(pt) Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC/PR): SOLIDARIEDADE AOS ATINGIDOS E ATINGIDAS PELA PERSEGUIÇÃO POLICIAL ANTI-ANARQUISTA NO RIO GRANDE DO SUL

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Domingo, 5 de Novembro de 2017 - 09:28:30 CET


Nós, do Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC/PR) viemos por meio dessa nota expressar 
nossa solidariedade às organizações, companheiros e companheiras vítimas de perseguição 
política na última semana no Rio Grande do Sul. No ultimo dia 25 de outubro, o Anarquismo 
foi mais uma vez alvo de uma operação policial, que promoveu mandados de busca e apreensão 
na cidade de Porto Alegre e Região Metropolitana, como Viamão e Nova Hamburgo. Com base em 
acusações absurdas como tentativa de homicídio, uso de explosivos e formação de quadrilha, 
a chamada Operação Érebo invadiu de modo truculento a sede do Instituto Parrhesia 
(organização que atua na defesa dos Direitos Humanos) e da Ocupação Pandorga (que realiza 
atividades nas áreas de arte, cultura e educação), em busca da sede da Federação 
Anarquista Gaúcha - que já fora invadida nos anos de 2009 e 2013.

O caráter farsesco da operação é visível. Na Ocupação Pandorga, garrafas plásticas 
utilizadas como compactadoras de plástico para reciclagem foram apreendidas e tiveram suas 
imagens divulgadas na grande mídia como se fossem utilizadas para a fabricação de 
explosivos. Também foram apreendidos livros, cartilhas, bandeiras e panfletos, materiais 
que de acordo com o delegado constituem "provas suficientes" para sustentar as acusações. 
Criminalizar o anarquismo é o objetivo da operação policial e seus aliados midiáticos.

No próximo 18 de novembro a Federação Anarquista Gaúcha completará 22 anos de suor, luta e 
organização desde baixo. E sem dúvida é por essa história que o Estado vêm tentando 
colocar a FAG no centro da farsa da "organização criminosa", tendo os mandados de busca e 
apreensão constado em nome da organização. Atacam o anarquismo pois esse espectro político 
luta fora dos limites da farsa eleitoral e das amarras burocrática. A militância 
anarquista, dentro dos movimentos sociais, procura enraizar junto ao povo um projeto 
radical que ameaça a manutenção dos privilégios da elite racista, machista e homofóbica 
que se mantém no poder desde o Brasil colonial até hoje.

Não tenhamos duvida e nem sejamos ingênuos: a criminalização não começa agora, e a mão do 
Estado é sentida mais forte por aqueles e aquelas que se posicionam combativamente ao lado 
dos interesses e da luta da classe oprimida, em um cenário onde a repressão policial é a 
regra para os de baixo. E se engana quem pensa que isso é problema apenas da militância 
vinculada à ideologia anarquista. Desde 2013 com as manifestações de junho contra o 
aumento da tarifa, passando pelos mega-eventos como a copa de 2014 e as olimpíadas no Rio 
de Janeiro em 2016, o aparato repressivo tem se sofisticado cada vez mais. São 
investimentos em equipamentos e treinamentos, medidas legislativas como a Lei 
Anti-Terrorismo aprovada pela ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), e o fortalecimento de 
órgãos de inteligência e como o Gabinete de Segurança Institucional, onde se encontra a 
ABIN. Tudo isso em só uma direção: mapear e reprimir movimentos sociais e organizações 
políticas que representam uma ameaça aos interesses da elite brasileira e internacional, 
sejam anarquistas ou não.

Por isso nós do Coletivo Anarquista Luta de Classe, que partilhamos do mesmo projeto 
político anarquista nacional da FAG, através da Coordenação Anarquista Brasileira, viemos 
manifestar nosso apoio e solidariedade aos companheiro/as gaúcho/as que mais uma vez se 
encontram na mira da repressão e criminalização do Estado brasileiro!

Todo apoio a Ocupação Pandorga!
Todo apoio ao Instituto Parrhesia
Solidariedade a todos e todas que lutam!
Viva a Federação Anarquista Gaúcha!

https://anarquismopr.org/2017/10/28/solidariedade-aos-atingidos-e-atingidas-pela-perseguicao-policial-anti-anarquista-no-rio-grande-do-sul/


Mais informações acerca da lista A-infos-pt