(pt) [Chile] Solidariedade é ação por grupos anarquistas em Porto Alegre (RS) By A.N.A.

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Terça-Feira, 31 de Outubro de 2017 - 08:42:27 CET


Como foi relatado em alguns meios de comunicação e blogs afins, a polícia civil do Rio 
Grande do Sul no Brasil, invadiu no alvorecer de 25 de outubro espaços e casas de 
anarquistas no contexto de uma investigação sobre ataques contra bancos, delegacias de 
polícia, empresas automotivas e sedes de partidos políticos realizados por grupos 
anarquistas nos últimos quatro anos em Porto Alegre (RS). ---- Tudo isso acontece na 
véspera da oitava versão da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre (RS), cuja data de 
início foi programada para 27 de outubro e teve de ser suspensa até nova ordem em vista 
dos acontecimentos. ---- Operação Érebo, como foi chamada pela polícia este novo golpe 
repressivo contra os companheirxs anárquicxs. Na mitologia grega, Érebo era um deus 
primordial das trevas e da escuridão.

Várias pessoas foram detidas no âmbito de um inquérito que, segundo a repressão, começou 
há um ano com a tentativa de atacar um veículo fora de um quartel da polícia, uma 
investigação que contemplaria mais de trinta suspeitxs entre os quais, de acordo com 
observações do Diretor da Polícia Metropolitana (Fabio Motta), pessoas do Brasil, Chile, 
Bolívia e França estariam implicadas, que, segundo disse à imprensa o Chefe da Polícia 
Civil (Emerson Wendt), formaria uma organização que estaria posicionada "contra todas as 
formas de poder, controle e moralidade existentes na sociedade".

Os despojos de guerra roubados pelos bastardos já é conhecido por outros operativos 
repressivos na região, como o caso da Operação Salamandra ("Caso Bombas", Chile, 2010) ou 
a repressão contra ambientes anarquistas na Bolívia em maio de 2012: livros, máscaras, 
folhetos, cartazes, computadores e, particularmente neste caso, um grande número de 
eco-garrafas pet apresentados pela polícia como bombas molotov.

As acusações levantadas pela repressão incluem: tentativa de homicídio, organização 
criminosa, formação de quadrilha e danos ao patrimônio público com material explosivo.

Por seu lado, a imprensa local desenvolve seu papel de colaboradores miseráveis para 
validar e justificar a operação repressiva. Em um dos noticiários, um repórter exibe em 
suas mãos (sem luvas) uma das provas que ele considerou mais evidente para explicar a 
periculosidade do suposto grupo criminoso: uma cópia do livro "Cronologia do confronto 
anarquista", que recolhe ações diretas realizadas no território dominado pelo Estado do 
Brasil.

Além das provas e das acusações, vemos novamente como as estratégias repressivas dos 
Estados são internacionalizadas e golpeiam companheirxs antiautoritárixs e pessoas 
próximas, tentando retardar o progresso da luta anárquica em todas as suas formas e 
expressões.

Ante isso, a nossa resposta não pode ser outra mais do que a solidariedade internacional e 
o fortalecimento das redes de ação e coordenação para promover a ofensiva anárquica na 
guerra contra os Estados e todas as formas de poder.

Do Chile ao Brasil, solidariedade, agitação e ação direta contra todas as autoridades!

Sem Bandeiras Nem Fronteiras, núcleo de agitação antiautoritária.

Chile, 26 de outubro de 2017.

Tradução > Liberto


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