(pt) [Portugal] UPDATE - Está chegando a Feira Anarquista do Livro de Lisboa By A.N.A.

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Sexta-Feira, 29 de Setembro de 2017 - 08:10:09 CEST


Evento ocorrerá de 1º a 8 de outubro, em vários espaços de Lisboa. ---- Apresentação ---- 
Depois de dez anos a instigar a subversão, a conspiração e a difusão das ideias acratas, a 
FAL é hoje mais indispensável do que nunca e traz a debate temas diversos: Colapso 
capitalista, Violência policial e Racismo, Transfeminismo, Okupação, Saúde 
anti-autoritária, Anti-especismo, Repressão de Estado, Memória histórica anarco-feminista, 
Guerrilha anti-franquista, Hortas urbanas, Artes e Resistência. ---- Este ano a feira 
decorrerá em vários espaços com apresentações de livros, conversas, workshops, 
documentários, música, exposições, mostra de editoras e distribuidoras. Tal como nas 
edições anteriores, a FAL convida-nos a conhecer a(s) história(s) de um passado de revolta 
e a pensar formas de luta para um presente que se organiza a partir da hierarquia, do 
autoritarismo, da competição, da chantagem e do medo. Contra tudo isto urge fazer alianças 
para um futuro rebelde, combativo e solidário.

Há um elemento comum nas lutas que na última década agitaram a "paz social" podre em 
diferentes geografias. A luta contra a precariedade na Grécia, na Itália, na Espanha e em 
Portugal, as ZAD's e a resistência ao estado de emergência na França, a revolta dxs 
estudantes e do movimento indígena no Brasil, México e Chile, as Primaveras Árabes e todos 
os outros focos de insurreição revelam e convergem na vontade de auto-organização, de 
autonomia e de liberdade. Unem-se num grito conjunto: somos ingovernáveis!

Sabemos as consequências de permanecer sempre ao lado daquelxs que se recusam a obedecer; 
sentimos como anarquistas a repressão violenta do Estado, mas não nos vergamos perante 
aquelxs que engendram e perpetuam os sistemas globais de dominação: o Estado, as 
corporações, os bancos, os exércitos, as mídias corporativas, os burocratas, os 
tecnocratas, os democratas, etc. Partimos das experiências de um passado de rebelião, 
aprendemos com todxs que sempre tiveram a coragem de cuspir naquelas pessoas que desde as 
suas torres de marfim assinam decretos, sentenças e contratos para precarizar vidas, 
expropriar recursos naturais, fortalecer políticas imperialistas, controlar corpos e 
desejos, reprimir a dissidência, gentrificar os nossos bairros, aprisionar a liberdade, 
minar os movimentos sociais, etc. Organizamo-nos hoje num contexto em que o capitalismo se 
reforça e concentra poder através de um feudalismo neoliberal que nos rouba a autonomia em 
todos os âmbitos, a extrema-direita se renova e alastra, o cisheteropatriarcado continua a 
ramificar a violência, o racismo prevalece institucionalizado, os discursos xenófobos 
adquirem legitimidade pública, a "guerra contra o terrorismo" justifica a suspensão das 
poucas liberdades que a democracia ainda permite, e um cotidiano que se torna cada vez 
mais refém de tecnologias.

E depois lembramo-nos que em todo o lado existem resistências que não capitulam: a 
experiência autônoma de Rojava e a luta do povo curdo; os movimentos indígenas da Amazônia 
e do Dakota; a eterna luta pela sobrevivência que xs palestinxs travam contra a ocupação 
israelita; as greves selvagens por todo o lado e principalmente nos países onde o 
capitalismo trata cada ser humano como despojos da economia (Bangladesh, China, etc.); as 
lutas de apoio axs refugiadxs e migrantes contra as políticas racistas e assassinas de 
todos os Estados e das suas fronteiras; as lutas contra a especulação e pelo direito à 
habitação; as lutas contra o neocolonialismo; as lutas queer e transfeministas contra a 
assimilação neoliberal e estatal; o ativismo pela libertação animal; as lutas contra o 
ecocídio capitalista, etc. A resistência cotidiana urge!

Tenaz e desobediente, a Feira Anarquista do Livro propõe um espaço de difusão de ideias, 
teorias e projetos, de co-aprendizagens críticas, de aquisição de ferramentas políticas 
para a transformação social e de fortalecimento de redes de afinidade. Surge da raiva, da 
contestação, do sentido de comunidade. É em si mesma um exercício de autonomia, de 
auto-gestão, de apoio mútuo, de ação direta, de práxis anarquistas, enfim, de liberdade.

Oprimidxs? Assim nos querem. Dominadxs? Jamais. Rebeldes? Sempre!

> Veja a extensa programação aqui: https://feiraanarquistadolivro.net/programa.php

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