(pt) [Argentina] Quando as mulheres libertárias se organizam para transformar os bairros Por Alejandro Maidana By A.N.A. (ca, en) [traduccion automatica]

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Segunda-Feira, 8 de Maio de 2017 - 08:16:24 CEST


"Nunca duvides de que um pequeno grupo de cidadãos comprometidos, pode mudar o mundo. Na 
verdade, só isso pode consegui-lo", Margaret Mead, antropóloga cultural. ---- O avanço do 
chamado progresso, desconhece no seu incansável caminhar aqueles que sempre permanecem à 
margem do caminho. Gerações que jamais puderam juntar-se às oportunidades, e não 
exatamente porque não o tivessem procurado. ---- A realidade dos bairros que souberam ser 
obreiros, ou talvez de carregadores, hoje vêem-se encurralados pela inexistência da 
inserção laboral, a deserção escolar, e por esse monstro impiedoso como é a droga. ---- 
Perante este panorama lúgubre e desolador, diferentes grupos de mulheres organizadas na 
FOB (Federação de Organizações de Base) lutam por transformar a realidade através da força 
de coragem, do compromisso social e do sentimento libertário.

Conclusión dialogou com algumas integrantes da organização social afim de conhecer os 
detalhes sobre o trabalho territorial.

Soledad vive no bairro 27 de Fevereiro e participa ativamente nas oficinas. "No meu caso 
juntei-me à FOB interessada sobre a temática de gênero, já que sofria violência por parte 
do meu ex-parceiro. Acompanhou-me uma amiga que já participava dos mesmos, e graças a isso 
pude escapar de um violento".

Cada bairro tem a sua assembleia, e nela se debate e se toma decisões de uma maneira 
horizontal, respeitando os pontos de vista de cada morador. "Acrescentando às assembleias 
dos bairros, durante a semana temos os grupos de trabalho que tem a forma de cooperativa. 
A limpeza do bairro, cortadores de grama e costuras são algumas das atividades, juntando o 
apoio escolar, a horta e o copo de leite", manifestou Iris.

A escolinha de Cabin 9 é um símbolo para as crianças do bairro e um lugar de acolhimento 
maravilhoso. Sobre o trabalho que é realizado, Karla contou: "O copo de leite e o apoio 
escolar, são prioridades. As crianças encontraram neste lugar ajuda e amor. Festejamos 
aniversários e damos muito atenção às oficinas de gênero, onde fazemos com que os meninos 
compreendam a importância e o lugar que ocupam as meninas".

A profundidade e a carga emocional dos relatos, atravessa o empoderamento da mulher 
através das conversas que acontecem nas reuniões. O desconhecimento, o medo e a 
naturalização da violência machista são temas culturais os quais se combate com informação 
e contenção.

Outro ponto forte de trabalho da organização é o tema anti-repressivo. O que para muitos 
significa segurança, para os adolescentes dos bairros enfraquecidos é um pesadelo no qual 
tem de conviver. "Tenho 34 anos feitos no bairro 27 de Fevereiro, e durante todo este 
tempo nunca deixamos instalar-se um bunker. Hoje com a polícia encontraram a proteção que 
não tinham com os vizinhos. É muito duro e triste o que tenho a dizer, mas é esta a 
realidade que nos abraça. Antes da chegada da Polícia, não existiam os bunkers no nosso 
bairro", disse Otilia, vizinha e dirigente social.

O flagelo da droga atenta contra os menores de uma maneira odiável. Hoje o maior consumo 
dá-se entre os menores entre os 8 e 14 anos. Um verdadeiro golpe à esperança nas novas 
gerações. "As nossas crianças estão à deriva. Têm que batalhar não só contra seus vícios, 
mas também contra o abuso que exerce a Polícia para com as pessoas. É sistemático o 
acionar desta força. Quando encontram mais de dois meninos juntos, seja a beber um 
refresco ou apenas a falar, submetem a todas as humilhações que nem se pode imaginar. 
Depois de isso, fecham-se em casa, não querem sair e começam a gerar um ódio constante 
pelo que tem de viver, só pelo fato de usa r um boné, ser preto e viver num bairro 
popular. Dói", enfatizou uma av&oa cute;, cansada da estigmatização que sofrem.

Atualmente são cinco os bairros que reúnem as assembleias para articular esse salvamento 
conjunto que faz com que possam deixar de depender do Estado. São o 27 de Fevereiro, 
Belgrano, San Martín, Cabin 9 e Ateneu Virginia Bolten. Quase 500 moradores organizados, 
onde uma enorme porcentagem dos que atuam em todos os tipos de tarefas pertence ao gênero 
feminino.

Elas são as mulheres da FOB, transformando a união em uma contundente ação que se expande 
com o bater de um estoico coração libertário.

Fonte: 
http://rojoynegro.info/articulo/sin-fronteras/cuando-las-mujeres-libertarias-se-organizan-transformar-los-barrios

Tradução > Joana Caetano


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