(pt) Na Itália convocam a não comprar nas lojas Benetton por Maldonado By A.N.A.

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Sexta-Feira, 3 de Novembro de 2017 - 09:16:58 CET


Com protestos e cartazes, na Itália pedem para não comprar roupas da marca "United Colors 
of Benetton", do empresário Luciano Benetton, pelo caso de Santiago Maldonado. O magnata é 
o dono da estância Leleque em Chubut, o território em conflito com as comunidades mapuches 
onde Santiago Maldonado desapareceu e mais tarde foi encontrado morto. ---- "Não compre 
roupas manchadas de sangue", dizem os cartazes espalhados nas ruas da Itália, onde a 
Benetton é alvo como "multinacional cúmplice da violência e desaparecimento, explora e 
oprime o povo ancestral da Argentina". ---- Mais abaixo, assinala: "Santiago Maldonado é 
apenas o último dos desaparecidos sem vestígios pela Polícia argentina". Com esses mesmos 
slogans, vários manifestantes fizeram um escrache nas portas de uma loja Benetton em 
Milão, onde eles mostraram fotos do jovem artesão encontrado morto após 78 dias de busca.

Não é a primeira vez. Quando Maldonado ainda estava desaparecido, em outras cidades, como 
Roma ou Turim, várias pessoas também protestaram na porta das instalações da multinacional 
italiana.

Luciano Benetton, chefe da empresa, é o maior terratenente da Argentina depois do Estado e 
das províncias nacionais, com 900 mil hectares distribuídos nas províncias de Neuquén, Río 
Negro, Santa Cruz, Chubut e, em menor medida, em Balcarce, na província de Buenos Aires.

Um dos oito estabelecimentos rurais que possui na Patagônia é a estância Leleque, o centro 
do conflito com as comunidades mapuches, como o Pu Lof em Resistência Cushamen, que 
reivindica essas terras que, segundo eles, pertencem aos seus antepassados.

Dentro de Leleque, por um acordo assinado entre Carlo Benetton, o irmão de Luciano, a 
Secretaria de Segurança Nacional (quando o presidente era Carlos Saúl Menem) e a província 
de Chubut, opera uma delegacia de polícia e uma base logística da Gendarmeria.

Em várias ocasiões, as forças agiram contra as comunidades, como no dia 1º de agosto, 
quando os manifestantes, entre eles Maldonado, reivindicavam a liberdade do líder mapuche 
Facundo Jones Huala e foram reprimidos pela Gendarmeria até o rio Chubut, onde ele 
desapareceu e depois de dois meses, o jovem artesão foi encontrado morto.


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