(pt) [Espanha] Cenetistas na caravana Abrindo Fronteiras By A.N.A. (en)

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Sexta-Feira, 13 de Outubro de 2017 - 08:06:16 CEST


* Membros da CNT participaram na caravana Abrindo Fronteiras que se dirigiu a Melilla para 
denunciar a situação dos sem papeis. ---- * Dois companheiros e uma companheira nos 
transmitem sua experiência. ---- A caravana Abrindo Fronteiras, que em julho passado se 
pôs em marcha para visibilizar a liberdade de movimento das pessoas, contou com a presença 
de alguns de nossos filiados e filiadas. Também teve sindicatos locais que apoiaram a 
iniciativa ou deram cobertura informativa a esta campanha. A caravana que englobou 
centenas de ativistas de diversos coletivos, em sua maioria provenientes de Euskal Herria, 
contou, ademais, com a assistência de ativistas de Castila e León, Catalunha, da 
Comunidade Valenciana e de Madrid. Juntos foram ao sul para se unir com mais participantes 
de Andaluzia e em um vistoso elenco passaram pelos destinos quentes onde transitam os 
imigrantes que cruzam o estreito.

Desde o polígono de tiro das Bardenas em Navarra, passando por Madrid, Sevilha, Algeciras, 
Málaga, etc., aconteciam ações e atividades reivindicativas em pró de considerar o aspecto 
humano esquecido daqueles e daquelas que padecem nas fronteiras. A caravana ia denunciando 
em sua passagem as deportações que vão acontecendo a passo rápido, a restrição de 
liberdades e os mau tratos que se dão nos centros de internamento. A campanha advertia das 
condições desumanas de vida dos internos e internas no CIE[centro de internamento]de 
Algeciras onde se registram por diversos organismos institucionais e sociais incontáveis 
denúncias. Além disso mostraram as péssimas condições das mulheres mensageiras no comércio 
atípico que se dá na fronteira entre Espanha e Marrocos, onde esta atividade econômica faz 
parte da vida cotidiana e onde as condições laborais são de extrema exploração. Para 
ultimar a viagem se conheceram nas estufas de Almeria, onde não poderia ser de outra 
forma, ante à situação em que vivem as trabalhadoras e trabalhadores migrantes.

A CNT como organização sindical não pode deixar de ser sensível ante as atrocidades que 
sofre a classe trabalhadora. Ainda fica muito por fazer para melhorar as condições 
laborais e de vida dignas para estas pessoas deserdadas que tratam de salvar sua vida 
pondo-se em perigo e se ofertando às tratas[comércio ilegal de pessoas]legais ou ilegais 
que lhes convertem em escravos do primeiro mundo.

Agradecemos aos compas que tiveram o detalhe de nos transmitir sua experiência, sobretudo 
por terem sido capazes de fazê-lo com tão poucos caracteres.

Rafa, da Federação Comarcal Sul-Villaverde: "Da caravana trazemos uma visão mais completa 
de como vivem as pessoas migrantes em sua viagem à Europa. Às vezes nos centramos no fato 
em concreto da cerca, os saltos, mas há toda uma rede de problemas e danos que sofrem e 
que às vezes são mais visíveis, como a dos menores ou das carregadoras. A caravana é uma 
ação e uma experiência que nos beneficia a todas em cada trabalho local que fazemos depois."

Bea, do Sindicato de Artes Gráficas, Comunicação e Espetáculos de Madrid: "As ações de 
denúncia, observação e convivência da caravana tem sido efetivas para entender a realidade 
da fronteira sul, uma realidade cruel e complexa construída sobre um contexto de violência 
institucional, racista e machista onde a exploração é a norma. Outra consequência mais de 
um sistema especialista em gerar pobreza e exclusão e reprimir a suas próprias vítimas."

Carlos, do Sindicato de Ofícios Vários da CNT-Málaga: "...Serviu também para criar redes 
entre nós e para que muitas companheiras se aproximem à realidade da fronteira, ao mesmo 
tempo que realizaram ações concretas muito positivas relativas aos direitos das 
carregadoras ou dos menores não acompanhados. A logística em geral da caravana foi muito 
efetiva. Como aspectos a melhorar destacaria a escassa ou quase nula confluência com os 
movimentos sociais do outro lado da fronteira. Não se pode lutar contra a fronteira com 
efetividade se não lutamos junto com os movimentos sociais do Rif, de todo o Magrebe, do 
Saara, e diria ainda, de toda África..."

Secretaria de Comunicação e Imprensa da CNT

Fonte: http://cnt.es/noticias/cenetistas-en-la-caravana-abriendo-fronteras

Tradução > KaliMar


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