(pt) federacao anarquista gaucha: QUARTA INVESTIDA REPRESSIVA SOBRE A FAG EM MENOS DE 10 ANOS

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Segunda-Feira, 30 de Outubro de 2017 - 07:32:05 CET


A Organização está solidária com os espaços e grupos que também foram atingidos pela ação 
repressiva - Parrhesia e Ocupa Pandorga - e toma uma postura resoluta pelo direito de 
associação e livre pensamento. ---- 29 de outubro de 2009 a sede da organização política 
foi invadida por agentes da civil e teve equipamentos, arquivos e suportes de propaganda 
apreendidos pela polícia. Era reação oficial a campanha de agitação desatada pela FAG que 
reclamava justiça pelo caso do Sem Terra Elton Brum da Silva, assassinado pela Brigada 
Militar a mando da governadora Yeda Crusius. Sede invadida, material apreendido e 6 
militantes processados, o que mais tarde caducou por fragilidade do processo. ---- 20 de 
junho de 2013, na luz do dia em que se anunciava uma mega-marcha da épica jornada do Bloco 
de Lutas o Ateneu Libertário Batalha da Várzea é arrombado e invadido sem indicação de 
mandado judicial por uma força repressiva a soldo do governador Tarso Genro. Em coletiva 
de imprensa da secretaria de segurança, após o sucedido, o chefe da polícia civil se 
consagrou pela pérola de que a ação encontrou provas contundentes em "vasta literatura 
anarquista". Tarso Genro disparando sandices e disparates contra a revolta popular que não 
podia controlar usou o selo de "anarco-fascista" pros desafetos e autorizou sua polícia a 
fazer a imprudência de sequestrar livros da biblioteca do Ateneu, entre eles de um 
destacado e notório anarquista e antifascista italiano. O Estado do RS logo calou sobre 
essa infâmia e devolveu na calada parte dos livros depois da vergonha pública de uma piada 
sem graça que ganhou o país.

1° de outubro de 2013 o Ateneu é novamente visitado com violência pela polícia durante uma 
operação de caça as bruxas sobre militantes e organizações que formavam o Bloco de Lutas. 
O mandado faz buscas em locais coletivos e domicílios. O plano buscava elementos pra 
provar a teoria do domínio do fato sobre o setor mais ativo das jornadas de junho. A ideia 
tão simples como estúpida que estava embutida na peça era de que tudo que se produzia ao 
interior da revolta de massas que foi desatada pelas ruas da capital, em onda com o país, 
passava pelo comando dos compas e locais investigados. Resulta dessa operação 6 militantes 
do Bloco, de diferentes filiações ideológicas, processados pela figura penal de quadrilha 
e "formação de milícias privadas", com tramite até os dias atuais.

25 de outubro de 2017 vem novo factoide associado com nossa Organização e que atinge 
também outros espaços e concepções libertárias. A polícia civil diz ter cerca de 10 locais 
e 30 pessoas investigadas e criminalizadas pelo seu factóide. Nossa solidariedade com a 
Ocupa Pandorga da Azenha e o Parrhesia na Cidade Baixa, que foram invadidos e tiveram 
publicações e equipamentos de trabalho sequestrados pela operação policial durante o dia. 
São locais públicos e conhecidos por seus projetos sociais junto a vizinhança ou a 
comunidade de interesses que reúnem.

O discurso criminal e individualizador sobre os radicais é um artifício antigo pra 
assustar e desmobilizar, plantar confusão e desconfiança, neutralizar a atração de um 
sindicalismo de ação direta ou os marcadores combativos que pode subir o tom do movimento 
popular. Querem cabrestear a rebeldia levando pro juízo fácil do noticiário uma fantasia 
de quadrilha de propósitos confusos. Justo no meio de lutas sociais duras contra o ajuste, 
no estado com a greve da educação, e no município pela mão dos servidores de Porto Alegre. 
Greves com participação forte e indignada das categorias e com determinação de criar 
resistência a todo pano ao projeto de arrocho e desmonte dos serviços públicos, onde a FAG 
toma parte modestamente com seu grupo de militantes, como trabalhadores que somos, como 
tendência libertária que marca sua mirada própria sobre as coisas, entre os muitos outros 
colegas que formam o campo de luta que ganha expressão unida no sindicato.

O anarquismo que tem voz em nosso projeto é uma luta estratégica contra o poder que se 
apoia em estruturas de desigualdade social, de violência colonial, de genero e raça, de 
dominação de classe. Anarquismo que abraça um programa de socialismo na economia e no 
poder político, com autogestão da produção pelos trabalhadores e democracia direta e 
federalismo no regime da vida pública. A nossa é uma organização política pra atuar pela 
tática nas lutas sociais e políticas e cavar mundo novo pela ação das organizações de base 
do movimento social. Lutar e criar PODER POPULAR com ação direta de classe e independência 
dos governos e patrões.

A memória de Elton Brum grita e acusa o policial assassino que a mesma justiça que 
criminaliza os anarquistas tenta soltar.

Basta de impunidade da quadrilha dirigente do Estado brasileiro, o empresariado da propina 
e da sonegação e os parasitas do sistema financeiro.

FORA TEMER E TODOS OS DEMOLIDORES DE DIREITOS.

TODO APOIO A GREVE DA EDUCAÇÃO DO RS E DOS MUNICIPÁRIOS DE POA.

CHEGA DE FARSA JUDICIAL-REPRESIVA SOBRE OS LUTADORES/AS.

NÃO SE AJUSTA QUEM PELEIA!

https://federacaoanarquistagaucha.wordpress.com/2017/10/26/quarta-investida-repressiva-sobre-a-fag-em-menos-de-10-anos/


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