(pt) farj: Nota de solidariedade à Federação Anarquista Gaúcha, ao Instituto Parrhesia e a Ocupação Pandorga

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Sexta-Feira, 10 de Novembro de 2017 - 08:30:06 CET


Viemos a público manifestar nossa solidariedade à Ocupação Pandorga, com o Instituto 
Parrhesia Erga Omnes e a Federação Anarquista Gaúcha, grupos que atuam no Rio Grande do 
Sul e foram alvo da operação policial "Érebo" semana passada. ---- Essa operação foi 
construída em conjunto com a Rede Globo, que ao que tudo indica coletava informações, com 
o nítido intuito de criminalizá-los e com evidentes informações privilegiadas junto à 
investigação policial. Neste último domingo, a Globo apresentou a cobertura da operação 
juntamente com uma matéria que visou relacionar o anarquismo ao terrorismo. ---- Como 
"provas" contra os grupos, a Polícia Civil apresentou livros, cartazes, faixas, máscaras e 
garrafas PET de plástico com lixo compactado, prática comum de reciclagem. Segundo ela, 
estas seriam usadas para fabricação de coquetel-molotov. É inaceitável que lutadores 
sociais continuem sendo perseguidos e criminalizados, mas do Estado e da mídia corporativa 
não esperamos nada mais que este tipo de prática.

Lembramos que essa perseguição não é novidade: a história do Brasil é repleta de casos de 
brutal repressão àqueles que lutam por uma vida digna e pela garantia de seus direitos 
sociais.
Nos últimos anos, vimos a própria FAG sofrer com invasões policiais em sua sede em 2014, 
no Rio temos 23 companheiras e companheiros sendo processados, e também em SP, POA, 
Goiânia e diversos locais do país. A classe dominante tenta à partir de um "acerto de 
contas" com o passado de 2013, criminalizar os/as que lutam e criar um discurso que trate 
a rebeldia, um fenômeno social fruto das próprias contradições do sistema capitalista, 
como crime e terrorismo.
Soma-se a tudo isso, as condenações racistas que atormentaram Rafael Braga, que sofre até 
hoje como bode-expiatório das manifestações de 2013 sem nunca ter participado de alguma, 
em duas prisões forjadas, uma em 2013 e outra em 2017, escancarando a face racista e 
classista da justiça burguesa.
Ainda, os recentes assassinatos de militantes de movimentos camponeses nos mostram que as 
forças repressivas não tem limites quando o interesse dos poderosos fala mais alto.
É importante lembrar que passamos por um momento onde diversos direitos estão ameaçados, 
com a aprovação da Reforma Trabalhista e a tentativa de uma Reforma da Previdência, além 
de inúmeras políticas de austeridade e retrocessos políticos de maneira generalizada.
O objetivo dessas ações é, indubitavelmente, intimidar os setores da esquerda que não irão 
aceitar esses ataques e esta repressão, agora está coberta c[om a lei anti-terrorismo 
aprovada pelo último governo petista.
No entanto, não iremos nos intimidar. Continuaremos na luta por uma sociedade sem classes 
e livre das diferentes formas de dominação e opressão. É atuando ombro a ombro com 
sindicatos, movimentos populares, camponeses e estudantis, que construiremos os germes do 
poder popular, resistindo aos ataques aos nossos direitos e aos braços repressivos das 
forças político-policiais.
Anarquismo não é crime!
Anarquismo é luta, nas greves, piquetes e ocupações!

https://anarquismorj.wordpress.com/2017/11/05/nota-de-solidariedade-a-federacao-anarquista-gaucha-ao-instituto-parrhesia-e-a-ocupacao-pandorga/


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