(pt) [Espanha] A CNT-AIT Puerto Real participou da homenagem aos assassinados da Guerra Civil By A.N.A.

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Sábado, 1 de Julho de 2017 - 06:41:46 CEST


O Sindicato de Ofícios Vários da CNT-AIT Puerto Real participou no ato de homenagem aos 
assassinados da Guerra Civil, celebrado hoje (18/06) no cemitério de Puerto Real. ---- O 
dia de hoje foi marcado pela participação do Sindicato de Ofícios Vários da CNT-AIT Puerto 
Real na XII Concentração de Homenagem aos assassinados na Guerra Civil. O ato foi 
organizado pela Associação pela Recuperação da Memória Histórica Social e Política de 
Puerto Real. ---- Como estava previsto deu-se início à cerimônia às 11 da manhã, onde 
estavam reunidas mais de 200 pessoas. A homenagem começou com o porta-voz Paco Aragón da 
Associação e da CNT-AIT anunciando que, devido às condições de calor que estamos sentido 
desde 2005 no mês de junho, o mês de inauguração do monolito em memória e homenagem às 
pessoas que foram assassinadas pelo regime franquista passará a ser realizado a partir de 
2018 na primeira semana de setembro, que coincide co m o mês em que o povo mais sofreu nas 
mãos dos criminosos fascistas.

Na continuação do discurso explicou a composição do ato, que consistia em três partes: 
comunicado da associação, a canção Desaparecidos e o depósito de flores no monolito.

Leu o documento que elaborou a equipe técnica sobre os resultados arqueológicos e 
antropológicos, quantidade de corpos desenterrados, idades, episódios violentos, etc... 
Também chamou à atenção a todas as pessoas que tenham familiares assassinados, que não 
foram registrados na nossa Associação, que por favor passem no local da CNT (c/San 
Francisco 18) para preencher a documentação necessária e recolher a amostra.

Informou também que a fossa de Puerto Real foi declarada Lugar de Memória e que em breve 
será instalado o marco por parte da Junta de Andaluzia, para que assim fique registrado.

Antes de terminar a informação deu a conhecer o resultado final econômico de todo o 
processo da exumação da fossa, que teve um custo real de 53.000 euros, financiados pela 
Direção Geral de Memória Democrática da Junta de Andaluzia e Autarquia de Cádiz.

O comunicado aludia a esses homens e mulheres que ao defenderem a liberdade foram 
assassinados e abandonados durante décadas num recanto esquecido da história. Queremos 
recuperar as suas vidas, seus nomes, que Puerto Real e o mundo inteiro saibam que 
existiram, que tinham família, que tinham sonhos e que as suas esperanças foram removidas 
de golpe e que morreram injustamente nas mãos de um bando de criminosos fascistas, 
apoiados pela Igreja conspiradora e delatora. Tiraram-lhe as suas vidas, mas não puderam 
eliminar as suas ideias.

A exumação foi importante por vários motivos, já que além de pagar a dívida que temos com 
a Associação e os familiares, o direito e a obrigação de voltar a enterrá-los dignamente, 
que como pessoas merecem, no seu columbário e junto ao monolito.

A exumação não compete somente aos familiares e à Associação, mas também às gerações vivas 
de hoje. Enquanto estiveram abertas as fossas, passaram no local 14 colégios e escolas, 
onde foi explicado o equipamento técnico, os voluntários de todo o processo histórico, 
além dos trabalhos realizados. Temos que recuperar para sempre todas as pessoas que 
diretamente sofreram as injustiças e danos causados por qualquer motivo político e 
ideológico naqueles dolorosos períodos da nossa história.

Certamente, também a quem perdeu a sua liberdade, ao padecer na prisão, em trabalhos 
forçados ou em internamentos em campos de concentração dentro ou fora das nossas 
fronteiras. Também a quem perdeu a sua terra de nascimento ao ser empurrado para um longo, 
doloroso e irreversível exílio. E todos os outros que sofreram repressão durante a 
Ditadura Franquista.

Para os que não se encontram conosco, que a terra lhes tenha sido leve e que sempre 
estarão em nossos corações. Não esquecer também os que faleceram sem conseguir saber onde 
estavam os seus familiares.

Para todos eles é dedicada esta simples homenagem de hoje, para que não caiam no 
esquecimento. Aqueles que lutaram e morreram por um mundo melhor, onde impera a 
solidariedade e o apoio mútuo e a liberdade.

O depósito de flores, este ano, foi numeroso e com muita participação.

No final, deslocaram-se ao local onde se encontra a fossa e todos juntos criaram um 
corrente para registrar uma foto histórica de recordação que no ano de 2017, por fim, os 
recuperamos do esquecimento.

Que a terra lhes tenha sido leve

Nem esquecimento Nem perdão

Puerto Real, 18 de junho de 2017

Sindicato de Ofícios Vários da CNT-AIT Puerto Real

Fonte: 
http://puertoreal.cnt.es/denunicas-sindicales/6277-la-cnt-ait-puerto-real-ha-participado-hoy-en-el-homenaje-a-los-asesinados-de-la-guerra-civil.html

Tradução > Rosa e Canela


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