(pt) federacao anarquista gaucha FAG/CAB: Nem farda, nem toga. Resistir à agenda regressiva e à barganha institucionalizada. Contribuição do companheiro Cris Castro.

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Terça-Feira, 30 de Janeiro de 2018 - 08:10:34 CET


No atual painel sócio-político latinoamericano,  a correlação de forças entre "estamento 
togado" (poder judiciário), parque comunicacional em sua expressão hegemônica e agências 
de inteligência, tornou-se o equivalente funcional aos antigos golpes militares que 
assolaram o continente a partir da segunda metade do século passado.  Assim foi quando  o 
juiz  Martín Irurzun deu asas à imaginação em uma interpretação dissonante da lei para 
prender opositores do governo Macri.  O que não se aplica quando a base aliada está 
sentada no banco dos réus. A grande equação do "neogolpismo", consiste na forja de 
acusações levadas a cabo pelos serviços de inteligência, mediatizadas em ampla escala 
pelos monopólios de imprensa, seguida da condenação sem evidências pelo Poder Judiciário, 
pautado pelo "efeito de realidade" produzido nas etapas anteriores.  A exemplo de Honduras 
e Argentina, o julgamento de Luis Inácio representa mais um capítulo de um projeto de país 
que troca a farda pela toga.

Cientes que objetivo finalista por detrás da teatralidade e holofotização deste "circo 
romano 2.0" montado é a batalha político-judicial que definirá o mapa eleitoral deste ano, 
salientamos que em nenhum momento faremos coro com o lawfare (aplicação jurídica da lei 
para efeito de guerra), que atinge seu clímax espetacular em prol da manufatura de 
consensos sobre a consolidação do INIMIGO junto ao imaginário público no TRF-4; e tampouco 
com o entorpecido "apoio crítico" ao lulismo enquanto conjunto de proposições para o 
estado. No mínimo, trata-se de uma crise de compreensão sobre onde estão os campos de 
lutas que devem ser imediatamente priorizados, como é o caso da luta contra o RRF (regime 
de recuperação fiscal) com sua a onda de privatizações e a reforma da previdência.

Contudo, avaliamos tais desdobramentos no solo arenoso da macropolítica como um alto custo 
cobrado pelo reboquismo do ex-governo de coalizão - que saia de cena o golpe à brasileira 
- cujo a TRAIÇÃO DE CLASSE culminou no assassinato da CLT no senado, PEC 55/241 também 
conhecida como PEC do Fim do Mundo em uma avalanche de retiradas de direitos jamais 
verificada na história recente do país, e diga-se de passagem, gestada ainda no turno da 
agenda "neodesenvolvimentista".

Frente ao projeto que está sendo posto em prática, onde as cartas são lançadas pelo 
conluio "Magistrados + Mídia + Capital", seguimos marcando posição por esquerda diante os 
jogos de revezamento da cúpula da estrutura política, através de franco debate, na defesa 
intransigente de um programa acima da mera agenda eleitoral, pautado na inserção social, 
no distributivismo de poder e renda, na democracia direta e autogestão em diferentes níveis.

Atuando no mar revolto de cenários indeterminados, seguimos professando nosso voto na 
construção do poder popular.
Arriba l  s que luchan!

https://federacaoanarquistagaucha.wordpress.com/2018/01/25/nem-farda-nem-toda-resistir-a-agenda-regressiva-e-a-barganha-institucionalizada/


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