(pt) Forças armadas contra as pessoas trabalhadoras no Brasil -- Nota da Iniciativa da Inicitiva Federalista Anarquista Brasil

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Quinta-Feira, 1 de Junho de 2017 - 09:31:54 CEST


A IFA-Brasil considera que o momento por que passam as pessoas trabalhadoras, 
precarizadas, desempregadas, estudantes, povos no Brasil é de ameaça aos direitos civis e 
humanos. ---- O Presidente Michel Temer, do PMDB, assinou DECRETO em 24 DE MAIO DE 2017 
que coloca as forças armadas na Esplanada dos Ministérios em Brasília usando dispositivo 
legal para "ação de garantia da lei e da ordem" com o objetivo exclusivo de manter-se no 
poder e criar terror na população e nos opositores de seu (des)governo. ---- O Ministro da 
Defesa determinou a tomada da Esplanada do Ministério em Brasília por cerca de 1.500 
militares das forças armadas. Mesma ação que já acontecem em várias periferias e subúrbios 
do Brasil, implantando o medo e o terror. Neste momento, a Esplanada dos Ministério, no 
Distrito Federal, é território das forças armadas. A criminalização dos problemas sociais 
e a resposta militar às manifestações do povo são praticas históricas no Brasil. Desde 
2013 que tropas militares nos Estados atacam com força desproporcional aos manifestantes 
como vemos nas grandes cidades como Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Belém, Goiás.

  Alertamos que essa ação restringe direitos da população em exercer a manifestação contra 
um governo corrupto e desmoralizado pelos sucessivos escândalos envolvendo quantias 
astronômicas de dinheiro. Com esta medida extrema estamos à beira de um Estado de Exceção.

Tramitam no congresso nacional duas reformas que contemplam a ânsia devastadora do 
capitalismo contra as pessoas trabalhadoras: reforma trabalhista e reforma previdenciária. 
Mesmo com Centrais sindicais e sindicatos vendidos aos partidos de direita e de esquerda, 
as pessoas trabalhadoras se levantam. Nós pessoas trabalhadoras, desempregadas, 
precarizadas e anarquistas lutamos contra as reformas trabalhista e previdenciária lado a 
lado e autonomamente em relação ao comando das centrais sindicais.

O levante das pessoas trabalhadoras das grandes capitais do país foge ao controle das 
centrais sindicais, interessadas, sobretudo, em mostrar força de arrebanhamento das bases 
para firmar acordos baseados em interesses de partidos dentro da política do Estado.

Consideramos que a radicalização das manifestações parte de um movimento espontâneo das 
bases de pessoas trabalhadoras, desempregadas e precarizadas que escolheram resistir 
diante do assalto dos seus direitos e não se curvar às manobras da burocracia sindical. A 
burocracia e sua elite sindical não nos representam, não representam as pessoas 
trabalhadoras, não representam as pessoas precarizadas e certamente ignora as pessoas 
desempregadas.

No distrito federal em 24/05, repete-se o quadro que vêm se desenhando nos últimos meses, 
onde a base trabalhadora assume ações radicais e necessárias diante da situação de 
calamidade, ainda que contra qualquer receituário dos burocratas sindicais e não sem 
sofrer as duras penas da repressão do Estado como de suas próprias centrais sindicais.

De qualquer maneira, caia ou não este presidente, sabemos que ao manter o regime político 
e de governo no capitalismo nunca alcançaremos a justiça social, a igualdade econômica e a 
liberdade individual e coletiva.

Fora Temer sim. Mas... Não queremos volta Dilma, não queremos Lula presidente, ou qualquer 
outra pessoa política e seus partidos com toda corja da direita ou da esquerda. Não 
queremos Diretas Já ou indiretas.

Queremos a igualdade econômica, a liberdade de organização, a autogestão para controlar a 
produção e nossas vidas, nas ruas, nos campos e nas cidades.

Sem chefes e profissionais políticos, sem partidos e a canalha que se alimenta da miséria 
do povo e explora cada segundo do suor trabalhado em longas jornadas vivendo espremidos 
nas periferias brasileiras.

Hoje construir a resistência nos locais de trabalho, no campos, nas ruas, bairros e 
cidades para seguir e nos levantarmos em luta para uma profunda e ampla mudança social no 
Brasil, na Venezuela, Argentina, México, Chile até o fim das fronteiras capitalistas e a 
liberdade de todos os povos, das pessoas trabalhadoras e precarizadas da América Latina e 
do Mundo.

Não as reformas trabalhista e previdenciária.

Resistir, lutar, organizar

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