(pt) [Espanha] 8M: Vivas, livres, insubmissas By A.N.A. (en)

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Quarta-Feira, 6 de Março de 2019 - 08:18:29 CET


CNT Catalunha aderimos às mobilizações e ações organizadas por causa do 8 de março (8M) 
dia internacional da mulher trabalhadora em solidariedade com todas as mulheres que sofrem 
qualquer tipo de violência e/ou exploração. ----  No entanto, fazendo uma análise de 
mudanças reais, que possamos dar como autênticas conquistas, fruto das diferentes 
mobilizações de 8 de março do ano passado, não pudemos encontrá-las, já que não 
aconteceram. Sim, serviu para visibilizar um movimento feminista crescente, serviu como 
amplificador de algumas das muitas e diferentes necessidades que as mulheres vínhamos 
exigindo desde muito tempo e evidentemente não unicamente no laboral, pois vai mais além e 
abarca todas as esferas do sistema dominante. Mas continuam ignorando nossas constantes 
petições de deixar de ter que fazer precisamente isso, mendigar nossa liberdade e direito 
a que nos tratem com respeito em todos os âmbitos da vida assim como o desejamos para os 
outros seres vivos.

É urgente relegar interesses econômicos em forma de subvenções, já que é outra forma de 
especular com nossas vidas, porque nos assassinam, nos violam e nos culpam, e tudo ao 
mesmo tempo. Porque como classe trabalhadora nos dividem ao sermos as que padecemos maior 
precariedade laboral. Junto com os setores feminizados em sua maioria de cuidados e 
serviços de casa, encabeçamos os primeiros postos de exploração laboral e particularmente 
com mais intensidade, as mulheres migrantes, somos a brecha salarial em cada pagamento 
mensal, aos que nos consideram ferramentas produtivas de menor custo global mas que somos 
despedidas por estar grávidas. Seguimos pensando que a indiferença a todas as violências a 
que somos submetidas é por sua vez outra forma de violência.

Desde faz muito tempo, algumas temos reivindicando que a organização coletiva é a única 
forma eficaz frente a manipulação e utilização política de qualquer estado e instituição e 
que criar espaços alternativos onde poder realizar ações mais além do simbolismo de um 
único dia de greve são básicos como ferramenta e forma de luta. Necessitamos poder 
escolher nosso caminho e recuperar a herança que gerações de mulheres passadas 
construíram. Necessitamos tornar visível que nossa raiva pelas companheiras que já não 
estão não acabará em 9 de março ao amanhecer. É necessário romper a paz social e a ordem 
estabelecida porque só beneficia aos de sempre. Em nossa busca da liberdade nos urge criar 
vínculos fraternais em nossos círculos mais próximos para poder chegar um dia mais longe e 
assim, juntas, romper as cadeias com as quais nos querem submissas.

  VIVAS, LIVRES, INSUBMISSAS

  >> Palestra-debate

  Dia 7 de março às 18h30

c/ Joaquin Costa, 34 - Barcelona

  * Companheiras da CNT Apresentação e debate

  * Julieta Lara (IXQUIC) Ativista e criadora multidisciplinar Simbiosis Kolective

  * Ochún falará do Sindicato Sindillar, Criado por mulheres que trabalham no lar

  * Gabi (Tierra Catracha) Processo migratório da caravana migrantes Honduras

  * Mª José Historiadora e vítima da violência de gênero

  Tradução > Sol de Abril

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