(pt) Lárissa: Protesto nos escritórios da Companhia de Eletricidade contra os cortes de luz por não poder pagar as faturas

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Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2017 - 10:18:08 CET


Reproduzimos a seguir o texto informativo publicado na página web da okupa Dugrú (cidade 
de Lárissa) sobre uma intervenção que realizaram faz uns dias os membros da okupa nos 
escritórios da Companhia de Eletricidade, em protesto pelos continuados cortes de luz às 
pessoas que não são capazes de pagar a conta da eletricidade. Uns dias antes do protesto, 
em uma casa de Lárissa sem abastecimento elétrico, uma vela acesa foi a causa de um 
incêndio com um menino gravemente ferido. Logo publicaremos o texto distribuído durante a 
ação. ---- Em 14 de dezembro pela manhã uns companheiros e umas companheiras da okupa 
Dugrú realizaram uma intervenção na Companhia de Eletricidade de Lárissa. Se distribuiu um 
texto às pessoas que estavam esperando nas intermináveis filas para fazer alguma 
negociação (de sua dívida) ou para pagar, e se debateu durante muito tempo com muita gente 
e com empregados.

As pessoas estavam de acordo com o conteúdo do texto, o qual explicava as razões da ação. 
Muitas pessoas se perguntavam como e se poderemos fazer algo. A resposta é (que faças 
algo) quando vencer o medo, falas e te organizas em assembleias de bairros para proceder a 
negativas de pagamento e a resistências coletivas.

Alguns dos empregados diziam que não podiam fazer nada, alguns explicaram que não podiam 
violar as ordens porque perderiam seu trabalho, e que ainda quando se negaram a obedecer 
(às ordens) e não procedessem a cortes de abastecimento elétrico, seriam enviados desde 
Atenas outros para fazê-lo. Outros disseram que o que faziam era uma contradição, e que 
cada vez que se realiza um corte de eletricidade se punha a chorar por não poder fazer 
nada. A resposta é que vale a pena e podes organizar-te junto com outros colegas teus, 
porque quando todos temos fome não há razão para brigarmos entre nós. Comamos aos que nos 
conduzem a esta conduta de canibalismo. Nesse momento chegou o turno dos senhores dos 
pisos de cima do edifício da Companhia de Eletricidade.

Logo ficou claro que a conversa com os diretores e os presidentes da Companhia de 
Eletricidade não podia realizar-se com termos de diálogo. A atitude típica dos que se 
sentem em suas cadeiras de seus escritórios bonitos, cálidos e luxuosos, de tipo "Eu 
simplesmente executo ordens", "cumpro a lei", "não sou eu a pessoa competente, outros o 
são", "eu sou de uma família da classe trabalhadora. No fundo não lhe quero cortar a luz a 
ninguém", é pelo menos exasperante e sem vergonha. A suas declarações de tipo "nós 
declaramos por escrito que não estamos de acordo com os cortes" se lhes respondeu "ou 
nega-te na prática ou demita-se", e se deixou claro que nada se deixará sem resposta aos 
que dormem com a consciência tranquila.

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.


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