(pt) verba-volant: Falemos sobre o fascismo moderno, parte II (gr, ca)

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Quinta-Feira, 9 de Novembro de 2017 - 07:16:04 CET


Neste post, publicamos a segunda parte de uma série de artigos temáticos sobre a diacronia 
do fascismo no território do Estado grego. O artigo original, intitulado "Falemos sobre o 
fascismo moderno" e subtitulado "atualizar nossa análise e organizar a guerra contra suas 
raízes e não apenas contra os fascistas declarados", foi publicado no site da coletividade 
anarquista de Volos Manifesto. A primeira parte pode ser lida aqui. ---- Recordemos de 
como a peste fascista nasceu e aumentou "A nação não é a causa, mas é o resultado do 
Estado. É o Estado que cria a nação e não é a nação que cria o Estado... A nação é a luta 
artificial pelo poder político, assim como o nacionalismo nunca foi nada além da religião 
política do Estado moderno. Pertencer a uma nação nunca é determinado por causas naturais 
profundas, como pertencer a um povo. Pertencer à nação sempre tem razões políticas e 
baseia-se nas razões do Estado por trás das quais sempre estão os interesses das minorias 
privilegiadas"- Rudolf Rocker, 1937, Nacionalismo e Civilização.
O fascismo apareceu como uma corrente ideológica-política no início do século XX e, 
algumas décadas depois, assumiu a forma de um Poder estatal autoritário. Tendo como 
principais eixos de sua influência política no corpo social o nacionalismo e o racismo, 
ele brindou seus "favores" relativamente rápidos às classes burguesas da época, que o 
adotaram e o apoiaram plenamente. Em um momento de revoltas sociais e revoluções de 
classe, em um período histórico crucial para a reprodução do sistema capitalista, o 
fascismo rapidamente formou as condições sociais políticas e autoritárias apropriadas para 
reprimir os oprimidos, durante o choque de classe então desenvolvido, entre opressores e 
oprimidos, e para montar o matadouro dos estratos sociais inferiores em todo o mundo. A 
"nação" - o Estado e a guerra são irmãos gêmeos. Não pode haver um sem o outro, e eles 
farão todo o possível para coexistir.
Em geral, a evolução desta guerra mundial é conhecida. Muitas dezenas de milhões de 
proletários foram massacrados, tendo fé cega em alguma bandeira "nacional". Milhões de 
sujeitos fiéis à Soberania e impregnados com a propaganda nacionalista e "patriótica" dos 
Estados fascistas ou não, sacrificaram suas vidas, sem qualquer forte resistência social e 
política, constituindo as peças recicláveis no tabuleiro de xadrez do capitalismo 
internacional. É um tabuleiro de xadrez em que as classes burguesas "nacionais" das 
coalizões estatais em conflito, bem como a classe governamental burocrática do capitalismo 
de estado da União Soviética capitalista, disputavam de forma belicista "espaços vitais 
nacionais" (novos mercados, novas fontes de matérias-primas, vias comerciais, 
infraestruturas, etc.). Disputaram a extensão territorial de sua soberania e uma posição 
melhor ou mais privilegiada na divisão do trabalho em todo o mundo no período pós-guerra. 
Além dos milhões de proletários sacrificados nos campos de batalhas pelos interesses dos 
soberanos e, além dos milhões de civis indefesos mortos nos constantes bombardeios de 
cidades e áreas habitadas, com execuções em massa sistematicamente organizadas, com 
torturas e pogroms, nas dezenas de campos de concentração, trabalho forçado e extermínio 
em massa, o fascismo-nazismo, já possuindo uma entidade estatal, revelou na prática suas 
raízes: exploração de classe, racismo, nacionalismo e patriarcado.
Os batalhões de assalto organizados pela socialdemocracia alemã antes da guerra 
(Freicorps) para reprimir as revoltas de classe e as revoltas sociais constituíram o germe 
da criação dos respectivos batalhões de assalto nazistas (SA). Milhões de judeus, pessoas 
de fala eslava, ciganos, comunistas, anarquistas, homossexuais, bem como pessoas de 
identidade cultural, política e religiosa diferentes da dominante, foram colocadas na mira 
com a lavagem cerebral de Goebbels, acusado de "seres inferiores", "animais", 
"terroristas", "traidores da nação", "inimigo interno" e "miasmas", foram presos em campos 
de concentração e trabalhos forçados, constituindo por muitos anos o potencial obreiro que 
trabalhava gratuitamente para a burguesia, até que, no final, a maioria deles foi levada 
para os crematórios, onde foram exterminados massivamente. O sangue de dezenas de milhões 
de pessoas regava a horrenda árvore do fascismo-nacionalismo e aumentou dramaticamente os 
lucros dos soberanos. Ao lado desta imagem horrível dos campos de concentração nazistas, 
há outro que os vencedores desta guerra mundial conseguiram apagar da história: um dos 
campos de concentração montados nos EUA durante a guerra. Seu conceito (inspiração) era 
semelhante ao dos nazistas. Naquela época, os cidadãos americanos de origem japonesa 
morreram neles. Além disso, dezenas de milhares de "americanos-japoneses" sofreram por 
muitos anos (após a guerra) o "patriotismo" e o racismo do Estado "democrático" dos 
Estados Unidos.
No território do Estado grego, a ditadura de Metaxás (regime fascista estabelecido em 4 de 
agosto de 1936), seguindo os passos do fascismo italiano e do nazismo alemão, tendo o 
apoio da corte (que, no entanto, pertencia a esfera de influência britânica), constituiu 
uma receita similar de gestão política por parte do Capital "nacional", cujo objetivo era 
a repressão imediata e absoluta do movimento operário daquela época, de suas organizações 
e dos partidos comunistas, que aspiravam à derrubada revolucionária do capitalismo. 
Naquela época, a Inglaterra "democrática" não teve problemas para colaborar e ajudar um 
regime fascista. Esse fato demonstra mais uma vez no curso da história quão hipócrita e 
falso é o chamado "antifascismo" da democracia burguesa contemporânea e quão vil é sua 
versão moderna: o "espectro institucional".

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.
O texto em grego, castelhano.
03/11/2017, 22:28
Posted in Questões teóricas

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