(pt) colectivo libertario evora - (LISBOA) BLOCO TRANSFEMINISTA LIBERTÁRIO AMANHÃ NA MARCHA QUE ASSINALA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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Quarta-Feira, 15 de Março de 2017 - 11:33:13 CET


Desfile entre o Largo Camões e o Intendente, sábado, dia 11, às 15h, integrando a Marcha | 
Constroem muros, Aprendemos a Voar!, em Lisboa. ---- MANIFESTO DO BLOCO TRANSFEMINISTA 
LIBERTÁRIO ---- Companheirxs, ---- Celebramos mais um 8 de Março, mais um Dia 
Internacional das Mulheres. Neste 8 de Março, continuamos raivosxs e enraivecidxs, 
agitadxs e agitadorxs, armadxs e armantxs, resistentxs e irresistíveis, dissidentxs e 
decididxs, porque temos muito por que lutar, demasiado para destruir, quase tudo para 
transformar. --- É URGENTE combatermos o esvaziamento político que o cisheteropatriarcado 
faz do 8 de Março, apagando o significado histórico desta data e substituindo-o por 
celebrações ocas que (re)produzem as normas regulatórias de género e das sexualidades 
sobre os nossos corpos e sobre as nossas experiências. Ao invés dos momentos festivos 
apolíticos que só reconfortam os nossos opressores, fomentemos a revolta, a disrupção, a 
tomada das ruas pela visibilização das várias intersecções que nos constituem, pela 
libertação de todxs - mulheres, ciganxs, queers, trans, imigrantes, refugiadxs, operárixs, 
precárixs, pessoas com diversidade funcional, negrxs, putas, não-monogâmicxs.

É URGENTE pormos fim à apropriação das nossas lutas por parte dos agentes-do-capital. 
Rejeitemos as narrativas neoliberais de "empoderamento", aquelas que visam converter-nos 
em máquinas laboriosas e laboráveis, em consumidorxs e consumíveis, à mercê das empresas, 
das corporações, dos governos e dos bancos. Desmontemos a retórica meritocrática, aquela 
que oculta as desigualdades sistémicas e as relações de poder opressivas através de 
discursos bacocos sobre competência, sucesso e carreirismo. Vomitemos sobre a lógica da 
competitividade para - em seu lugar - recuperar as relações de cooperação, a solidariedade 
e o apoio mútuo. Cuspamos sobre o individualismo liberal e humanista - que produz patrões, 
presidentes, mestres e donos - para assumirmos a nossa relacionalidade, interdependência e 
precariedade.

É URGENTE rejeitarmos os discursos institucionais de vitimização que nos retiram agência e 
retratam a(s) violência(s) contra nós como actos pontuais, não-ideológicos, originados nas 
falhas pessoais dos agressores. Paremos de pedir aprovação àquele que detém o monopólio do 
exercício da(s) violência(s) - o Estado - sobre o que podemos ou não fazer com as nossas 
vidas, os nossos corpos, os nossos desejos. Deixemos de lutar contra as materializações 
interseccionadas da opressão através do reformismo, da bajulação estatista, da 
subserviência às elites políticas.

É URGENTE organizarmo-nos autonomamente sem a interferência daqueles que nos agrilhoam o 
pensamento, aglutinam as ideias e esmagam a criatividade a favor de pacotes-partidários 
que estão sob a alçada dos oligarcas de sempre. Fazer política não significa 
partidarização. A democracia representativa é uma artificialidade conveniente: enquanto 
estruturas hierárquicas assentes na delegação e centralização do poder, os partidos são 
parte do problema, não da solução. Queremos auto-gestão, não partidarização!

Companheirxs, temos quase tudo para TRANSformar. Por isso, apelamos a todxs a que - a 
nível individual ou enquanto colectivos autónomos - se juntem ao Bloco Transfeminista 
Libertário, no próximo sábado, dia 11, às 15h, na Marcha | Constroem muros, Aprendemos a 
Voar!, em Lisboa.

*Bloco não-misto

#transfeminismo_libertario #queer #interseccionalidade #transfeminismo_antiespecista 
#smash_cisheteropatriarchy #8M

Mais info:
https://www.facebook.com/events/1011207652313027/

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2017/03/10/lisboa-bloco-transfeminista-libertario-amanha-na-marcha-que-assinala-o-dia-internacional-da-mulher/


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