Grupos Libertários de Bairro By A.N.A.

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Quinta-Feira, 28 de Março de 2019 - 07:47:10 CET


No dia 15 de dezembro de 2018 se constituiu no ESLA-EKO de Carabanchel, Madrid, a 
Federação de Ateneus e Grupos Libertários de Bairro de Madrid. Seus fins programáticos 
são: 1) Acumular o conhecimento gerado pela ação diária dos coletivos federados; 2) 
Estender pelos bairros e pequenas cidades de nosso âmbito territorial as práticas 
antiautoritárias e autogestionárias na hora de focar nas lutas; 3) Praticar o apoio mútuo 
entre grupos, reforçando com isso os diferentes projetos e sua extensão; 4) Realização de 
campanhas conjuntas e 5) Dar respostas coletivas aos problemas concretos que se apresentam 
na vida cotidiana. ---- Qualquer grupo que inspire sua ação militante desde postulados 
assembleários, horizontais, antiautoritários e autogestionários, independentemente da 
atividade que desenvolve, poderá fazer parte da "Federação".

  Queremos a auto-organização e o confronto. Desejamos a organização através da 
confluência de estruturas coletivas, participativas e libertárias, onde o conflito possa 
ser debatido, suavizado e que seja possível o consenso.

  Buscamos o confronto com o "sistema", com suas duas faces da mesma moeda: capitalismo 
explorador e Estado opressor, para construir um discurso revolucionário, esclarecer 
posições e fazer do trabalho pedagógico uma dinâmica comum; também para apoiar-nos 
emocional e materialmente.

  Nos negamos a ser elites, vanguardas, comitês permanentes, queremos uma organização que 
se construa desde baixo, que conflua na ação cidadã, desde os ateneus libertários, dos 
grupos de bairro, das escolas livres, dos coletivos feministas, dos fóruns permanentes de 
debate, dos comitês de greve, etc. Para poder ser o fermento que amplia o que ditos 
organismos de base já estão pondo em prática. Em suma, buscamos dar uma visibilidade o 
mais ampla possível a todas as frentes que estão abertas nos bairros e nas cidades em que 
o sindicalismo revolucionário não chega.

  Deste modo, compartilhando recursos, experiências, dialogando, criamos organização e com 
isso fazemos convergir as energias individuais dispersas em núcleos coletivos com uma 
capacidade de influência que contribua para dar passos para a tão ansiada revolução.

  A realidade social que nos cabe viver impede o desenvolvimento de alternativas 
vivenciais de todo tipo. O Capital, com sua ubiquidade, nos delimita e nos esmaga. Estamos 
ante o maior acúmulo de poder jamais conhecido pela humanidade, bem organizado, capaz de 
manipular a cidadania até o ponto de convertê-la em uma massa amorfa de indivíduos mansos. 
Para combater este "poder" nos organizamos: unidas somos mais fortes.

  Quando tivermos os recursos e a força suficientes, será preciso dar-lhes utilidade para 
impulsionar transformações sociais que impliquem na maior quantidade de pessoas possível. 
Para isso necessitamos nos dotar de organismos que desde o local, as proximidades, o 
imediato, saibam integrar-se e coordenar-se com objetivos globais, iluminando o caminho 
para uma cultura que recupere a solidariedade e o bem comum como pilares dessa nova 
sociedade que está por nascer; desejamos substituir o individualismo neoliberal 
reacionário por um coletivismo solidário que humanize nossas relações.

  Temos uma tarefa árdua pela frente. Ninguém poderá dizer que não é motivante.

  >> Clique aqui para baixar "Acracia nº 0":

  https://drive.google.com/file/d/1RY3MqY6AKOzrTu2oafmC190HtcPfM1u5/view?usp=drive_open 
ateneoslibertariosmadrid  riseup.net

  Fonte: http://ramgetafe.blogspot.com/2019/03/el-dia-15-de-diciembre-de-2018-se.html

Tradução > Sol de Abril


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