(pt) [Espanha] Greve 8M: Coletiva de imprensa conjunta do Bloco Combativo e de Classe By A.N.A.

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Domingo, 11 de Março de 2018 - 10:25:42 CET


Na manhã de sexta-feira, 2 de março, no emblemático Teatro do Bairro de Lavapiés (Madrid), 
o sindicalismo combativo, formado por CNT, CGT, SO, AST, CoBaS, CSC, SAS , SUSH e Baladre, 
apresentou seu comunicado conjunto para a Greve Geral Feminista do próximo 8M: ---- 
Trabalhadorxs, estudantes, pensionistas e desempregadas... ---- O 8M, nos vemos na greve e 
nas ruas. ---- Em 8 de março comemoramos em todo o mundo o Dia Internacional da mulher 
trabalhadora. Sobram razões para sair à luta, porque sob o pretexto da crise econômica, o 
capitalismo e seus governos, seguem aprofundando a desigualdade laboral e salarial. A 
precariedade e a miséria tem nome de mulher. E a isso se acrescenta a infame violência 
machista que segue presente em todo o mundo. ---- Por essas razões a luta das mulheres 
cresce em todos os lugares. Em 8 de março do ano passado fizemos uma paralisação e se 
sentiu já essa resposta. Este ano o desafio é superar com acréscimos essa jornada com uma 
greve geral de 24 horas. Trata-se de que em toda a classe obreira, em atividade, 
desempregadas/os, aposentadas/os, nativa ou estrangeira; estudantes..., paremos nos 
centros de trabalho e estudo e enchemos as ruas.

Sobram razões para esta greve, porque a brecha salarial é já de 23%, porque as pensões das 
mulheres são 38% mais baixas; porque as ajudas a pessoas dependentes, estão quase 
paralisadas e 90% das cuidadoras acabam sendo mulheres; porque não há escolas para as 
filhas/os pequenas/os, só 21% dos/as menores de três anos, está escolarizado/a e isso 
recai sobre as mulheres. O trabalho de cuidados e o reprodutivo não se paga ou se 
precariza. A pobreza tem rosto de mulher. E seguimos sem ter garantido o aborto legal na 
saúde pública.

Sobram razões porque os chamados planos de igualdade seguem sendo uma formalidade; porque 
o desemprego das mulheres é três pontos maior; porque as mulheres suportamos 70% dos 
contratos a tempo parcial e com isso salários de miséria.

E sobram razões porque a cada 8 horas uma mulher é violada neste país e, já seja no local 
de trabalho, na casa, ou nas ruas, o machismo e sua violência atormentam a vida cotidiana 
das mulheres.

Não vale portanto a "postura", os minutos de silêncio e os Pactos de Estado. O Governo 
central e o resto de governos com suas reformas laborais, com suas privatizações das 
pensões e os serviços públicos, com o corte do gasto social, são os responsáveis desta 
situação e de seu agravamento.

Por isso desde as organizações do Bloco Combativo e de Classe convocamos greve de 24 horas 
e chamamos xs trabalhadorxs a organizar-nos e acompanhar-nos nos piquetes, sabendo que tem 
cobertura legal para as 24 horas.

Na tarde do dia 8 estaremos na manifestação e os chamamos a vir no cortejo do Bloco 
Combativo e de Classe.

- Pela revogação das reformas laborais e defesa das pensões.

- Pela obrigatoriedade de igualdade salarial.

- Pelo aumento do gasto público, não ao pagamento da dívida.

- Contra a violência machista Nem uma menos!

- Aborto público, livre e gratuito a cargo da Seguridade Social!

- Greve laboral, de cuidados, estudantil e de consumo!

Fonte: http://cnt.es/noticias/greve-8m-rueda-de-prensa-conjunta-do-bloque-combativo-e-de-clase


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