(pt) Belo Horizonte, Coletivo Mineiro Popular Anarquista - COMPA: O povo quer trabalhar, mas o Kalil e a PM não querem deixar! Nota de solidariedade

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Sexta-Feira, 7 de Julho de 2017 - 08:54:50 CEST


O Coletivo Mineiro Popular Anarquista - COMPA, organização integrante da Coordenação 
Anarquista Brasileira - CAB, manifesta sua solidariedade aos ambulantes e camelôs de Belo 
Horizonte, e seu mais profundo repúdio à brutalidade da prefeitura de Kalil, da Polícia 
Militar e do governo do Estado de Pimentel, nas ações repressivas e violentas contra a 
justa manifestação popular realizada nessa segunda, dia 3 de julho. ---- No Brasil, 
chegamos ao patamar de quase 14 milhões de desempregados. Em Belo Horizonte, até o final 
de 2016, tínhamos 21,6% de desempregados, subocupados ou que não podiam trabalhar por 
motivos diversos. Em números absolutos, nessa última pesquisa, eram 441 mil desempregados 
na capital! ---- O desemprego tem sido uma das maiores agonias da classe trabalhadora 
belorizontina; em todas as frentes que temos atuação, nas comunidades, bairros, ocupações 
e na juventude, o desemprego é um mal comum, e os desafios para buscar alternativas são 
imperativos.

Enquanto sofremos com o desemprego, a inflação, os cortes de direitos, os ataques dos 
governos no nosso bolso e na nossa pele, os ricos continuam concentrando mais e mais 
riqueza, os juízes, políticos e demais manda-chuvas do Estado continuam com suas regalias 
garantidas. A crise do capitalismo só sapeca as costas do povo pobre e trabalhador.

Para fugir do desemprego, muitos trabalhadores e trabalhadoras buscam o trabalho informal 
para conseguir seu ganha-pão: um bico aqui, outro ali, revender produtos, montar camelôs 
pelo centro. De modo digno e justo, o povo tenta encontrar no trabalho informal um pouco 
daquilo que precisa para sustentar nossas famílias.

Mas a prefeitura de Kalil, a sua guarda municipal e a polícia militar de Pimentel não 
importam com o povo pobre desempregado: querem promover uma "limpa" na cidade, expulsando 
na força e na marra os camelôs do centro, sem oferecer alternativa REAL e JUSTA para que 
essas pessoas possam trabalhar de forma digna. Resumidamente, O POVO QUER TRABALHAR, E O 
GOVERNO NÃO QUER DEIXAR. E quando o povo manifesta sua indignação com esse cenário, ele é 
violentamente reprimido, com a PM atacando-o com bombas, tiros, cacetadas. Isso é inaceitável!

Diante dessa situação, manifestamos nossa solidariedade a todas e todos camelôs, 
desempregadas, desempregados, ao povo pobre sem trabalho da capital e região 
metropolitana. Também estamos desempregados, também somos povo pobre que se organiza e 
luta por direitos, por trabalho, por dignidade, mas também pela criação de um Poder 
Popular que nos dê força o suficiente para um dia derrubarmos esse sistema injusto e 
cruel, que tanto maltrata quem trabalha, só para garantir a riqueza a quem nos explora e 
nos domina.

Também somamos ao movimento que exige que a prefeitura garanta o trabalho digno dos 
camelôs e trabalhadores informais da cidade e que o Pimentel dê o fim imediatamente na 
repressão por parte da Polícia contra o povo mineiro!

Estamos juntas e juntos nessa luta que é de toda a classe trabalhadora: estaremos 
oferecendo nosso apoio que, mesmo modesto, carrega o mais essencial de toda a nossa luta, 
que é a solidariedade de classe.

O povo quer trabalhar e o Kalil não quer deixar!
O povo quer trabalhar e a PM não quer deixar!
Lutar, Criar, Poder Popular!
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Estaremos amanhã na manifestação convocada para as 12h na Praça Sete, junto às 
companheiras e companheiros camelôs. Confirme presença no evento e no ato: 
https://www.facebook.com/events/1659622537421406


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